Sugestão de leitura – Brasil e as operações de paz

A criação da Força de Emergência das Nações Unidas (Fenu), em 1956, para lidar com a Crise do Canal de Suez marcou não só o início das missões de paz sob a bandeira da ONU, mas também da presença brasileira nos processos de promoção e manutenção da paz. O Batalhão de Suez, enviado em 1957 para o Egito, é considerado marco da atuação militar brasileira nos processos de paz, um dos aspectos mais visíveis do engajamento internacional do país em conflitos.

Apesar de ter participado de cerca de 60% de todas as operações de manutenção da paz aprovadas pelo Conselho de Segurança, a participação de tropas brasileiras não pode ser considerada constante desde 1957. Para descrever melhor a evolução da presença militar brasileira em operações de paz, o blog Sapi traz, como sugestão de leitura, o artigo “O Brasil e as operações de manutenção da paz: a consolidação de um novo perfil?” da pesquisadora Eduarda Passarelli Hamann. No artigo, ela apresenta um breve histórico do envolvimento do país nas missões da ONU, dividindo em fases distintas, com elementos específicos. A autora também analisa o engajamento brasileiro atual, que considera como mais maduro, e aponta as perspectivas futuras diante do cenário internacional e doméstico. Confira!

 

 

100 anos da Constituição Mexicana

constituicao-mexNo próximo domingo, dia 5 de fevereiro, comemora-se o Centenário da Constituição Mexicana de 1917. Desdobramento da Revolução Mexicana de 1910, a carta magna de 1917 continua sendo a lei suprema do México, apesar de ter sofrido diversas emendas com o passar dos anos. Além de ser um marco na história do país, a Constituição de 1917 também é uma referência para a evolução do constitucionalismo, inaugurando o chamado constitucionalismo social.

Revolução de 1910

No início do século XX, o México vivia sob o governo do militar Porfírio Diaz, que comandava o país desde 1884. Apesar do carácter antidemocrático do seu governo, a estabilidade gerada levou a um importante desenvolvimento econômico no país, amparado no capital internacional. A modernização dependente originada nesse período promoveu, contudo, profundas desigualdades sociais, especialmente nas áreas rurais, que concentravam a maior parte da população mexicana. A parcela urbana também sofreu com as dificuldades econômicas, particularmente a partir das crises econômicas do início dos anos 1900, o que levou a grande insatisfação popular contra o governante.

Nesse contexto, um amplo movimento de oposição ao Porfirismo começou a ser articulado, principalmente sob a liderança de Francisco Madero, que lança sua candidatura sob o argumento antirreeleicionista. Em seu Plano de San Potosí, Madero defendia que a população devia se revoltar contra a reeleição de Diaz, pegando em armas para garantir eleições justas e democráticas. Ele também se comprometia com a restituição de terras aos camponeses, o que angariou apoio de importantes movimentos rurais, como o de Emiliano Zapata e Francisco Villa. Com o apoio da população rural, o levante contra Diaz, iniciado no fim de 1910, levou à queda do presidente já em maio do ano seguinte, quando ele renunciou e partiu para o exílio na França.

Madero alcançou a presidência nas eleições de 1911, atingindo a quase totalidade dos votos, porém a incapacidade em promover as mudanças profundas exigidas pelas distintas regiões do país levaram ao desgaste da sua imagem, tanto internamente quanto externamente. Zapata rompe com Madero criticando no documento conhecido como Plano de Ayalla que o presidente havia traído os objetivos da revolução ao não se empenhar nas transformações sociais, especialmente na área rural. A crescente instabilidade interna era malvista pelos Estados Unidos, que desejavam o vizinho estável para garantir seus interesses econômicos. O surgimento de uma guerra civil no México ia de encontro a esses objetivos norte-americanos o que levou o embaixador dos Estados Unidos no México, Henry Lane Wilson, a apoiar a ascensão do General Victoriano Huerta ao poder por meio de um golpe, em 1913.

Durante o governo Huerta, surge uma nova luta por legalidade no México, liderada por Venustiano Carranza, que pleiteia a promulgação de uma nova constituição (Plano de Guadalupe). Além de Carranza, o movimento zapatista continuava lutando contra o governo central pelo aprofundamento das transformações sociais. Apesar da participação na ascensão de Huerta, o apoio norte-americano sofreu uma inflexão com a chegada de Woodrow Wilson à Casa Branca em 1914. O novo presidente recusou-se a reconhecer o governo vizinho e, após um incidente envolvendo marinheiros americanos, tomou o porto de Vera Cruz. A invasão norte-americana acaba fortalecendo o movimento de Carranza ao inflamar o nacionalismo mexicano. Após sofrer repetidas derrotas militares, Huerta renuncia em junho de 1914 e deixa o país rumo à Alemanha.

