Por dentro do Palácio Itamaraty no Rio

Por Maitê Marchandt Rabelo

Para os CACDistas do Rio de Janeiro ou para aqueles que estiverem de passagem pela Cidade Maravilhosa, um passeio fundamental é a visita ao Palácio Itamaraty, no centro da cidade.

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Fotos: Maitê Marchandt Rabelo

O Palácio Itamaraty foi um dos primeiros imóveis tombados pelo patrimônio histórico, em 1938, e continua sendo parte integrante do Ministério de Relações Exteriores. Atualmente, o prédio sedia o Escritório de Representação do MRE, o Museu Histórico e Diplomático, o Arquivo Histórico, a Biblioteca Histórica e a Mapoteca Histórica do Itamaraty e o Centro de História e Documentação Diplomática (CHDD), além de abrigar o Centro de Informações das Nações Unidas (ONU) no Brasil.

Além da arquitetura neoclássica e do belíssimo espelho d’água, rodeado de palmeiras imperiais, um dos grandes atrativos do Palácio é a possibilidade de visitar o Museu Histórico e Diplomático e percorrer as salas onde grandes nomes da diplomacia brasileira trabalharam. Ponto alto da visita para os aspirantes à carreira diplomática é, definitivamente, o gabinete do Barão do Rio Branco, o patrono da diplomacia brasileira.

A equipe do Curso Sapientia visitou o Palácio Itamaraty e vai mostrar para vocês um pouco desse patrimônio nacional – uma excelente forma de motivar os árduos estudos para o CACD.

Mas antes, um pouco de história…

O Palácio Itamaraty teve sua construção finalizada em 1854. O projeto é atribuído a Jacinto Rebelo, arquiteto de renome do período imperial e um dos construtores do Palácio Imperial de Petrópolis, junto com Joaquim Cândido Guilhobel. O edifício cor de rosa foi encomendado pelo Conde de Itamaraty (Francisco José da Rocha Leão; 1806-1883), um rico comerciante português.

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Após a proclamação da República, o Palácio foi vendido ao governo republicano e atuou como sede do governo entre 1889 e 1898. A partir de 1899, tornou-se a sede do Ministério de Relações Exteriores até 1970, quando o corpo diplomático foi transferido para Brasília. Ainda assim, o prestígio e a atuação da diplomacia brasileira no período fazem com que o termo Itamaraty seja o cognome oficial do MRE.

Museu Histórico e Diplomático

Passear pelas salas e corredores do museu provoca uma sensação de estar de volta ao período mais ativo do Palácio Itamaraty, com seus eventos e negociações diplomáticas. A entrada do museu já permite um vislumbre do requinte do período: as escadarias da entrada são iluminadas por uma grande claraboia decorada que ilumina e enfeita o local. Para complementar, um busto de Alexandre de Gusmão, outro grande nome da diplomacia brasileira, cumprimenta os visitantes.

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A sala de entrada do museu presta homenagem aos moradores originais do edifício: Conde e Condessa do Itamaraty, representados nas pinturas da entrada. No interior, artigos e bustos de importantes figuras do período imperial compõe o ambiente.

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Uma das mais belas salas do museu é a sala de jantar, local de eventos oficiais ainda hoje. Decorada por pinturas que cobrem toda a extensão das paredes, toda a sala de jantar é iluminada pelas grandes portas que conduzem à varada e ao jardim interno.

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O jardim interno do Palácio Itamaraty é uma joia escondida do Rio de Janeiro. O espelho d’água ladeado de palmeiras imperiais adorna o prédio da biblioteca. Construído entre 1927 e 1930, o prédio da biblioteca fez parte de uma grande remodelação do palácio, em meio a outras reformas modernizantes na cidade.

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Para os CACDistas, a sala mais interessante é, obviamente, o gabinete do Barão do Rio Branco. Apesar de não ter o mesmo aspecto de quando o Barão ocupava diariamente (com livros e papéis por todos os lados), o gabinete continua sendo uma imponente imagem. Além da imagem do Barão atrás da mesa do gabinete, um quadro de Pedro Américo também decora o ambiente. Uma homenagem ao Barão está inscrita no roda-teto do gabinete, lembrando a vida e o trabalho do patrono da diplomacia brasileira: “Nesta sala, que foi, por muitos anos, o seu gabinete de trabalho, faleceu, a 10 de fevereiro de 1912, o grande Ministro das Relações Exteriores dos Estados Unidos do Brasil, José Maria da Silva Paranhos, o Barão do Rio Branco.”

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Há muito mais para ver e aproveitar no museu e no palácio. Para quem tiver interesse em visitar, aconselhamos ligar e agendar uma visita para evitar imprevistos. Para mais informações sobre o Palácio Itamaraty e sua história, além de fotos antigas, acesse o artigo sobre o prédio no site da FUNAG aqui.

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