O que é diplomata: a importância deste cargo e o seu contexto histórico

Olá, sapientes!

O que você sabe sobre a origem da diplomacia?

Hoje vamos falar sobre o contexto histórico do cargo de diplomata e seu desenvolvimento ao longo dos séculos.

É difícil determinar um momento exato para a criação do cargo de diplomata. Modernamente, um diplomata é alguém que atua em nome do seu Estado, perante um outro Estado ou uma organização internacional. Na História, sempre existiram diferentes povos e culturas. Assim, é de se imaginar que, sempre que havia o interesse de estabelecer relações, praticava-se diplomacia, ainda que de forma rudimentar.

O diplomata na História Antiga

Nos tempos antes de Cristo, não era comum que os povos enviassem representantes oficiais em caráter permanente. Isso não quer dizer que não havia relações entre eles!

No século XII a.C., por exemplo, foi escrito um dos primeiros tratados de paz da história, entre o Antigo Egito e o Império Hitita. O texto foi escrito em tabuletas de pedra, sendo um dos poucos tratados antigos em que as versões dos dois lados foram conservadas.

Nas cidades-estados gregas, existia a figura do próxeno. O próxeno era um cidadão que, de maneira voluntária ou em troca de títulos honorários, hospedava um representante estrangeiro. Era função do próxeno utilizar sua influência para promover boas relações entre sua cidade natal e a cidade por ele representada.

Os diplomatas modernos

Costuma-se atribuir o surgimento da diplomacia moderna às cidades-estados italianas. Para elas, era importante manter boas relações com outros Estados e impérios devido ao comércio. Gênova e Veneza mantinham relações com o Império Otomano, que utilizavam sua frota marítima para trazer produtos das Índias para serem vendidos nas cidades italianas. 

À medida que os Estados nacionais europeus iam se consolidando, a prática de envio de diplomatas foi se tornando mais comum. A Espanha foi o primeiro Estado a enviar um representante permanente a outro Estado (no caso, a Inglaterra), em 1487.

Assim como hoje, a classe de embaixador era a mais alta nas relações internacionais. A princípio, esse cargo era exercido por membros da nobreza que tinham pouca experiência em assuntos internacionais, sendo assessorados por membros da embaixada. Esses profissionais necessitavam entender as particularidades de cada Estado, bem como dominar técnicas eficazes de negociação e defesa de interesses.

Um dos momentos mais importantes para a diplomacia moderna foi a paz de Vestfália, em 1648, que pôs fim à Guerra dos Trinta Anos. Prática já difundida nos séculos passados, as conferências contaram com a participação de diversos diplomatas dos vários Estados europeus. A atuação das delegações diplomáticas foram essenciais para o sucesso dos tratados: estabeleceram-se consensos em torno de conceitos como o Estado-nação, a não intervenção em assuntos internos e a igualdade dos Estados. Por isso, a paz de Vestfália é considerada um dos marcos iniciais do Direito Internacional.

Com a expansão da influência da Europa, sua prática diplomática também se espalhou pelo mundo. O francês tornou-se a língua oficial da diplomacia (o que se reflete em termos como agrément e embaixador, que se origina de ambassadeur). Para um Estado recém-criado, era essencial que fossem enviados diplomatas às demais nações, a fim de se buscar reconhecimento estrangeiro. O Congresso de Viena (1814-15) foi outro relevante momento da história diplomática, uma vez que consolidou as práticas europeias como padrão internacional.

É evidente que a função do diplomata vem sendo modificada desde então, especialmente à luz do mundo globalizado atual. Apesar disso, também se percebe que o cargo de diplomata ainda guarda muitas das características essenciais introduzidas na Idade Moderna.

Ficou interessado na história da diplomacia? Esse artigo de Eugênio Vargas Garcia propicia uma interessante discussão sobre o “mito gerador” das relações internacionais.

Para saber mais sobre a carreira de diplomata, fiquem ligados no Blog Sapi!

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