Sugestão de leitura: política externa russa

O Concurso de Admissão à Carreira Diplomática tem cobrado cada vez mais que o candidato saiba não só os principais assuntos da política internacional ou da inserção do Brasil no mundo, mas também a política externa dos principais parceiros brasileiros. Essa cobrança tem estado presente tanto na 1ª quanto na 3ª fase do CACD e o blog Sapi busca trazer conteúdo que auxilie na preparação dos candidatos nesses temas, como a sugestão de leitura sobre a inserção internacional chinesa e sobre o projeto One Belt, One Road.

Seguindo esse modelo, a sugestão de leitura de hoje trata das principais diretrizes da política externa russa no século XXI. O artigo “Política externa russa: as dimensões material e ideacional nas palavras e nas ações“, de Maria Raquel Freire, analisa as evoluções na inserção internacional russa desde a chegada de Putin ao poder em 2000 até as mudanças empreendidas em 2013, no que ficou conhecido como novo Conceito de Política Externa. Os conceitos apresentados pela autora auxiliam na compreensão das decisões políticas de Moscou, além de possibilitarem uma análise mais aprofundada para uma eventual questão de 3ª fase. Confiram!

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O Plano Cohen e o Estado Novo

plano-cohenA primeira eleição direta sob a égide da Constituição de 1934 marcaria a saída do poder de Getúlio Vargas, que ocupava a presidência desde a Revolução de 1930. A impossibilidade de reeleição, prevista pela carta magna, impedia que Vargas se mantivesse no cargo. A alternância de poder, contudo, não foi concretizada. A divulgação do Plano Cohen (1937), um suposto levante comunista que estaria sendo organizado no país, levou Vargas a declarar estado de guerra e a cancelar as eleições marcadas para 1938. O plano, entretanto, foi uma manobra de Vargas para, utilizando o forte sentimento anticomunista presente na opinião pública, manter-se no cargo e consolidar o poder no âmbito nacional, superando o federalismo em prol de um Estado centralizador. Tinha início, assim, o Estado Novo.

Durante o governo constitucional de Vargas, após sua eleição indireta em 1934, prevalecia ainda o modelo federalista. Apesar de esforços contrários, a Constituição de 1934 havia consagrado federalismo na organização política brasileira, o que ia de encontro aos anseios centralizadores de Vargas. Esse período também foi marcado por uma crescente polarização ideológica, com a Ação Integralista Brasileira (AIB), de inspiração fascista, em constante embate com a Aliança Nacional Libertadora (ANL), que se incluía no rol de organizações antifascistas do período compostas por correntes políticas diversas. Vargas utilizou essa dualidade para fortalecer o sentimento anticomunista na população, que acabaria sendo útil no processo de consolidação de poder.

A previsão constitucional para as eleições diretas de 1938 impedia a participação de Vargas, porém, a princípio, não havia indicações que elas não seriam realizadas. O processo eleitoral estava em curso normalmente, com quatro candidatos disputando a eleição: José Américo, que tinha o apoio oficial de Vargas, ainda que retórico; Plínio Salgado, da AIB e ligado à Vargas nesse momento; Góes Monteiro, do Exército, pretenso representante dos militares e membro do governo varguista; e Armando Sales de Oliveira, candidato da oposição, oriundo de São Paulo e defensor do federalismo. A divulgação do Plano Cohen, contudo, muda esse panorama.

O Plano Cohen detalhava uma suposta organização de novo e ambicioso levante comunista para tomar o poder no país, o que, devido à recente experiência da Intentona Comunista (1935), não foi visto com desconfiança pela população. O plano, na verdade, era uma hipótese de treinamento militar utilizada pelas Forças Armadas para eventuais ameaças comunistas e não um projeto verdadeiro. A divulgação do Plano Cohen pelo governo foi uma articulação de Vargas com o objetivo de manter-se no poder, apesar da proibição de reeleição, e de angariar apoio público para as medidas centralizadoras que promoveria. O sentimento anticomunista, fortalecido na opinião pública, e a polarização ideológica levaram ao apoio das medidas para repressão da suposta ameaça.

