Por que amamos o Instituto Rio Branco (e você também deveria)

Olá, futuras e futuros diplomatas!

O que você sabe sobre o Instituto Rio Branco?

Hoje vamos contar cinco motivos para amar o Instituto. Quem sabe assim você não se apaixona também? 

  1. O Instituto Rio Branco é a casa de todos os diplomatas

O Instituto Rio Branco (IRBr) foi criado em 1945, com o intuito de aprimorar e sistematizar a formação de diplomatas no Brasil. Desde então, a casa promove, a cada ano, o famigerado Concurso de Admissão à Carreira Diplomática (CACD), única forma de entrada do serviço diplomático brasileiro. Assim, se alguém quer servir nos consulados e embaixadas brasileiros, tem que passar primeiro pelo Instituto.

Mas o Instituto não é só a porta de entrada da diplomacia! Além do Curso de Formação, etapa inicial da carreira diplomática, existem dois outros cursos que o IRBr oferece:

  • Curso de Aperfeiçoamento de Diplomatas (CAD)

A carreira diplomática é formada por seis níveis: Terceiro Secretário, Segundo Secretário, Primeiro Secretário, Conselheiro, Ministro de Segunda Classe, Ministro de Primeira Classe. O CAD tem a função de atualizar os conhecimentos sobre diplomacia já adquiridos, e serve como pré-requisito para a transição de Segundo para Primeiro Secretário.

  • Curso de Altos Estudos (CAE)

O CAE, por sua vez, é o requisito para a ascensão de Conselheiro a Ministro de Segunda Classe. Para passar, o candidato deve elaborar uma tese, entre 150 e 200 páginas, que depois terá que ser defendida diante de uma banca examinadora formada por ministros de primeira classe.

Mesmo em momentos mais avançados na carreira, os diplomatas também são convidados para proferir palestras ou cursos aos ingressantes. Como você pode ver, o Instituto Rio Branco está presente do começo ao fim da carreira diplomática!

  1. Leva o nome do patrono da diplomacia brasileira

O ano de criação do Instituto Rio Branco (1945) não foi por acaso: nesse ano, comemorou-se o centenário de nascimento de José Maria da Silva Paranhos Júnior, o Barão do Rio Branco. Filho do Visconde do Rio Branco, o Barão tornou-se chanceler (ministro de Relações Exteriores) em 1902. Foi o chanceler mais longevo da história do País, tendo permanecido no cargo por quase 10 anos, até sua morte, em 1912.

O legado do Barão do Rio Branco para o Brasil e a diplomacia pátria é inestimável. Sob sua chancelaria, foram resolvidas, de maneira pacífica, todas as fronteiras com nossos vizinhos, algo raro entre países de dimensões continentais. O Barão também contribuiu para uma virada na política externa, adotando posição pragmática diante da ascensão dos Estados Unidos como potência.

Dada a importância do Barão, nada mais justo que o Instituto que forma os diplomatas levasse o nome do maior exponente da diplomacia nacional, não é mesmo?

  1. Contribuiu para a profissionalização e democratização do serviço diplomático

A preocupação com a formação de um corpo coeso e capacitado de diplomatas existe desde o Império. A entrada na diplomacia também ocorria mediante concurso, mas de maneira irregular e com carência de procedimento. Foi apenas com a criação do Instituto Rio Branco, em 1945, que o acesso se tornou sistematizado, com parâmetros mais claros de seleção das atribuições necessárias a um diplomata.

Para além da criação do Instituto, sua transferência para Brasília também foi um divisor de águas. Apesar de a cidade ter ficado pronta em 1961, apenas em 1976 foi que o Instituto transferiu suas atividades e sua sede do Rio de Janeiro para a nova capital.

A transferência para Brasília colocou a carreira diplomática no radar de brasileiros de todas as regiões. Antes, era comum que os aprovados fossem filhos de diplomatas, muitas vezes ligados à elite local carioca. De 1976 para cá, o processo de seleção do Instituto vem evoluindo em termos de impessoalidade, o que potencializa a representação da diversidade brasileira na Casa de Rio Branco.

  1. É reconhecido internacionalmente como uma das melhores academias diplomáticas

Não é só no Brasil que o rigor do Instituto Rio Branco é famoso. Mundo afora, o alto nível de exigência e resultados do IRBr suscita diversos elogios. Prova disso é o programa de cooperação internacional que o Instituto mantém.