A queda de Huerta não significou, entretanto, estabilidade no México. Divisões entre as facções revolucionárias (constitucionalistas/Carranza, zapatistas/Zapata e villistas/Villa) fizeram com que os conflitos continuassem pelo país. O fim do confronto entre vencedores ocorre apenas com a vitória dos constitucionalistas na Batalha de Cellaya, em 15 de abril de 1915, alçando Carranza ao poder. Apesar das dificuldades em lidar com as facções dissidentes, especialmente com os zapatistas, Carranza gradativamente se fortalece no governo e consegue promulgar uma nova constituição.

Constituição de 1917 e o compromisso com a revolução

A promulgação da Constituição Política dos Estados Unidos Mexicanos de 1917 marcou o início da uma nova fase na evolução do constitucionalismo, o chamado constitucionalismo social, pois ela incluía, pela primeira vez na história, os direitos sociais ou coletivos. Até então, as constituições seguiam a tradição liberal de proteção dos direitos políticos individuais e a restrição do poder estatal, abrangendo, em grande parte, obrigações negativas – exemplo deste modelo é a Constituição dos Estados Unidos. A partir da crise do Estado liberal, começam a surgir as constituições sociais, que passam a incorporar as demandas de massas emergentes e incluem prestações positivas a serem empreendidas pelo Estado para realizar os direitos sociais, consolidando o dirigismo estatal. A Constituição de 1917 inicia esse processo: ela é essencialmente social, fruto do processo revolucionário, e teve grande influência do pensamento anarcossindicalista do século XIX. Outras constituições que seguem essa tradição social são a Constituição de Weimar, de 1919, e a Constituição Brasileira de 1934.

Refletindo os valores da Revolução de 1910, a Constituição de 1917 proibiu a reeleição presidencial, extinguiu o cargo de vice-presidente e incluiu a promessa de promoção da reforma agrária, com o intuito de restringir a posse de terras por estrangeiros. Além da questão agrária, tópico já bastante radical para o período, a nova constituição também prometeu a nacionalização dos recursos naturais e incluiu importantes normas trabalhistas, como a jornada de trabalho de oito horas, o direito de associação sindical e à greve, salário mínimo e limitação do trabalho feminino e infantil. A nova carta magna tinha forte tendência anticlerical, promovendo a laicização do Estado e enfraquecendo o poder da Igreja Católica, por meio de medidas como a proibição da candidatura de membros do clero para cargos públicos. Instituiu também o sufrágio universal qualificado, permitindo homens e mulheres a exercer o direito ao voto direto e secreto.

Para saber mais: em comemoração ao Centenário da Constituição de 1917, o governo mexicano instituiu um Comitê Comemorativo e criou um site institucional com diversas informações sobre a carta magna e sua evolução. Também há uma série de vídeos com pesquisadores e juristas que comentam a estrutura da Constituição.

Défi de Français: les réponses

Coucou! Pour ceux qui ont fait l’activité, voici les réponses.

À la prochaine !

Quel est le mode qui convient? L’indicatif ou le subjonctif?

1. J’aimerai que tu reviennes ce soir.
2. Il est 14 heures et je ne suis pas certain que Paul ait pris ces médicaments ce matin.
3. Je crois que Paul a réussi son examen. Il a air très content.
4. Dis à Marie que je suis malade et qu’elle vienne me voir demain.
5. Je ne suis pas sûr qu’il soit chez lui.

Conjuguez au subjonctif imparfait.

1. Je voulais qu’il fût prêt à huit heures.
2. Je craignais que tu n’eusses chaud.
3. Il aurait fallu qu’ils s’en allassent.
4. Il était nécessaire qu’on achète l’appareil.
5. Il était juste que je payasse.

Conjuguez au subjonctif passé.

1. J’ai peur qu’il échoué à son examen du permis de conduire.
2. Je ne pense pas que tu été présente à cette réunion.
3. Je ne crois pas qu’elle fait cela, ça ne lui ressemble pas.
4. Je doute qu’il accompli tout ce qu’il dit, à mon avis il se vante.
5. Tu me rends ton devoir ! Ça m’étonne que tu l’aies fini à temps.