Após a divulgação do Plano Cohen, Vargas declarou estado de sítio e cancelou as eleições do ano seguinte. O êxito do plano, entretanto, não foi resultado apenas da articulação no nível federal. A AIB participou de sua formulação e as Forças Armadas não contestaram a validade suposto plano. Os governadores dos Estados, que haviam sido eleitos, foram cooptados pelo governo Vargas para não oferecerem resistência ao golpe promovido, com a promessa de nomeações para o cargo de interventores em seus estados.

A articulação bem-sucedida permite que Vargas outorgue a Constituição de 1937, centralizadora e com matizes autoritários, consolidando o poder no Executivo federal. A retórica utilizada para a promoção do golpe defendia que era necessário “refundar a república” e que a centralização seria uma forma de aprofundar os ideais da Revolução de 1930. Em verdade, Vargas buscava a superação do federalismo e do poder dos estados, que o leva a promover o fechamento das instâncias legislativas estaduais e o reestabelecimento de interventores estatais. Emblemática da superação do federalismo no período foi a cerimônia para queima das bandeiras estaduais, simbolizando a consolidação do poder central frente as elites estaduais.

Desafío de Español: las respuestas

¿Listos para las respuestas del desafío de ayer?

  1. Perdone, señor, ¿puedo ayudarle? ¿ A quién busca?
    – Busco a Carlos González.
    – Pues, Carlos González, soy yo.
  1. No me gusta Julio Iglesias .
    ¿No? A mí me encanta. Conozco todos sus discos .
  1. Oiga, ¿dónde está el aula de español?
    – ¿El aula de español? Puede seguir a la señora Núñez . Ella es la profesora.
  1. Raúl es muy simpático, ¿no?
    – Sí, mucho. Tiene muchos amigos aquí en la empresa.
  1. ¿Ves a este hombre ?
    – Ah sí… ¿Por qué mira a Isabel de esta manera? ¡Qué raro!
  1. No entiendo muy bien a Concha. ¿Por qué no quiere decidir ahora?
    – No sé. Dice que necesita más tiempo .
  1. Voy a bajar el volumen de la tele. No quiero despertar a los niños .
    De acuerdo. Tienes razón.
  1. ¿Va a venir mucha gente a la fiesta?
    – Me parece que sí. Aquí tienes la lista de los invitados.
    – A ver… Creo que no conozco a nadie .

Preprosición A + Complemento directo de persona

1. Regla general
Utilizamos la preposición a delante del complemento directo (CD) si es una persona determinada.

No veo a Carmen. Carmen es complemento directo y una persona determinada.
No veo la leche. La leche es complemento directo pero no es una persona.
No veo mucha gente. Mucha gente es complemento directo pero no es una persona determinada.

2. Excepciones

Tengo tres hijos. No se usa a con el verbo tener.
¿Dónde está Juan? No lo veo. No se usa a si el complemento directo es un pronombre personal.

3. Observaciones

¿A quién estás esperando? También se usa a con interrogativos (CD) que indican personas.
No veo a nadie. También se usa a con pronombres indefinidos (CD) que indican personas.

Desafío de Español: preposición A + Complemento Directo

¡Hola!¿Sabes cómo usar la preposición “a” con el Complemento Directo ?

¡Inténtalo!

Elige la mejor opción.

  1. Perdone, señor, ¿puedo ayudarle? ¿ Quién / A quién busca?
    – Busco Carlos / a Carlos González.
    – Pues, Carlos González, soy yo.

2. No me gusta Julio Iglesias / a Julio Iglesias .
¿No? A mí me encanta. Conozco todos sus discos / a todos sus discos .

3. Oiga, ¿dónde está el aula de español?
¿El aula de español? Puede seguir la señora Núñez / a la señora Núñez . Ella es la profesora.