Desde 2002, o IRBr mantém programa de intercâmbio com o Instituto do Serviço Exterior da Nação, da Argentina, por meio do qual, a cada ano, cada instituição recebe dois diplomatas recém-egressos da outra. Além disso, desde 1976, diplomatas estrangeiros vêm ao Instituto para integrar o Curso de Formação com os diplomatas recém-empossados.

A cooperação internacional é uma forma de propagar os valores diplomáticos brasileiros, bem como de fomentar o intercâmbio de experiências entre as nações. Também mostra o prestígio que o Instituto Rio Branco tem entre as academias diplomáticas!

  1. Será seu primeiro local de trabalho na diplomacia!

Acima de tudo, amar o Instituto Rio Branco é importante por um simples motivo: é para lá que você vai após a aprovação no CACD!

Por um ano e meio ou dois anos (o tempo de duração pode variar), você e os demais aprovados participarão do Curso de Formação, em que serão ensinados conteúdos específicos para o desempenho da atividade diplomática. Algumas das disciplinas são: Defesa e Segurança, Técnicas de Negociação, Planejamento Diplomático, História da Política Externa Brasileira… empolgante, não é? Você também opta por uma dessas três línguas: russo, mandarim e árabe. O estudo de francês, inglês e espanhol também é mantido ao longo do curso. Todas as disciplinas são lecionadas por professores altamentes capacitados, o que reflete o grau de excelência do Instituto.

E aí, pronto para ingressar no Instituto Rio Branco?

Conte com o Sapientia nessa jornada!

Para saber mais sobre a história do IRBr, clique aqui.

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Quais carreiras o profissional de Relações Internacionais (RI) pode seguir?

Olá, futuro diplomata!

Hoje vamos falar sobre o profissional de Relações Internacionais (RI).

Existem muitas carreiras que o internacionalista pode seguir; a diplomacia é uma delas.

Um dos requisitos para prestar o Concurso de Admissão à Carreira de Diplomata (CACD) é ter uma graduação em qualquer área. E não são poucos os aprovados que são formados em RI!

Em 2016, seis dos 31 novos diplomatas eram egressos da área. Em 2015, foram nove, em um universo de 30 aprovados. As informações são dos Guias do Texugo Melívoro e do Orlando Lagartixa, escritos pelas turmas de aprovados de 2016 e 2015, respectivamente.

Relações Internacionais, junto com Direito, costuma ser um dos cursos mais incidentes dentre aqueles que ingressam no Instituto Rio Branco.

Apesar de não ser necessário uma graduação específica para prestar o concurso, muitos aspirantes ao Itamaraty optam pelo curso de RI pela convergência de temas. Assim como um diplomata, o profissional de Relações Internacionais precisa analisar a conjuntura mundial, investigando o contexto econômico, político e social dos países, em busca oportunidades de inserção.

A diferença é que, enquanto o diplomata trabalha necessariamente para um governo, o profissional de RI também pode ser empregado por empresas privadas, ONGs, ou até mesmo organismos multilaterais.

Mas nem só de diplomacia vive o internacionalista! Vamos ver que outras carreiras ele pode seguir?

Assessoria econômica

O profissional de Relações Internacionais pode utilizar sua expertise para assessorar empresas em seus mercados. Ele trabalha para facilitar a inserção da empresa em um país estrangeiro, identificando oportunidades de negócio e auxiliando na identificação dos trâmites legais.

Nesse sentido, muitas multinacionais buscam os graduados em RI para formar seus quadros. Empresas com foco em comércio exterior também são destinos comuns.

Pesquisa e consultoria

Empresas de pesquisa empregam o profissional de Relações Internacionais para a produção de relatórios sobre um país, ou sobre a relação entre dois ou mais países. Os temas são os mais variados: com sua capacidade de análise, pode-se solicitar que o internacionalista forneça informações sobre o contexto político, social, econômico, cultural, jurídico…

Em um mundo cada vez mais globalizado, o entendimento sobre a conjuntura global é um diferencial muito significativo. É nesse campo que o profissional de RI se sobressai!

Setor público

Nesse setor destaca-se, é claro, a atividade diplomática. No entanto, outros órgãos públicos, nas esferas federal, estadual e municipal, também buscam o profissional de Relações Internacionais para formar seus quadros. Cada ministério do governo federal, por exemplo, tem seu departamento de Relações Internacionais, responsável pelo relacionamento do órgão com o exterior.

