Fases avançadas do CACD: Significado e Importância

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As duas fases avançadas do CACD se diferenciam da primeira em três aspectos principais, e compreendê-los é importante se você quer se tornar um candidato competitivo no certame.

O modelo discursivo das fases avançadas (nesse artigo, nossa análise exclui a prova de francês e espanhol, que poderá ser analisada em post futuro) apresenta três desafios em relação ao modelo objetivo da primeira. Esses desafios são, também, janelas de oportunidade para que o candidato os transforme em vantagem comparativa. Vejamos:

1. Postura diante da banca: viés ativo x viés passivo

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O recém-aprovado no TPS acaba de sair de uma maratona de treino para uma prova objetiva quando tem que virar completamente a chave do pensamento para o modelo discursivo.

Se, no TPS, você se portava passivamente diante da banca, tendo de escolher entre apenas três reações (responder C, E ou branco) para algo que te era apresentado já pronto e acabado, agora é a banca quem está passiva pra você: ela te propõe um enunciado, te oferece duas ou três páginas inteirinhas em branco, e depois reage àquilo que você propõe, pronto e acabado, a ela.

Nas 45, 60 ou 90 linhas das questões discursivas cabem centenas de caminhos. Agora você pode (e deve) infinitamente mais que apenas C, E ou Branco: quem conduz o raciocínio e se apresenta pra banca é você. Isso, que talvez seja a grande beleza das fases avançadas, fica claro com uma observação cuidadosa de qualquer guia de estudos: todos os aprovados sobem a mesma montanha, mas cada um o faz por um caminho diferente e com um método específico – e, no fim do dia, todos fincam a bandeira no mesmo cume.

Aquele candidato, portanto, que vira mais rapidamente a chave do raciocínio entre as fases e faz uso pragmático das oportunidades abertas se dá bem. Como no CACD, contudo, nada é tão simples, há que se tomar alguns cuidados.

O primeiro é não achar que a diversidade de possibilidades de resposta significa poder responder qualquer coisa. A fidelidade ao enunciado ainda é elemento diferencial entre aprovados e reprovados – você pode responder ao enunciado X usando raciocínios diversos, referências múltiplas e argumentos variados, mas você não pode usar tudo isso pra responder Y ao invés de X.

O “excesso de liberdade” trazido pelas fases avançadas deve ser usado por você de forma pragmática de modo a criar vantagens, não ser mais um obstáculo à sua aprovação.

O segundo perigo do viés ativo está no famigerado “enganar a banca”. Muitos candidatos confundem a passividade da banca com uma certa ingenuidade (pra não usar termos mais fortes) dos corretores. A margem de manobra das fases avançadas te permite desenvolver raciocínios complexos, dialogar com outros conteúdos e demonstrar profundidade de conhecimento acerca do assunto pedido. Não te permite, contudo, usar toda essa fonte de recursos para disfarçar uma resposta vazia em conteúdo.

Lembre-se: a forma deve ser usada em favor do conteúdo, não em substituição a ele.

2. Oportunidade de diferenciação

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No TPS, candidatos são separados entre aqueles que acertaram e aqueles que erraram determinada questão. Não há diferença nenhuma entre você que gabaritou determinado item e todas as outras centenas de candidatos que também o fizeram. Trezentas e poucas pessoas separam o aprovado em primeiro do aprovado em último no TPS – e apenas elas. A diferença efetiva, em termos de classificação final, entre esses dois candidatos é nenhuma.

Nas fases discursivas, as correções são influenciadas pelo aspecto relativo. Se, no TPS, você e seu colega ganhavam 0,25 por acertar uma questão, agora vocês dois podem acertar a mesma resposta e um obter 15/30 e o outro 30/30. A ideia não mais é responder certo, mas é responder mais certo que o seu concorrente.

Por isso, cada milímetro das linhas de resposta vale muito, cada minuto a mais na sala de prova é diferencial: use a folha de respostas para demonstrar todo o seu conhecimento, toda a sua capacidade argumentativa e toda a complexidade do seu pensamento.

Use e abuse da interdisciplinariedade, insira com maestria aquele detalhezinho de canto de página que seu concorrente não se lembra e você sim, mostre como sua escrita é elegante e como você possui boas ideias.

Os candidatos à diplomacia geralmente são pessoas com vasto conhecimento geral e alta capacidade intelectual. Novamente, uma rápida olhada em qualquer guia de estudos comprova que todos os aprovados fizeram uso da oportunidade de diferenciação relativa para obter vantagens. O lado ruim desse aspecto é a elevação geral dos níveis de resposta.