4. Raúl es muy simpático, ¿no?
Sí, mucho. Tiene muchos amigos / a muchos amigos aquí en la empresa.

5. ¿Ves este hombre / a este hombre ?
Ah sí… ¿Por qué mira Isabel / a Isabel de esta manera? ¡Qué raro!

6. No entiendo muy bien Concha / a Concha ¿Por qué no quiere decidir ahora?
No sé. Dice que necesita más tiempo / a más tiempo .

7. Voy a bajar el volumen de la tele. No quiero despertar los niños / a los niños .
De acuerdo. Tienes razón.

8. ¿Va a venir mucha gente / a mucha gente a la fiesta?
– Me parece que sí. Aquí tienes la lista de los invitados.
– A ver… Creo que no conozco nadie / a nadie .

Sugestão de leitura: seleção de artigos – Cadernos de Política Exterior

A Fundação Alexandre de Gusmão (FUNAG) publicou, semana passada, a última edição do Cadernos de Política Exterior, publicação semestral, editada pelo Instituto de Pesquisa de Relações Internacionais (IPRI), que reúne textos sobre política externa e relações internacionais do Brasil. Para os candidatos ao Concurso de Admissão à Carreira Diplomática, a publicação é uma importante ferramenta de estudos, já que aborda os principais temas em pauta na política externa brasileira a partir do ponto de vista dos próprios servidores do Itamaraty.

Como as próximas fases do CACD já estão chegando e as revisões estão a todo vapor, o blog Sapi pediu ajuda de um especialista para ajudar a priorizar a leitura dessa edição do Cadernos de Política Exterior. O professor de Política Internacional, Guilherme Casarões, indicou alguns artigos da última edição para que os candidatos dediquem uma atenção especial. Mas vale lembrar que toda a publicação tem muito valor para os candidatos e merecem a leitura.

Confiram os artigos selecionados:

  • capa-caderno-n5-500x500.pngRumo a um mundo sem armas nucleares, Aloysio Nunes Ferreira;
  • Direitos Humanos e armas nucleares, Christiane Lamazière;
  • Resposabilidade de proteger sob os olhares dos países BRICS: o caso da Líbia no CSNU, Ana Paula L. Oliveira, Eduardo Uziel e Rafael Rocha;
  • Governança da Internet, nascimento de um regime, Pedro Ivo Ferraz da Silva;
  • Integração econômica regional e negociações comerciais brasileiras: estado atual e desafios, Michel Arslaninan e César Yip;
  • Brasil Credor: adesão do Brasil Clube de Paris, Letícia Frazão Alezxandre de Moraes Leme;

Para acessar a última edição dos Cadernos de Política Exterior, basta clicar na imagem acima. Bons estudos!

Polaridades no sistema internacional

O conceito de polaridade baseia-se no caráter anárquico do sistema internacional e nas relações de poder estabeelcidas entre os Estados. Nesse contexto, a polaridade é definida como a concentração de recursos de poder dentro desse sistema, criando um ou vários polos de poder capazes de influenciar o comportamento de outros atores internacionais. As principais correntes sobre polaridade assumem a possibildiade de conjunturas unipolares, bipolares ou multipolares, porém a complefixicação das interações internacionais no século XXI levou ao surgimento da hipótese também da não polaridade.

Em um sistema unipolar, apenas um estado concentra a maior parte dos recursos de poder, exercendo, assim, maior influência sobre outros Estados. Apesar da concentração de poder em polo único, esta nunca ocorre de forma plena, criando espaço para contestações ao líder hegemônico. Para o teórico Kenneth Waltz, a unipolaridade leva à busca, pelos Estados menores, de um balanço de poder que reduza as suas vulnerabilidades. Esse balanço pode ocorrer pelo aumento das capacidades individuais dos Estados ou por alianças para fazer frente ao líder. Com o fim da Guerra Fria, especulou-se que os Estados Unidos haviam se tornado o polo único de poder global, porém o fortalecimento de outras regiões, como Japão, Europa e China, colocaram essa teoria em dúvida.