 

Défi de Français: Indicatif et Subjonctif

Bonjour à toutes et à tous! Le défi d’aujourd’hui porte sur l’emploi du verbe subjonctif. Le subjonctif est un mode grammatical qui exprime un fait pensé ou imaginé (opinion, incertain). Il faut bien connaître ce type de verbe pour améliorer votre écriture.

Bonne chance!

Quel est le mode qui convient? L’indicatif ou le subjonctif?

1. J’aimerai que tu (revenir) ce soir
2. Il est 14 heures et je ne suis pas certain que Paul (prendre) ces médicaments ce matin.
3. Je crois que Paul (réussir) son examen. Il a air très content.
4. Dis à Marie que je (être) malade et qu’elle (venir) me voir demain.
5. Je ne suis pas sûr qu’il (être) chez lui

Conjuguez au subjonctif imparfait.

1. Je voulais qu’il (être) prêt à huit heures.
2. Je craignais que tu ne (avoir) chaud.
3. Il aurait fallu qu’ils s’en (aller).
4. Il était nécessaire qu’on (acheter) l’appareil.
5. Il était juste que je (payer).

Conjuguez au subjonctif passé.

1. J’ai peur qu’il (échouer) à son examen du permis de conduire.
2. Je ne pense pas que tu (être) présente à cette réunion.
3. Je ne crois pas qu’elle (faire) cela, ça ne lui ressemble pas.
4. Je doute qu’il (accomplir) tout ce qu’il dit, à mon avis il se vante.
5. Tu me rends ton devoir ! Ça m’étonne que tu (finir) à temps.

 

1º Congresso Nacional dos Aspirantes à Carreira Diplomática [CONACD]

Como antecipamentos ontem, o Curso Sapientia tem uma novidade incrível para todos os que sonham em fazer parte do corpo diplomático brasileiro: o 1º Congresso Nacional dos Aspirantes à Carreira de Diplomata, o CONACD!

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Mas o que é, exatamente, o CONACD?

O CONACD é um evento 100% on-line, ao vivo e gratuito que promoverá uma série de palestras para auxiliar na preparação de todos os que têm o sonho de ser tornarem diplomatas. Os profissionais mais experientes no mercado da preparação para o CACD serão os responsáveis por abordar os mais diversos aspectos da jornada rumo ao Itamaraty, desde detalhes sobre a carreira até aspectos específicos da preparação. Professores do Curso Sapientia, diplomatas de carreira e alguns convidados surpresas serão os responsáveis por fornecer dicas e conteúdo para ajudar a tirar o sonho da diplomacia do papel.

A intenção do CONACD é disseminar conhecimento para os aspirantes à carreira diplomática, independente do seu nível de preparação (seja iniciante, intermediário ou avançado). Serão discutidos aspectos estruturais da preparação, com pontos de partida e de aprofundamento em cada uma das disciplinas. Para os iniciantes: como começar? Para os intermediários: como avançar? Para os avançados: como consolidar o conhecimento e garantir chances reais de aprovação?

Além disso, também serão abordadas questões práticas como a necessidade de descobrir como filtrar o que deve ser estudado e excluir o que não ajuda na preparação.

Finalmente, também falaremos sobre a carreira de diplomata. Muita gente que ingressa nesse processo de preparação conhece pouco do dia a dia da diplomacia. Vamos falar sobre como é, afinal, a rotina diária de trabalho de um diplomata e quais as possibilidades que se abrem quando se ingressa na carreira?

Datas, horários e transmissão

O CONACD ocorrerá de 06 a 13 de fevereiro e as palestras serão no período da noite (das 19h às 22h30), nos dias da semana, e de manhã, no sábado do dia 11/02 (das 09h30 às 11h).
OBS: no domingo não haverá atividades.

Atenção! Assim como em um Congresso 100% presencial, a princípio, não haverá a possibilidade de assistir às palestras após o momento da transmissão ao vivo.

Após a realização da sua inscrição, você receberá todas as instruções de acesso ao evento por e-mail. Em caso de dúvidas, você poderá buscar mais informações diretamente no site do evento. Se persistirem as dúvidas mesmo após verificar as informações do site, você pode entrar em contato diretamente por e-mail: querosabermais@cursosapientia.com.br e a equipe do Curso Sapientia estará disponível para te ajudar.

