Sugestão de leitura – Revolução Cubana

fidel-castro

Foto: Vandrad (German language Wikipedia)

Com a morte de Fidel Castro, Cuba perde o último grande símbolo da Revolução de 1959. Apesar de ter se afastado do governo do país há 10 anos, passando o comando para seu irmão, Raúl Castro, Fidel continuava sendo o maior representante dos ideais revolucionários que marcaram a história de Cuba e da América Latina. A Revolução Cubana foi um marco nas relações interamericanas, independentemente das críticas que possam ser feitas ao governo castrista nas décadas posteriores. A reaproximação recente entre Cuba e Estados Unidos apontava para um século XXI diferente do observado na segunda metade do século XX, porém a eleição de Donald Trump e os ainda desconhecidos desdobramentos da morte de Fidel geram mais dúvidas do que certezas.

Devido aos acontecimentos recentes e ao peso que o CACD dá para o caso cubano (sendo um dos únicos processos revolucionários regionais a ser mencionado especificamente no edital do concurso), a sugestão de leitura do blog Sapi de hoje aborda exatamente a Revolução Cubana de 1959 e os seus desdobramentos para a política hemisférica. “A Política Externa Independente em ação: a Conferência de Punta del Este de 1962”, do diplomata Hélio Franchini Neto, contextualiza a Revolução Cubana e seus impactos dentro do paradigma da Guerra Fria e explica como esse fato alterou as relações regionais, em particular a mudança de atitude dos Estados Unidos. O foco do artigo, porém, é a posição brasileira nesse período, marcado pelo viés mais autonomista da Política Externa Independente do governos Jânio Quadros e João Goulart. A atuação da diplomacia brasileira no voto pela suspensão de Cuba da Organização dos Estados Americanos (OEA) é analisada a partir dos seus principais atores na Conferência e os valores que guiaram as posições defendidas. Confira!

Bônus! O professor Guilherme Casarões, do Curso Sapientia, participou de uma matéria de 2014 em que faz uma pequena reconstrução histórica das relações Brasil-Cuba, além de debater a importância dessa parceira para a política externa brasileira. Também vale a leitura!

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