Para prestar atenção: cinco mulheres brilhantes no MRE

A trajetória das mulheres na história da diplomacia brasileira não evoluiu de forma constante. Desde a primeira brasileira oficialmente aprovada para a carreira diplomática, em 1918, a participação feminina no Ministério de Relações Exteriores passou por avanços e recuos.

Apesar de o número de mulheres inscritas no concurso e de aprovadas no Instituto Rio Branco apresentar crescimento nos últimos anos, ainda há significativa disparidade de gênero nos quadros do Itamaraty. Ainda assim, há muitas diplomatas em posição de influência e prestígio no MRE e, por isso, precisamos falar mais sobre elas. O Blog Sapi aponta cinco mulheres para você prestar atenção daqui para frente.

Embaixadora Maria Luiza Ribeiro Viotti

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A Embaixadora Maria Luiza Viotti está em Berlim (Foto: Mark Garten/ONU)

Talvez um dos nomes mais conhecidos dessa lista, a Embaixadora Maria Luiza Viotti ganhou notoriedade com o público em geral após sua nomeação para chefiar a Missão Permanente do Brasil na ONU, em Nova York, em 2007. Primeira brasileira a exercer esse cargo, a Embaixadora também rompeu paradigmas ao assumir a presidência do Conselho de Segurança da ONU, em fevereiro de 2011, durante o mandato rotativo do Brasil no órgão entre 2010 e 2011.

Formada em Economia pela Universidade de Brasília, ingressou no Instituto Rio Branco em 1976, e trabalhou em áreas diversas dentro do Itamaraty. Chegou a assumir, por exemplo, a chefia da Divisão da América do Sul I (encarregada das relações com a Argentina, Uruguai, Paraguai e Chile) e a diretoria-geral do Departamento de Direitos Humanos e dos Assuntos Sociais.

Em 2013, a Embaixadora Viotti assumiu a Embaixada do Brasil em Berlim, na Alemanha, onde ocupa o cargo de chefia desde então.

Embaixadora Isabel Heyvaert

Recentemente nomeada para a missão diplomática em Belgrado, a Embaixadora Isabel Heyvaert tornou-se a representante do Brasil não só perante a Sérvia, mas também Montenegro, já que a missão acumula essas duas funções. Tendo servido anteriormente como embaixadora na Etiópia, a diplomata já tinha experiência com acúmulo de atividades, pois o cargo em Addis Ababa também era responsável pelas relações com Djibouti e pela representação brasileira na União Africana.

isabel h - Geraldo Magela Agencia Senado

A diplomata Isabel Heyvaert chefia a Embaixada do Brasil na Sérvia (Foto: Geraldo Magela/ Agência Senado)

A atuação da Embaixadora Heyvaert no continente africano durou de 2010 a 2015, período em que aprofundou as relações do Brasil com a região em diversos temas, como agenda de desenvolvimento e promoção da Língua Portuguesa. Essa questão linguística já havia sido componente importante da sua carreira diplomática, devido à sua posição como adido cultural na embaixada brasileira em Lisboa entre 2000e 2005, período em que também atuou em conjunto com a Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP).

Embaixadora Maria-Theresa Lazaro

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A Embaixadora Maria-Theresa Lazaro foi nomeada subsecretária-geral do Serviço Exterior em maio de 2015. (Foto: MRE)

Única mulher atualmente à frente de um dos gabinetes de primeiro escalão do Itamaraty (são 11 no total), a Embaixadora Maria-Theresa Lazaro ocupa, desde maio de 2015, a posição de Subsecretária-geral do Serviço Exterior. Nessa condição, a Embaixadora Lazaro lida diretamente com a administração dos recursos humanos do MRE, tanto no Brasil quanto removidos ao exterior.

Sua carreira no serviço exterior é relacionada às atividades gestoras e administrativas do ministério, tendo atuado como chefe da Divisão de Assuntos Previdenciários e Sociais (DAPS), da Coordenação Geral de Planejamento Estratégico e também da Divisão de Informática, todos ligados à Subsecretaria-geral. No exterior, atuou como cônsul-geral adjunto no Consulado-Geral de Paris (1995), cônsul-geral em Córdoba (2005) e ministra-conselheira na Representação do Brasil junto à Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO).

Embaixadora Regina Maria Cordeiro Dunlop

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A Embaixadora Dunlop chegou a ser cotada para assumir a Chancelaria brasileira no primeiro mandato da presidente Dilma Rousseff (Foto: Paulo Filgueiras/ONU)

O nome da Embaixadora Regina Dunlop ficou mais conhecido popularmente no início do primeiro mandato da presidente Dilma Rousseff, quando a diplomata foi um das mais cotadas para assumir a Chancelaria brasileira no novo governo. À época, a diplomata atuava na ONU como alterna da Embaixadora Maria Luiza Viotti, também cotada para a posição.

Graduada em Língua Inglesa pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro, a Embaixadora Dunlop formou-se no Instituto Rio Branco em 1982. Desde 2013, ela ocupa o cargo de Delegada Permanente do Brasil em Genebra, posição de grande importância para a diplomacia brasileira devido ao grande número de organismos internacionais do sistema ONU na cidade, como o Conselho de Direitos Humanos (CDH) e a Organização Mundial da Saúde (OMS). A relevância do posto é vista pela notoriedade de seus antecessores: Celso Amorim (1991/93 e 1999/2001), Luiz Felipe Lampreia (1993/95), Luiz Felipe de Seixas Corrêa (2002/05) e Maria Nazareth Farani Azevêdo (2008/13).

Embaixadora Maria Laura da Rocha

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Embaixadora Maria Laura da Rocha: atuação de destaque junto a organismos internacionais   (Foto: Unesco)

Ex-chefe de gabinete do Ministro Celso Amorim entre 2008 e 2011, a Embaixadora Maria Laura da Rocha tem ação política destacada. A diplomata trabalhou junto com diversos setores do governo federal, com a Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República (1995/99) e o Ministério de Ciência e Tecnologia (2000/03).

No exterior, a Embaixadora Maria Laura da Rocha passou por diversos postos de relevo, como as embaixadas em Roma, Moscou e Paris. Entretanto, tem maior destaque sua atuação junto a organismos internacionais. Ela foi a representante da delegação brasileira na Unesco, de 2011 até 2013, quando foi nomeada para chefiar a delegação permanente do país junto à Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), onde ainda atua. Esta última tem relevância particular já que seu objeto de trabalho é tema caro para a diplomacia brasileira, como visto pela promoção bem sucedida do Itamaraty da eleição de José Graziano da Silva como diretor-geral da organização.

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