Não é incrível?! Você não pode perder essa oportunidade de avançar na sua preparação com profissionais que sabem tudo sobre a carreira diplomática. Aproveite essa chance e torne seu sonho uma realidade! Inscreva-se clicando na imagem abaixo, convide seus amigos que também compartilham esse sonho e nós nos vemos no 1º CONACD!

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Resultado do Processo Seletivo para Monitores Bolsistas 2017

É com imensa satisfação que o blog Sapi divulga a primeira chamada dos candidatos selecionados para a Monitoria Sapiente de 2017.

Nós recebemos excelentes aplicações e gostaríamos de agradecer a todos os candidatos e candidatas que se inscreveram. E caso você não seja um dos convocados, continue acompanhando as nossas publicações, pois há possibilidades de convocações para segunda chamada.

Lista de convocados para a Monitor Sapiente 2017 – primeira chamada:

Alexander Piffero Spohr
Bruno Rolim
Carolina Vilela Figueiredo
Hortência Siebra Silva
Izabella Cansanção Marques
Jonas Teixeira Marinho
Luiza Borges Bringel Machado
Mariana Costa Guimarães Klemig
Matheus Freitas Rocha Bastos
Matheus Machado Hoscheidt
Mauricio Gurjao Bezerra Heleno

AVISO IMPORTANTE!
Os candidatos convocados deverão participar da Reunião on line de Boas Vindas, a se realizar nesta quinta-feira, 02/02, às 20h30min (no dia da reunião, os selecionados receberão um e-mail com as informações sobre como participar da reunião). Para confirmar sua presença, clique na imagem abaixo.

FIQUEM LIGADOS!
O Curso Sapientia está preparando uma novidade incrível para todos os aspirantes à Carreira Diplomática. Uma ideia inovadora que vai ajudar na sua preparação e impulsionar seu sonho de ingressar no Instituto Rio Branco.

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Pan-africanismo

panafricanA recente intervenção dos países da Comunidade Econômica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) na crise de sucessão presidencial da Gambia demonstram tanto a capacidade de cooperação dos países africanos quanto os desafios internos que muitos países do continente ainda enfrentam. Os países da CEDEAO, sob a liderança do Senegal, engajaram-se para garantir a chegada ao poder de Adama Barrow, candidato vencedor nas eleições presidenciais de 2016, após a recusa do agora ex-presidente Yahya Jammeh em deixar o cargo que ocupava desde 1994. O enviado especial da ONU para a África Ocidental e Sahel, Mohamed Ibn Chambas, elogiou a “diplomacia preventiva” dos países vizinhos e o “estrito respeito da Constituição gambiana e dos princípios do direito internacional” na ação. Além do respaldo da comunidade internacional e da legitimidade do presidente eleito democraticamente, a intervenção dos vizinhos africanos para garantir o respeito ao resultado do processo eleitoral também pode ser compreendida sob o prisma do pan-africanismo e da solidariedade dos povos africanos.

O Pan-africanismo como movimento político e intelectual organizado tem como marco fundamental a Primeira Conferência Pan-africana de 1900, realizada em Londres, na Inglaterra. O local escolhido para a conferência é indicativo do tipo de movimento que estava sendo desenvolvido: grande parte da articulação pan-africanista surge fora da África, realizada principalmente por descendentes africanos nos Estados Unidos e no Caribe. No século XIX, intelectuais e lideranças afrodescendentes no continente americano passaram a advogar pela igualdade de condições entre negros e brancos, buscando reverter a submissão a que tinham sido subjugados. Apesar do objetivo comum, o próprio movimento tinha divergências entre si. W.E.B. Dubois, um dos principais nomes do pan-africanismo norte-americano, preconizava a igualdade entre negros e brancos como objetivo primordial; já Marcus Garvey, importante liderança jamaicana, chegava a defender o retorno dos descendentes ao continente africano. Por ser encabeçado por lideranças de fora do continente, nesse primeiro momento do pan-africanismo, a autodeterminação do povos africanos não era o foco principal, mas sim a promoção da igualdade e da integração entre as raças. Dentre as reivindicações acordadas nessa primeira conferência estavam a necessidade de assegurar os direitos civis e políticos dos africanos em todo o mundo, melhorar as condições dos africanos onde quer que estivessem e incrementar a cooperação entre os três Estados negros (Haiti, Abissínia e Libéria).