Muitos candidatos bem-preparados com respostas excelentes apresentam padrões elevadíssimos para as bancas que, ano após ano, intensificam seu nível de exigência. Isso é o que faz aquele candidato calouro ler um guia de estudos e ficar totalmente desolado, tendo certeza absoluta de que jamais conseguirá fazer algo parecido com o que está ali. A boa notícia, no entanto, é que é possível, sim: diria, sem medo de errar, que 30 dos meus 30 colegas de turma no Rio Branco tiveram essa sensação na primeira vez que leram um guia – e, voilà, hoje são os nomes deles que estampam o Texugo Melívoro.

3. Peso equivalente das matérias

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Você pode passar na primeira fase do CACD zerando economia, desde que vá super bem em português, por exemplo. Nas fases avançadas, não dá pra se dar a esse luxo: à exceção de PI e GEO, que valem 50 pontos cada, todas as disciplinas valem 100 pontos – Português, Inglês, História do Brasil, Direito e Economia.

Além de tornar mais isonômico o concurso, atenuando o risco de  beneficiar aqueles que têm mais facilidade em uma matéria do que em outra, esse aspecto é vantajoso para o candidato que percebe uma coisa muito simples: os 100 pontos de economia são os mesmos 100 pontos de português – que, por sua vez, são os mesmos 100 de HB, os mesmos de inglês…

Algumas bancas são tradicionalmente mais “mãezonas” que outras. Os famosos gráficos do DataLascala que circulam nos grupos dedicados ao concurso nos momentos de pós-prova mostram, por exemplo, que a diferença de notas entre aprovados e reprovados em Direito ou Economia não é tão grande quanto em Inglês ou em HB, por exemplo. Alguns candidatos, portanto, sobretudo aqueles que já passaram pelas fases avançadas antes, se voltam para os estudos das matérias que diferenciam mais, já que “todo mundo vai bem em DIP mesmo”.

Não há problema nenhum em priorizar disciplinas conforme a sua estratégia, mas não se deve, em absoluto, negligenciar aquelas cujas médias costumam ser mais elevadas. O concurso chegou a um nível de competitividade tão elevado que é preciso ser muito bom em todas as matérias, e, para sê-lo, é crucial estudar intensamente todos os conteúdos.

É verdade que se dedicar muito àquela matéria em que as notas se diferenciam bastante pode te garantir 40 pontos a mais que seu concorrente e que se dedicar muito àquela em que as notas são mais uniformes pode te dar, no máximo, uns 15 pontos de vantagem.

Só quero te lembrar, contudo, que esses podem ser os mesmos 15 pontos que separam o primeiro colocado do primeiro excedente na classificação final.

Marianna Bruck Goulart é diplomata e ex-aluna do Curso Sapientia.

Saiu! Resultado do processo seletivo para monitores bolsistas 2016

 

Este post deve ser lido com trilha sonora:

 

 

Foi difícil escolher o nosso time de monitores bolsistas para os cursos livres do Sapientia (aka, Curso Regular Extensivo, Curso de Resolução de Questões e Curso Regular de Língua Inglesa) para o ano letivo de 2016. Muita, mas muita gente boa estava no páreo. Depois de muita avaliação, negociação e ponderação, batemos o martelo.

Se você não está na lista de convocados para a primeira chamada, muita calma nessa hora: há possibilidade de convocação em segunda chamada.

O Departamento Atendimento ao Aluno entrará em contato com os (as) aprovados (as), para inscrição nas respectivas disciplinas, além das demais contrapartidas previstas em edital.

 

LÍNGUA PORTUGUESA: Izabella Cansanção Marques

LÍNGUA INGLESA: Jônathas Silveira

POLÍTICA INTERNACIONAL: Felipe Pinheiro Mello

HISTÓRIA MUNDIAL: Igor Goulart Teixeira

HISTÓRIA DO BRASIL: Gustavo Caetano Jacinto

DIREITO INTERNO: Igor Moreira Moraes

DIREITO INTERNACIONAL: Breno Queiroz Simeão

ECONOMIA: Emanuel Sebag de Magalhães

GEOGRAFIA: Carolina Vilela Figueiredo

LÍNGUAS FRANCESA E ESPANHOLA: José Henrique Rosseto

PRESENCIAL – SP: Daiane Mikevis Sobreira

 

Curso Sapientia disponibiliza curso gratuito de PI para o CACD

Cacdista, você não leu errado. O Curso Sapientia promete e cumpre.
NOSSA PROMESSA:
16 de nov
E EIS A NOTÍCIA BOMBÁSTICA:
 
No dia 21 de novembro, começa um curso gratuito de Política Internacional para alunos inscritos.
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O curso será ministrado em sete aulas pelo Professor Guilherme Casarões e terá dois webinários ao vivo com o professor da Casa e diplomata, Leonardo Rocha Bento. O programa cobre os paradigmas, conceitos e teorias das Relações Internacionais aplicados à Política Externa Brasileira
Segundo o Professor Guilherme Casarões, a proposta é “preencher uma deficiência, sobre a qual eu mais ouço reclamações na preparação de PI, que é a parte de teoria. Muitos falam ‘é difícil acompanhar as notas de imprensa do Itamaraty, é difícil decorar aquele monte de data e relação que o Brasil tem com o mundo. Mas principalmente para aqueles que não se formaram em RI há uma grande dificuldade na parte teórica e conceitual.” 
 
