Estaríamos perto de alcançar a desnuclearização da Coreia do Norte?

Olá Sapientes! Como vão os estudos sobre Atualidades?

O tema desta semana é a discussão entre Coreia do Norte e EUA sobre a possível  desnuclearização da península da Coreia.

Onde tudo começou: a explicação de geração para geração do processo de capacitação nuclear na Coreia do Norte

No final da Segunda Guerra Mundial, sob o governo de King II Sung, começou-se a desenvolver uma arma nuclear que fosse funcional para o país. Porém, somente em 2006, já sob o comando de seu filho King Jong II, é que o primeiro teste de arma nuclear foi realizado. Com relação especificamente a criação de um programa nuclear, a Coreia do Norte possui um programa desde a década de 70, contudo, este programa assumiu novas proporções e ficou mais robusto desde que o atual líder King Jong-un, neto de King II Sung, ascendeu ao poder em 2011. Este programa está intimamente ligado com a palavra “segurança nacional”, já que seria a única garantia de manter a soberania do país, o controle do regime comunista e o poder de Kim Jong-un.

Tudo começou com a experiência vivenciada pelo avô do atual líder nortecoreano, King II Sung, durante a Guerra da Coreia. Ao ter tido a informação de que o General norteamericano Douglas McArthur tinha interesse no uso de armas nucleares contra a Coreia do Norte e a China, mas que havia sido impedido de fazê-lo, o então líder nortecoreano interpretou esta situação como um chamado de que para sobreviver a futuras guerras e evitar um ataque desta magnitude seria preciso desenvolver a capacidade nuclear de seu país.

Grande parte da tecnologia nuclear inicial da Coreia do Norte teve origem com um dos fundadores do programa nuclear do Paquistão. Até o momento foram realizados no total cinco testes de armas nucleares, todos em lugares subterrâneos, ficando mais potentes a cada década. Estima-se pelo Ministério de Defesa da Coreia do Sul que o último teste realizado em 2016 resultou em 10 quilotons (unidade de energia de uma bomba nuclear libertada em explosões). Para quem não sabe o impacto que teria 10 quilotons, é só comparar o estrago que teve a bomba “Little boy” que atacou e destruiu a cidade de Hiroshima, no Japão. A bomba tinha 15 quilotons. Especula-se que os próximos testes nucleares possam chegar de 20 a 30 quilotons, uma verdadeira ameaça à humanidade e aos EUA, seu foco principal.

Qual seria o verdadeiro propósito do desenvolvimento nuclear e de mísseis?

Além do desenvolvimento nuclear, há também o desenvolvimento de mísseis balísticos. Com qual objetivo? Criar um míssil balístico intercontinental (ICBM – intercontinental ballistic míssile) que consiga atingir o solo americano por meio de uma ogiva (ogiva, para quem não sabe, seria a forma de encapsulamento de míssil, tornando-o menor e mais versátil; é a parte cilíndrica de um projétil). Apesar de boa parte dos lançamentos de mísseis terem sido feitos para testar o arsenal da Coreia do Norte, existe um forte propósito político por trás disso, já que os testes muitas vezes coincidem em momentos estratégicos e importantes para a região, como a visita de primeiros-ministros e/ou presidentes dos países vizinhos em território americano.

Coreia do Norte: desafio diplomático para os EUA e vizinhos asiáticos

A República Popular Democrática da Coreia, mais conhecida como Coreia do Norte, representa um desafio diplomático aos EUA, já que Pyongyang, sua capital, havia acelerado seu programa nuclear com o intuito de obter um míssil com armas nucleares capaz de alcançar os Estados Unidos e não obstante, ao fazer estes testes durante momentos de visitas diplomáticas importantes, estaria fazendo uma demonstração de força no meio do cunho político.

Durante o mês de abril, têm ocorrido diversas negociações entre agentes dos dois países antes do encontro entre o Presidente Donald Trump e o ditador Kim Jong-um, que deverá acontecer até o final de maio. O convite foi feito pelo próprio líder norte-coreano por meio de uma carta escrita cujo tema seria o fim de seu programa nuclear, ou seja, o fim do seu programa ilegal de armas nucleares e testes de mísseis balísticos. A carta foi entregue em mãos na Casa Branca por meio do Conselheiro de Segurança Nacional da Coreia do Sul, Chung Eui-Yong.

Se a reunião de fato acontecer, haverá mais um capítulo do tema de desnuclearização do regime entre Kim e os dois principais interessados no processo da questão atômica, os EUA, por meio de Washington, e Coreia do Sul, através de Seul.


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