A Guerra Fria configurou como exemplo clássico de um modelo bipolar, com duas áreas de concentração de poder definidas. A simetria de poder entre os dois polos nesse tipo de sistema faz com que ele seja mais estável, pois os Estados líderes incorrem em maiores riscos em caso de tentativas de expansão do seu poder, o que reduz a chance de conflito entre ambos. Atualmente, apesar das disparidades em relação a capacidades militares, aventou-se a possibilidade da formação um sistema bipolar entre Estados Unidos e China, baseado no desempenho econômico de ambos. A retração internacional de Washington, entretanto, tem tornado esse cenário menos provável.

Uma das correntes mais populares para explicar o sistema atual é a de multipolaridades simétricas, na qual diversos polos de poder com capacidades similares existem simultaneamente. Apesar dessa conjuntura ser menos estável que as bipolares, visto que a simetria incentiva a busca de recursos de poder para superar a paridade, ela pode ser mais estável que a unipolaridade pela possibilidade de cooperação entre os polos simétricos, como foi observado na experiência do Congresso de Viena no século XIX. Argumenta-se a existência atualmente de uma multipolaridade pela presença de diversos polos de poder que, apesar de capacidades distinstas, são capazes de influenciar a agenda internacional. Os centros desse sistema seriam os Estados Unidos, a União Europeia, a China e a Rússia.

Contrastando com a multipolaridade surge o conceito de não polaridade, de Richard Haass. De acordo com essa teoria, a complexificação do sistema internacional no século XXI não teria levado a múltiplos polos de poder definidos, mas ao surgimento de diversos atores com níveis de poder variáveis que atuam conjuntamente e não podem ser desconsiderados nos temas em que exercem maior influência. Apesar da primazia econômica dos Estados Unidos e da China, debates sobre a indústria alimentar não podem desconsiderar a posição da Índia, assim como a questão ambiental passa, necessariamente, pelo Brasil.

 

Todd’s Challenge: Answer Key

Ready for the answer key to yesterday’s challenge?

Guide to Good Composition Writing

In the past, one reason why IRBr candidates failed the Composition Writing exercise of the 3rd Phase English section was because people simply did not pay close attention to good grammar skills. Up to 2016, if a candidate had 20 or more grammatical errors, he/she was automatically awarded a zero on the composition, practically killing any hope of passing the exam. This is no longer the case.

As of 2017, the scoring logic has been slightly modified. The text must be between 400-450 words in length. The total score is still 50 points, but it is now divided into 25 points for grammar & vocabulary and 25 points for content (there is no longer a vocabulary score per se). The content score is further broken down into three parts:

  • 10 points for coherence (flow and link between ideas);
  • 10 points for content (examples to support the ideas);
  • 5 points for analysis and reflection (introductory thesis statement and outlook on the issue).

In this sense, when organizing and writing a composition text, you should follow a basic framework of:

  • Introduction
  • 2-3 supporting paragraphs
  • Conclusion

Blog Exercise: Keeping the above philosophy in mind, try to organize the main points of the composition topic in an outline form, following the 08 (eight) steps to composition writing as presented below.

Composition

Todd Blog

Key Concepts:

  1. Read and circle all the key words in the quote(s) that appear to be relevant to you.

Member of EU – lack of migratory/immigration controls
EU expansion could worsen immigration

  1. Read the composition’s command and determine what should be the main focus of the composition.

Command:

In light of the translations and summary, analyze the above quote with regards to the impacts of worldwide immigration upon the present-day principle of a global society. Illustrate your argument with appropriate examples.