Como ocorre em empresas, a Administração também precisa levar em conta o cenário internacional ao formular sua estratégia de atuação, o que torna o trabalho do internacionalista essencial para os serviços públicos.

Ensino Superior

Como em qualquer área, a produção de conhecimento também é um ramo relevante para o profissional de Relações Internacionais. Várias universidades e faculdades ofertam o curso, bem como pós-graduações, tornando a profissão de professor outra importante opção de carreira. Além disso, é possível conciliar a docência com a atuação em empresas, o que é uma forma de diversificar as atividades do internacionalista.

Organizações internacionais (OIs)

Um sonho comum de quem ingressa no curso de Relações Internacionais é trabalhar na ONU um dia. Isso de fato é possível! Organismos multilaterais são, por excelência, o ambiente de atuação dos internacionalistas. Aqui, o profissional pode atuar no funcionamento das instituições, desempenhando funções administrativas. Além disso, também pode trabalhar assessorando o encaminhamento das negociações, fornecendo dados necessários às partes envolvidas.

Muitos citam como vantagem de trabalhar em OIs a interação entre pessoas de diferentes culturas. É realmente uma experiência única, e uma ótima chance de praticar o networking! É preciso, contudo, estar bem atento: cada organização tem seu método de recrutamento, o que demanda bastante pesquisa para descobrir quando e como se submeter a uma vaga.

 

Interessado em cursar Relações Internacionais? O Guia do Estudante tem uma lista dos cursos espalhados pelo Brasil. Você pode consultar aqui.

Fique atento ao Blog Sapi para saber mais sobre a carreira de diplomata!

O que faz um diplomata na prática? Conheça as atribuições de quem ingressa no Itamaraty

Olá, futuro diplomata!

Curioso para saber como é o dia a dia do serviço diplomático?

Hoje vamos falar um pouco sobre as atribuições dessa que é uma das carreiras mais tradicionais do serviço público brasileiro.

Afinal, o que faz um diplomata?

Segundo o site do Itaramaty, a principal função do diplomata é promover os interesses brasileiros no exterior. Isso abre um enorme leque de áreas de atuação: assuntos econômicos, turismo, promoção da cultura brasileira, segurança, cooperação educacional, desenvolvimento… o diplomata precisa estar preparado para representar o Brasil nessas e em muitas outras áreas, sempre alinhado com os objetivos do País.

Tá, isso é muito geral. Como é essa atuação na prática?

O diplomata pode representar o Brasil em três espaços diferentes:

  • Junto a outros países, em embaixadas e consulados.
  • Em organismos multilaterais, como a ONU.
  • No próprio Brasil (um diplomata não precisa estar sempre no exterior!)

O foco da atuação diplomática muda em cada um desses campos. Em outros países, o diplomata irá priorizar as relações bilaterais, buscando oportunidades de inserção política, econômica e cultural; se estiver lotado em um consulado, deverá prestar assistência aos brasileiros naquele país. Em organismos multilaterais, será necessário buscar a articulação com outros países, de maneira a promover os interesses regionais e globais brasileiros. No próprio Brasil, o diplomata atuará em questões administrativas do Itamaraty, além de auxiliar na formação da política externa.

E que atividades são essas que o diplomatas faz? O Itamaraty menciona algumas:

  • representar o Brasil perante outros países e organizações internacionais;
  • reunir informações para contribuir à formulação da política externa brasileira,
  • participar de reuniões internacionais e, nelas, negociar em nome do Brasil;
  • promover o comércio exterior brasileiro e atrair turismo e investimentos;
  • promover a cultura e os valores do povo brasileiro;
  • prestar assistência consular aos compatriotas no exterior (emissão de documentos, ajuda em caso de desastres, etc.)

Para executar essas funções, é esperado que o diplomata esteja a par das questões internacionais contemporâneas e da posição do Brasil nesse panorama. Ter um bom perfil negociador também é uma importante ferramenta.

Muita gente imagina que o cotidiano de um diplomata é cheio de debates acalorados e negociações decisivas para o futuro da humanidade. É verdade, esses momentos existem; mas, como em todo serviço público, o trabalho burocrático também é uma parte relevante da carreira. É preciso estar preparado para preencher muitos relatórios!