Teorias de RI e conceitos estão sempre presentes na prova de PI do CACD. Este ano, surpreendentemente, não foram cobrados na primeira fase do certame, mas foram objeto de duas questões da terceira fase.
 
Durante o curso, o aluno será desafiado a sair da dimensão mais abstrata da teoria e olhar as iniciativas da diplomacia brasileira no mundo a partir das lentes das teorias de RI. Ou seja, vai aplicar os conceitos à realidade da PEB.
 
As aulas acontecem aos sábados, a partir do dia 21, sempre às 14h, e poderão ser acompanhas pela plataforma on-line do Curso Sapientia.
 
As vagas são limitadas. 
meme conte-me mais
Clique aqui para se inscrever.

Conhecendo o CACD

foto (face) azul claro

Olá, futuro diplomata!

Se você quer ser diplomata, você terá de passar pelo Concurso de Admissão à Carreira de Diplomata, o famoso CACD. Sim, este é o nome do concurso temido por todos aqueles que almejam trabalhar no Serviço Exterior Brasileiro! 🙂

Para entender um pouquinho mais do CACD, coloco aqui o texto extraído do sítio do Instituto Rio Branco, órgão responsável tanto pela elaboração do concurso como pela formação dos diplomatas brasileiros:

“O CACD é o processo seletivo para ingresso na carreira de diplomata. Desde 1996, vem sendo realizado com a regularidade de pelo menos uma vez por ano, e já conta 20 edições. Sucede o exame vestibular para admissão no Curso de Preparação à Carreira de Diplomata (CPCD), o qual vigorou até 1995. Desde a edição de 2002, o CACD é realizado com a colaboração do Centro de Seleção e Promoção de Eventos da Universidade de Brasília (CESPE/UnB). Trata-se de concurso de abrangência verdadeiramente nacional, pois todas as fases são aplicadas em todas as capitais estaduais e no Distrito Federal.

A aprovação no CACD habilita o candidato a ingressar no cargo de terceiro secretário da carreira de diplomata de acordo com a ordem de classificação obtida e a matricular-se no Curso de Formação do Instituto Rio Branco.

Para além da aprovação no concurso, são requisitos para investidura na carreira de diplomata:

a) Ser brasileiro nato;
b) Estar no gozo dos direitos políticos;
c) Estar em dia com as obrigações eleitorais
d) Estar em dia com as obrigações do Serviço Militar no caso dos candidatos do sexo masculino;
e) Apresentar diploma de conclusão de curso de graduação de nível superior;
f) Apresentar aptidão física e mental para o exercício das atribuições do cargo, verificada por meio de exames pré-admissionais.

O CACD é constituído de:

a) Prova objetiva em formato de teste, versando sobre Língua Portuguesa, História do Brasil, História Mundial, Política Internacional, Geografia, Língua Inglesa, Noções de Economia e Noções de Direito e Direito Internacional Público;

b) Prova escrita de Língua Portuguesa, constante de uma redação e dois exercícios de interpretação, de análise ou de comentário de textos;

c) Provas escritas de História do Brasil, Língua Inglesa, Geografia, Política Internacional, Noções de Direito e Direito Internacional Público, e Noções de Economia;

d) Provas objetivas de Língua Espanhola e Língua Francesa.

Em geral, as provas objetiva e escritas de Língua Portuguesa, História do Brasil, Língua Inglesa, Geografia, Política Internacional, Noções de Direito e Direito Internacional Público e Noções de Economia têm caráter eliminatório e classificatório, e as notas das provas de Língua Espanhola e Língua Francesa somente entram no cômputo geral para fins classificatórios.

Desde a edição de 2011, o CACD prevê a reserva de 10% das vagas da Primeira Fase a candidatos que se declarem afrodescendentes.

O Instituto tradicionalmente põe à disposição do candidato, no período que antecede a realização das provas, o Guia de Estudos, com o registro das questões propostas no exame anterior acompanhadas de respostas que mereceram avaliação positiva por parte das respectivas bancas examinadoras. O objetivo é orientar e auxiliar o candidato em sua preparação para o concurso, o qual exige, em todas as fases, leitura e análise críticas, capacidade de síntese e de organização de ideias e, sobretudo, maturidade intelectual, atributos inerentes ao fazer diplomático e que deverão estar presentes durante toda a trajetória profissional do diplomata.”

E aí, está interessado em estudar para o CACD? Conte com a nossa ajuda!
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