  • Focus is on “worldwide immigration” and “global society”, not only the EU
  1. Connect the key word(s) from the quote to the key idea(s) from the command.
  2. Considering the command’s main focus and any key elements from the quote. Write down the key elements from the first three steps in the box below. These will be the information needed to formulate your introduction.
QUOTE/COMMAND ANALYSIS AND YOUR THESIS
Present the main argument as based on two main points:

  •  IMMIGRATION / MIGRATORY PATTERNS & CONTROLS
  •  WORLDWIDE PERSPECTIVE – POPULISM

 

5. Choose three main theories that you feel could treat this topic,

Theory 1: Stronger border controls

Theory 2: Free flow of migrants within the EU

6. Now, back these theories up with one solid example for each theory.

Theory 1 – Example: Trump – Wall Building on Mexican Border / Ban on Muslim Countries             

  • Washington Post: “Trump’s immigration order means bureaucrats have to decide who’s a ‘real’ Christian” (Feb. 8, 2017)
  • Foreign Affairs: “Between a Wall and a Hardplace” (March 1, 2017)

Theory 2 – Example: Brexit – avoiding the immigration burden

  • The Economist: “From Brussels with Love” (Feb. 10, 2017)
  • Foreign Affairs: “Pulling the Trigger on Brexit” (March 29, 2017)
Other possible examples:

–       Brazil/USA – economic migration in the late 20th century

–       Africa – Europe – boat people trying to escape economic strife

–       Syria – migration from the rural to the urban – Droughts/Agriculture

–       Afghanistan to – USA War migration – The Kite Runner

7. What conclusion would you draw from all the information that you have presented?

  • Reiterate/Reaffirm the main overall theme of your text (do NOT simply repeat ideas!!)
  • Give an outlook/future perspective on the situation (conditional statements are key to this part)

Todd’s Challenge: Composition Writing

Hello, Hello! Are you ready for a fresh new Todd Challenge? I have, for the first time, created a blog having to do with Composition Writing. The key to good composition writing begins with the organization process. So, take a look at this composition topic and follow the Guide to Good Composition Writing that I have created just for IRBr candidates like yourself. Let’s see if your organizational process is up to par. Good luck!

Guide to Good Composition Writing

In the past, one reason why IRBr candidates failed the Composition Writing exercise of the 3rd Phase English section was because people simply did not pay close attention to good grammar skills. Up to 2016, if a candidate had 20 or more grammatical errors, he/she was automatically awarded a zero on the composition, practically killing any hope of passing the exam. This is no longer the case.

As of 2017, the scoring logic has been slightly modified. The text must be between 400-450 words in length. The total score is still 50 points, but it is now divided into 25 points for grammar & vocabulary and 25 points for content (there is no longer a vocabulary score per se). The content score is further broken down into three parts:

  • 10 points for coherence (flow and link between ideas);
  • 10 points for content (examples to support the ideas);
  • 5 points for analysis and reflection (introductory thesis statement and outlook on the issue).

In this sense, when organizing and writing a composition text, you should follow a basic framework of:

  • Introduction
  • 2-3 supporting paragraphs
  • Conclusion

Blog Exercise: Keeping the above philosophy in mind, try to organize the main points of the composition topic in an outline form, following the 08 (eight) steps to composition writing as presented below.

Composition Topic

Todd Blog

Command:

Analyze the above quote with regards to the impacts of worldwide migration upon the present-day principle of a global society. Illustrate your argument with appropriate examples.

Now, to achieve this seemingly daunting task, simply follow these 8 easy steps:

Composition: Eight easy steps to good formatting in IRBr Composition Writing.

  1. Read and circle all the key words in the quote(s) that appear to be relevant to you.
  2. Read the composition’s command and determine what should be the main focus of the composition.
  3. Connect the key word(s) from the quote to the key idea(s) from the command.
  4. Considering the command’s main focus and any key elements from the quote. Write down the key elements from the first three steps in the box below. These will be the information needed to formulate your introduction.
QUOTE/COMMAND ANALYSIS AND YOUR THESIS
 

 

  1. Considering what you wrote in the sentence above, choose 2 main sub-themes that you feel could effectively treat this topic.