Uma das atribuições do diplomata: o DipLig

Quando uma comitiva estrangeira vem ao Brasil, cabe ao Itamaraty fornecer um acompanhamento a essa visita oficial. É aí que entra o diplomata de ligação, ou, simplesmente, o DipLig: sua função é garantir que a visita corra sem complicações, auxiliando em questões protocolares. Também é uma maneira de promover o Brasil para o visitante estrangeiro.

Em 2016, o Rio de Janeiro sediou as Olimpíadas de Verão. Com isso, vários países enviaram representantes oficiais de seus governos para acompanhar o evento. Para suprir essa demanda, os diplomatas aprovados no CACD 2015 foram dispensados das aulas no Instituto Rio Branco, primeiro passo da carreira diplomática, para atuarem como DipLigs junto às delegações estrangeiras na Cidade Olímpica. Legal, não é mesmo?

E aí, ficou interessado em se tornar um diplomata? Conte com o Sapientia!

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Tem alguma dúvida sobre o que um diplomata faz?

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Abertura de Processo Seletivo para Monitoria 2017/2018

Você já pensou em ser monitor bolsista no Sapientia?

O monitor exerce atividades pedagógicas e administrativas na nossa instituição.

Ao mesmo tempo em que essas atividades orientam seus estudos, os monitores também ganham bolsas em vários dos nossos cursos.

O novo processo seletivo foi aberto hoje (29/09/2017) e se estenderá até o dia 06/10/2017.

Inscreva-se clicando abaixo:

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ACESSAR FORMULÁRIO DE INSCRIÇÃO PARA MONITORIA

A equipe do Curso Sapientia deseja boa sorte a todos os candidatos. Participe!

Saiu a 30ª Edição da Revista Sapientia

Chegamos à 30ª Edição da Revista Sapientia, e os motivos para comemorar esta publicação são muitos.

Ao longo de 6 anos, nossa Revista conquistou um público fiel dentro e fora do Brasil, tornando-se, assim, a principal publicação sobre o universo diplomático do país.

A nova edição já está disponível para download. Você pode acessá-la gratuitamente através do notebook, tablet ou smartphone. Basta acessar o link a seguir:

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Nesta edição, fizemos uma super matéria de capa com o Embaixador José Estanislau, diretor do Instituto Rio Branco (IRBr), principal responsável pelo Concurso de Admissão à Carreira Diplomática (CACD).

A entrevista é matéria obrigatória para todos os cacdistas que estão aguardando o lançamento do edital 2017. Você precisa conferir!

Além da entrevista, a Edição nº30 conta com matérias especiais sobre temas extremamentes relevantes para os futuros diplomatas. Entre elas:

  • Mercosul: perspectivas do bloco para 2017.
  • A eleição de Macron e o conservadorismo.
  • Tendências e megatendências para 2022.
  • Coluna Sobre Diplomacia.
  • Sessão Iniciativas Sapientia.
  • E muito conteúdo para candidatos do concurso do Itamaraty!

Baixe gratuitamente a revista e leve no seu bolso uma fonte rica de conteúdo sobre o CACD e os bastidores da carreira diplomática.

A Revista Sapientia é isso: o Universo Diplomático na palma da sua mão. Baixe e compartilhe!

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Fases avançadas do CACD: Significado e Importância

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As duas fases avançadas do CACD se diferenciam da primeira em três aspectos principais, e compreendê-los é importante se você quer se tornar um candidato competitivo no certame.

O modelo discursivo das fases avançadas (nesse artigo, nossa análise exclui a prova de francês e espanhol, que poderá ser analisada em post futuro) apresenta três desafios em relação ao modelo objetivo da primeira. Esses desafios são, também, janelas de oportunidade para que o candidato os transforme em vantagem comparativa. Vejamos:

1. Postura diante da banca: viés ativo x viés passivo

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O recém-aprovado no TPS acaba de sair de uma maratona de treino para uma prova objetiva quando tem que virar completamente a chave do pensamento para o modelo discursivo.

Se, no TPS, você se portava passivamente diante da banca, tendo de escolher entre apenas três reações (responder C, E ou branco) para algo que te era apresentado já pronto e acabado, agora é a banca quem está passiva pra você: ela te propõe um enunciado, te oferece duas ou três páginas inteirinhas em branco, e depois reage àquilo que você propõe, pronto e acabado, a ela.

