Curiosidades sobre o Hino Nacional

Em comemoração ao Dia do Hino Nacional, o blog Sapi traz algumas curiosidades sobre a história de um dos símbolos oficiais do Brasil.

O Hino Nacional que conhecemos hoje e que é tocado em cerimônias oficiais, eventos esportivos e outras comemorações não foi o primeiro (nem o último) hino a ser feito no Brasil. A primeira composição para o recém-criado Brasil foi feito logo após a independência, em 1822, por Evaristo de Almeida e pelo próprio D. Pedro I. Ficou conhecido como Hino Constitucional Brasiliense. Com o declínio da popularidade de D. Pedro I, o hino passou a ser hostilizado pela população brasileira.

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Ainda durante o Primeiro Reinado, uma outra composição passou a ser usada como um hino ao país. Escrita por Francisco Manuel da Silva, chamava-se Marcha Triunfal e foi criada como comemoração à independência de Portugal. Há dúvidas sobre a data exata de sua criação – há quem diga que foi em 1823, outros em 1831 –, mas, de qualquer forma, a melodia de Manuel da Silva tornou-se muito popular no período, em detrimento ao hino de D. Pedro I.

Com a abdicação de D. Pedro I, Ovídio Saraiva de Carvalho e Silva escreveu uma letra para a melodia de Manuel da Silva, comemorando a partida do monarca. Por isso, a Marcha Triunfal passou a ser conhecida como Hino 7 de Abril.

Pela sua popularidade, a melodia de Manuel da Silva passou a ser utilizada em cerimônias e eventos oficiais, porém sem qualquer letra de acompanhamento. A composição foi utilizada, e inclusive, na coroação de D. Pedro II, com uma letra especial, de autoria desconhecida, que exaltava o jovem imperador. A melodia continuou a ser usada pelo governo imperial em eventos, até mesmo fora do país, e acabou conhecida como o Hino do Império no período.

Com a proclamação da República, os militares que assumiram o governo decidiram instituir um novo hino nacional, já que o anterior estava tão relacionado ao período monárquico. Um concurso público foi criado, tendo 36 candidatos, para escolher o novo hino. Leopoldo Miguez venceu a disputa, porém sua composição não foi bem aceita pela população, devido à popularidade do hino anterior. O presidente Deodoro da Fonseca, para agradar a população, declara preferir o hino existente. Por decreto, ele decide conservar o hino anterior e transformar a composição de Leopoldo Miguez (com poesia de José Joaquim de Campos da Costa de Medeiros Albuquerque) no Hino da Proclamação da República.

Como a composição de Manuel da Silva não tinha uma poesia que acompanhasse, iniciou-se o debate sobre a necessidade de escolher uma letra oficial. Durante a celebração do Centenário da Independência, em 1922, o governo federal comprou a propriedade da letra de Joaquim Osório Duque Estrada, originalmente escrita em 1909 e modificada em 1916, e declarou-a como letra oficial do Hino Nacional. A poesia de Duque Estrada é a letra oficial até hoje, sendo declarada, junto com a melodia de Manuel da Silva, um dos símbolos oficiais do Brasil na Constituição Federal.

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