Theme 1:

Theme 2:

  1. Now, back these sub-themes up with ONE solid example for EACH theme.

Theme 1 – Example:

Theme 2 – Example: 

  • Note: The supporting paragraphs should follow a “theme – example – theme” ordering.
  • Do not end supporting paragraphs with examples, bring the idea back to the overall thesis statement.
  1. Conclusion:

Reaffirmation: Reread your text and determine what conclusion you would draw from all the information that you have presented.

Outlook: Make a future prediction on the issue.

  1. Final Revision: Reread your entire text, checking for any and all grammar and vocabulary mistakes to try to maximize your score.

Sugestão de leitura: MERCOSUL e Aliança do Pacífico

A integração regional é uma das diretrizes centrais da política externa brasileira e, por isso, um tópico muito cobrado no CACD. Um candidato bem preparado precisa saber não apenas o histórico dos principais processos de integração, mas também as perspectivas futuras e a posição do Itamaraty sobre as prioridades para a região.

No contexto da integração latino-americana, um tema que vem ganhando espaço é a possível aproximação entre o MERCOSUL e a Aliança do Pacífico, possibilidade vista pela diplomacia brasileira como podendo significar “o nascimento de um novo polo dinâmico da economia mundial.” Para entender melhor a relação entre os dois blocos regionais e os fatores que os aproximam, o blog Sapi trouxe como sugestão de leitura de hoje o artigo “MERCOSUR y la Alianza del Pacífico. ¿Un punto de inflexión?“, divulgado pelo Instituto para a Integração da América Latina e Caribe, do Banco Interamericano de Desenvolvimento. Além de conhecer mais sobre as trocas entre os dois processos de integração, o artigo serve para aumentar o vocabulário nesse tema para a prova de Espanhol. Confira!

Além de Tordesilhas

A expansão territorial portuguesa no continente americano para além dos limites estabelecidos no Tratado de Tordesilhas perpassou longo processo histórico, com avanços e recuos nas distintas regiões do subcontinente. Enquanto, na porção setentrional, a interiorização encontrou menores dificuldades de expansão devido à parca ocupação espanhola, na meridional, o embate entre os impérios foi constante, com repetidas tentativas de consolidação do domínio da região. Apesar dessas diferenças, a interiorização portuguesa e a subsequente redefinição dos limites entre as colônias resultaram da dinâmica das relações entre Portugal e Espanha tanto no nível bilateral quanto no nível sistêmico.

Os interesses econômicos distintos dos dois países auxiliaram na possibilidade de interiorização portuguesa no território. A colonização espanhola concentrou-se primordialmente no Pacífico, devido à rápida descoberta de metais preciosos, especialmente na região de Potosí, o que atendia aos interesses mercantis da época. A colônia portuguesa, entretanto, não rendeu esses mesmos frutos nos primeiros séculos de ocupação. Os interesses econômicos de colonos portugueses ensejaram a penetração no território, ainda no século XVI e, em parte, secundadas pela Coroa portuguesa, seja em busca das mesmas riquezas abundantes nas regiões espanholas, seja para o apresamento de indígenas ou captura de escravos fugidos. A região sul da colônia, entretanto, seguiu uma lógica distinta, apesar de conter também um componente econômico. A ocupação da margem do Rio da Prata era um projeto estratégico da Coroa para satisfazer tanto interesses geopolíticos, já que a presença na foz seria fundamental para a conformação do mito da Ilha-Brasil, quanto econômicos, pois possibilitaria a Portugal atuar no escoamento ilegal da prata espanhola.