Nas 45, 60 ou 90 linhas das questões discursivas cabem centenas de caminhos. Agora você pode (e deve) infinitamente mais que apenas C, E ou Branco: quem conduz o raciocínio e se apresenta pra banca é você. Isso, que talvez seja a grande beleza das fases avançadas, fica claro com uma observação cuidadosa de qualquer guia de estudos: todos os aprovados sobem a mesma montanha, mas cada um o faz por um caminho diferente e com um método específico – e, no fim do dia, todos fincam a bandeira no mesmo cume.

Aquele candidato, portanto, que vira mais rapidamente a chave do raciocínio entre as fases e faz uso pragmático das oportunidades abertas se dá bem. Como no CACD, contudo, nada é tão simples, há que se tomar alguns cuidados.

O primeiro é não achar que a diversidade de possibilidades de resposta significa poder responder qualquer coisa. A fidelidade ao enunciado ainda é elemento diferencial entre aprovados e reprovados – você pode responder ao enunciado X usando raciocínios diversos, referências múltiplas e argumentos variados, mas você não pode usar tudo isso pra responder Y ao invés de X.

O “excesso de liberdade” trazido pelas fases avançadas deve ser usado por você de forma pragmática de modo a criar vantagens, não ser mais um obstáculo à sua aprovação.

O segundo perigo do viés ativo está no famigerado “enganar a banca”. Muitos candidatos confundem a passividade da banca com uma certa ingenuidade (pra não usar termos mais fortes) dos corretores. A margem de manobra das fases avançadas te permite desenvolver raciocínios complexos, dialogar com outros conteúdos e demonstrar profundidade de conhecimento acerca do assunto pedido. Não te permite, contudo, usar toda essa fonte de recursos para disfarçar uma resposta vazia em conteúdo.

Lembre-se: a forma deve ser usada em favor do conteúdo, não em substituição a ele.

2. Oportunidade de diferenciação

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No TPS, candidatos são separados entre aqueles que acertaram e aqueles que erraram determinada questão. Não há diferença nenhuma entre você que gabaritou determinado item e todas as outras centenas de candidatos que também o fizeram. Trezentas e poucas pessoas separam o aprovado em primeiro do aprovado em último no TPS – e apenas elas. A diferença efetiva, em termos de classificação final, entre esses dois candidatos é nenhuma.

Nas fases discursivas, as correções são influenciadas pelo aspecto relativo. Se, no TPS, você e seu colega ganhavam 0,25 por acertar uma questão, agora vocês dois podem acertar a mesma resposta e um obter 15/30 e o outro 30/30. A ideia não mais é responder certo, mas é responder mais certo que o seu concorrente.

Por isso, cada milímetro das linhas de resposta vale muito, cada minuto a mais na sala de prova é diferencial: use a folha de respostas para demonstrar todo o seu conhecimento, toda a sua capacidade argumentativa e toda a complexidade do seu pensamento.

Use e abuse da interdisciplinariedade, insira com maestria aquele detalhezinho de canto de página que seu concorrente não se lembra e você sim, mostre como sua escrita é elegante e como você possui boas ideias.

Os candidatos à diplomacia geralmente são pessoas com vasto conhecimento geral e alta capacidade intelectual. Novamente, uma rápida olhada em qualquer guia de estudos comprova que todos os aprovados fizeram uso da oportunidade de diferenciação relativa para obter vantagens. O lado ruim desse aspecto é a elevação geral dos níveis de resposta.

Muitos candidatos bem-preparados com respostas excelentes apresentam padrões elevadíssimos para as bancas que, ano após ano, intensificam seu nível de exigência. Isso é o que faz aquele candidato calouro ler um guia de estudos e ficar totalmente desolado, tendo certeza absoluta de que jamais conseguirá fazer algo parecido com o que está ali. A boa notícia, no entanto, é que é possível, sim: diria, sem medo de errar, que 30 dos meus 30 colegas de turma no Rio Branco tiveram essa sensação na primeira vez que leram um guia – e, voilà, hoje são os nomes deles que estampam o Texugo Melívoro.

3. Peso equivalente das matérias

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Você pode passar na primeira fase do CACD zerando economia, desde que vá super bem em português, por exemplo. Nas fases avançadas, não dá pra se dar a esse luxo: à exceção de PI e GEO, que valem 50 pontos cada, todas as disciplinas valem 100 pontos – Português, Inglês, História do Brasil, Direito e Economia.

Além de tornar mais isonômico o concurso, atenuando o risco de  beneficiar aqueles que têm mais facilidade em uma matéria do que em outra, esse aspecto é vantajoso para o candidato que percebe uma coisa muito simples: os 100 pontos de economia são os mesmos 100 pontos de português – que, por sua vez, são os mesmos 100 de HB, os mesmos de inglês…

Algumas bancas são tradicionalmente mais “mãezonas” que outras. Os famosos gráficos do DataLascala que circulam nos grupos dedicados ao concurso nos momentos de pós-prova mostram, por exemplo, que a diferença de notas entre aprovados e reprovados em Direito ou Economia não é tão grande quanto em Inglês ou em HB, por exemplo. Alguns candidatos, portanto, sobretudo aqueles que já passaram pelas fases avançadas antes, se voltam para os estudos das matérias que diferenciam mais, já que “todo mundo vai bem em DIP mesmo”.

Não há problema nenhum em priorizar disciplinas conforme a sua estratégia, mas não se deve, em absoluto, negligenciar aquelas cujas médias costumam ser mais elevadas. O concurso chegou a um nível de competitividade tão elevado que é preciso ser muito bom em todas as matérias, e, para sê-lo, é crucial estudar intensamente todos os conteúdos.

É verdade que se dedicar muito àquela matéria em que as notas se diferenciam bastante pode te garantir 40 pontos a mais que seu concorrente e que se dedicar muito àquela em que as notas são mais uniformes pode te dar, no máximo, uns 15 pontos de vantagem.

Só quero te lembrar, contudo, que esses podem ser os mesmos 15 pontos que separam o primeiro colocado do primeiro excedente na classificação final.

Marianna Bruck Goulart é diplomata e ex-aluna do Curso Sapientia.

Saiu! Resultado do processo seletivo para monitores bolsistas 2016

 

Este post deve ser lido com trilha sonora:

 

 

Foi difícil escolher o nosso time de monitores bolsistas para os cursos livres do Sapientia (aka, Curso Regular Extensivo, Curso de Resolução de Questões e Curso Regular de Língua Inglesa) para o ano letivo de 2016. Muita, mas muita gente boa estava no páreo. Depois de muita avaliação, negociação e ponderação, batemos o martelo.

Se você não está na lista de convocados para a primeira chamada, muita calma nessa hora: há possibilidade de convocação em segunda chamada.

O Departamento Atendimento ao Aluno entrará em contato com os (as) aprovados (as), para inscrição nas respectivas disciplinas, além das demais contrapartidas previstas em edital.

 

LÍNGUA PORTUGUESA: Izabella Cansanção Marques

LÍNGUA INGLESA: Jônathas Silveira

POLÍTICA INTERNACIONAL: Felipe Pinheiro Mello

HISTÓRIA MUNDIAL: Igor Goulart Teixeira

HISTÓRIA DO BRASIL: Gustavo Caetano Jacinto

DIREITO INTERNO: Igor Moreira Moraes

DIREITO INTERNACIONAL: Breno Queiroz Simeão

ECONOMIA: Emanuel Sebag de Magalhães

GEOGRAFIA: Carolina Vilela Figueiredo

LÍNGUAS FRANCESA E ESPANHOLA: José Henrique Rosseto

PRESENCIAL – SP: Daiane Mikevis Sobreira

 

Curso Sapientia disponibiliza curso gratuito de PI para o CACD

Cacdista, você não leu errado. O Curso Sapientia promete e cumpre.
NOSSA PROMESSA:
16 de nov
E EIS A NOTÍCIA BOMBÁSTICA:
 
No dia 21 de novembro, começa um curso gratuito de Política Internacional para alunos inscritos.
meme curso pi2
 
O curso será ministrado em sete aulas pelo Professor Guilherme Casarões e terá dois webinários ao vivo com o professor da Casa e diplomata, Leonardo Rocha Bento. O programa cobre os paradigmas, conceitos e teorias das Relações Internacionais aplicados à Política Externa Brasileira
Segundo o Professor Guilherme Casarões, a proposta é “preencher uma deficiência, sobre a qual eu mais ouço reclamações na preparação de PI, que é a parte de teoria. Muitos falam ‘é difícil acompanhar as notas de imprensa do Itamaraty, é difícil decorar aquele monte de data e relação que o Brasil tem com o mundo. Mas principalmente para aqueles que não se formaram em RI há uma grande dificuldade na parte teórica e conceitual.” 
 