A União Ibérica (1580-1640), instituída após a crise de sucessão portuguesa, facilita o processo de interiorização portuguesa no território, porém não configura sua causa. Apesar da união das coroas, Portugal e Espanha mantém certa autonomia administrativa dos territórios. A condescendência espanhola no período, entretanto, permite que as incursões portuguesas para além de Tordesilhas sejam toleradas devido à vulnerabilidade de grande parte do território pelo vazio demográfico. As possíveis e reais ameaças externas são variadas. A Espanha estava envolvida na Guerra dos 30 Anos, opondo-se a Inglaterra e Holanda, países que buscaram ampliar sua ingerência nas colônias do continente americano em meio ao conflito europeu. É nesse contexto que ocorre, por exemplo, a ocupação holandesa no nordeste da colônia portuguesa (1630-1654), somente expulsa já na época da Restauração Portuguesa. A guerra na Europa também colocava Espanha e França em lados opostos, país este que já havia tentado consolidar-se na América Portuguesa em momentos anteriores, como no caso da França Equinocial (1612-1615) e Antártica (1566). Devido a esse contexto sistêmico, a ocupação por portugueses da porção central do continente servia aos interesses espanhóis de proteger as minas do Pacífico.

Seguinte à ocupação do território, Portugal empreendeu também políticas públicas e reformas administrativas que visavam consolidar a presença no território além Tordesilhas. A migração de casais açorianos promovida pela Coroa portuguesa a partir do século XVI buscava povoar as áreas desbravadas no território, evitando, assim, uma eventual ocupação por espanhóis ou outros países. As reformas pombalinas foram emblemáticas no sentido de racionalização da administração colonial com vistas a garantir a posse portuguesa de territórios de grande interesse. É nesse contexto que ocorre a transferência da capital para o Rio de Janeiro (1763), que atendia o duplo interesse de aproximar o centro administrativo da colônia tanto da sua região mineradora quanto da foz do Prata, além da criação do Estado do Grão-Pará e Maranhão, com capital em Belém, de forma a indicar o domínio português na região amazônica. As mudanças administrativas portuguesas não passaram desapercebidas à Espanha: em 1776, foi criado o Vice-Reino do Prata, englobando os territórios espanhóis na bacia platina, consolidando sua presença.

Visto que os limites de Tordesilhas já não tinham aplicabilidade real na demarcação da fronteira entre Portugal e Espanha no continente americano, sucessivos tratados foram tentados para delimitar com maior precisão os domínios de cada império, particularmente no século XVIII. Esse processo, entretanto, obedecia ao poder relativo entre os dois países, poder este que era influenciado pela conjuntura sistêmica do período, em particular pelo embate entre França e Inglaterra e pelas alianças existentes no continente europeu. No caso da Guerra de Sucessão Espanhola, a vitória inglesa no conflito auxiliou as pretensões portuguesas na delimitação na colônia americana por meio dos Tratados de Utrecht de 1713, que estabelecia o limite ao norte do país, e de 1715, que garantia Sacramento como possessão portuguesa. A continuidade das tensões sistêmicas aproximou Portugal e Espanha, cientes de sua vulnerabilidade, permitindo a assinatura do Tratado de Madri (1750), favorável às pretensões portuguesas já que o país encontrava-se fortalecido pelo ciclo minerador. A mudança de forças internas, com a ascensão de Carlos III, absolutista, ao trono espanhol, e de José I, contrário à cessão de Sacramento existente no tratado, ao trono português, faz com que o acordo seja anulado. Novo tratado é assinado em 1777, momento de clara desvantagem portuguesa devido à ocupação espanhola de Santa Catarina e à nova retomada da Colônia de Sacramento por forças buenairenses. Apesar de prejudicial na fronteira sul, o Tratado de Santo Ildefonso consolida a grande expansão da fronteira norte portuguesa. As Guerras Napoleônicas também impactam a delimitação fronteiriça na América. Ao invadir o território português de Olivença, a Espanha, aliada da França, ensejou a retomada do território de 7 Povos das Missões por colonos sulistas. A assinatura da Paz de Badajoz (1801), pensada para por fim ao conflito no continente europeu, valida a ocupação da região sul da colônia, pois não estabelece o retorno à condição anterior à guerra.