Teorias de RI e conceitos estão sempre presentes na prova de PI do CACD. Este ano, surpreendentemente, não foram cobrados na primeira fase do certame, mas foram objeto de duas questões da terceira fase.
 
Durante o curso, o aluno será desafiado a sair da dimensão mais abstrata da teoria e olhar as iniciativas da diplomacia brasileira no mundo a partir das lentes das teorias de RI. Ou seja, vai aplicar os conceitos à realidade da PEB.
 
As aulas acontecem aos sábados, a partir do dia 21, sempre às 14h, e poderão ser acompanhas pela plataforma on-line do Curso Sapientia.
 
As vagas são limitadas. 
meme conte-me mais
Clique aqui para se inscrever.

Conhecendo o CACD

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Olá, futuro diplomata!

Se você quer ser diplomata, você terá de passar pelo Concurso de Admissão à Carreira de Diplomata, o famoso CACD. Sim, este é o nome do concurso temido por todos aqueles que almejam trabalhar no Serviço Exterior Brasileiro! 🙂

Para entender um pouquinho mais do CACD, coloco aqui o texto extraído do sítio do Instituto Rio Branco, órgão responsável tanto pela elaboração do concurso como pela formação dos diplomatas brasileiros:

“O CACD é o processo seletivo para ingresso na carreira de diplomata. Desde 1996, vem sendo realizado com a regularidade de pelo menos uma vez por ano, e já conta 20 edições. Sucede o exame vestibular para admissão no Curso de Preparação à Carreira de Diplomata (CPCD), o qual vigorou até 1995. Desde a edição de 2002, o CACD é realizado com a colaboração do Centro de Seleção e Promoção de Eventos da Universidade de Brasília (CESPE/UnB). Trata-se de concurso de abrangência verdadeiramente nacional, pois todas as fases são aplicadas em todas as capitais estaduais e no Distrito Federal.

A aprovação no CACD habilita o candidato a ingressar no cargo de terceiro secretário da carreira de diplomata de acordo com a ordem de classificação obtida e a matricular-se no Curso de Formação do Instituto Rio Branco.

Para além da aprovação no concurso, são requisitos para investidura na carreira de diplomata:

a) Ser brasileiro nato;
b) Estar no gozo dos direitos políticos;
c) Estar em dia com as obrigações eleitorais
d) Estar em dia com as obrigações do Serviço Militar no caso dos candidatos do sexo masculino;
e) Apresentar diploma de conclusão de curso de graduação de nível superior;
f) Apresentar aptidão física e mental para o exercício das atribuições do cargo, verificada por meio de exames pré-admissionais.

O CACD é constituído de:

a) Prova objetiva em formato de teste, versando sobre Língua Portuguesa, História do Brasil, História Mundial, Política Internacional, Geografia, Língua Inglesa, Noções de Economia e Noções de Direito e Direito Internacional Público;

b) Prova escrita de Língua Portuguesa, constante de uma redação e dois exercícios de interpretação, de análise ou de comentário de textos;

c) Provas escritas de História do Brasil, Língua Inglesa, Geografia, Política Internacional, Noções de Direito e Direito Internacional Público, e Noções de Economia;

d) Provas objetivas de Língua Espanhola e Língua Francesa.

Em geral, as provas objetiva e escritas de Língua Portuguesa, História do Brasil, Língua Inglesa, Geografia, Política Internacional, Noções de Direito e Direito Internacional Público e Noções de Economia têm caráter eliminatório e classificatório, e as notas das provas de Língua Espanhola e Língua Francesa somente entram no cômputo geral para fins classificatórios.

Desde a edição de 2011, o CACD prevê a reserva de 10% das vagas da Primeira Fase a candidatos que se declarem afrodescendentes.

O Instituto tradicionalmente põe à disposição do candidato, no período que antecede a realização das provas, o Guia de Estudos, com o registro das questões propostas no exame anterior acompanhadas de respostas que mereceram avaliação positiva por parte das respectivas bancas examinadoras. O objetivo é orientar e auxiliar o candidato em sua preparação para o concurso, o qual exige, em todas as fases, leitura e análise críticas, capacidade de síntese e de organização de ideias e, sobretudo, maturidade intelectual, atributos inerentes ao fazer diplomático e que deverão estar presentes durante toda a trajetória profissional do diplomata.”

E aí, está interessado em estudar para o CACD? Conte com a nossa ajuda!
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