Essa perspectiva mais igualitária, contudo, passa a evoluir com o tempo. Mesmo com as diferenças internas do movimento pan-africano, logo foi compreendido que a opressão vivida pelos afrodescendentes fora da África também era reproduzida no próprio continente africano, ainda submetido ao domínio colonial. Isso foi particularmente sentido após a 1a Guerra Mundial, que levou à morte de milhares de africanos envolvidos nas disputas imperialistas europeias. Dubois foi um dos primeiros a fazer essa conexão transatlântica do pan-africanismo fora da África com a situação colonial dentro do continente, passando a defender um discurso mais unitarista, de unidade continental e crítico ao imperialismo e à submissão da negritude. Com o fim do conflito, a demanda pela independência do continente africano é intensificada, o que gerou atritos com a Liga das Nações pela sua defesa do sistema de tutela e pela alegação que essas regiões não tinham condições de sustentar suas independências. A fraqueza da Liga das Nações em promover as condições para a independência africana e a eclosão do novo conflito mundial impulsionaram mais mudanças nas demandas pan-africanas, que passam a ter contornos mais nacionalistas.

Uma primeira mudança já é observada na Quinta Conferência Pan-africana, de 1945, realizada em Manchester, Inglaterra. A conferência contou com a presença de importantes nomes do pan-africanismo que eventualmente se tornariam lideranças nos processos de independência locais, como Jomo Kenyatta (Quênia) e Kwame Kkrumah (Gana), e passou a ter contornos cada vez mais anticoloniais, e não somente relativos à igualdade de tratamento e ao fim do preconceito. A ideia de unidade continental, contudo, não havia sido descartada de todo, havendo ainda debates sobre a promoção de uma federação de povos africanos, como pode ser observado nos debates da Primeira Conferência dos Povos Africanos, de 1958, realizada em Accra, Gana. Esse foi o primeiro encontro de lideranças nacionalistas africanas realizado no próprio continente e contou com a presença de delegados de 28 países africanos (sendo apenas 8 independentes) e com a liderança de Nkrumah, já como presidente do país. Influenciados pela primeira onda de descolonização na década de 1950, os objetivos principais da conferência envolviam a promoção da independência e da autodeterminação dos povos africanos, o direito ao desenvolvimento e a possibilidade da conformação de uma federação africana pós-descolonização. Dois outros encontros homônimos sucederam essa primeira articulação intra-africana: uma em 1960, em Tunis, que tratou sobre a conformação de uma força paramilitar para atuar na independência de regiões ainda dominadas pelos países europeus; e a última em 1961, conhecida por definir formalmente o “neocolonialismo”. Contradições e divisões internas, contudo, fizeram com que as Conferências dos Povos Africanos não tivessem continuidade.

Ainda assim, a ideia de cooperação, de integração e de unidade continental continuavam presentes nas articulações políticas na África e nas tentativas de garantir a descolonização. Dessa forma, foi convocada a Conferência de Adis Abeba, em 1963, na Etiópia, com o objetivo de intensificar as relações entre os países africanos e garantir a autodeterminação dos povos. Dois grupos com posições distintas participaram a conferência: o Grupo de Casablanca, liderado por Nkrumah, de Gana, com o apoio de Argélia, Guiné, Marrocos, Egito, Mali e Líbia; e o Grupo de Monróvia, liderado por Leopold Senghor, do Senegal, com apoio de Nigéria, Libéria, Etiópia e da maioria das ex-colônias francesas. O Grupo de Casablanca tinha posições mais radicais, defendendo, além da independência e da descolonização, também a unidade continental africana, ou seja, atinha-se aos princípios do pan-africanismo. Já o Grupo de Monróvia, apesar de também ser anticolonialista, tinha posições mais moderadas e nacionalistas, defendendo a manutenção das relações com a Europa e uma maior integração entre países africanos de forma gradual, sendo contrários ao federalismo proposto anteriormente. O sucesso do Grupo de Monróvia pode ser constatado na criação, ao fim da conferência, da Organização da Unidade Africana (OUA). Apesar de manter a ideia de unidade, ecoando, assim, o pan-africanismo que a precedeu, a OUA promovia a integração e cooperação entre os países africanos, mas mantendo a soberania de cada um. Além disso, havia também o objetivo de incentivar e defender os processos de independência no continente, rejeitando e lutando contra o neocolonialismo, porém sem restringir a atuação do capital estrangeiro na África. A OUA acabou substituída pela União Africana (UA), em 2002, que hoje abrange todos os países africanos, com exceção do Marrocos, que se retirou da organização após a entrada da República Árabe Saarauí Democrática, apesar de manter status especial dentro da UA.

Todd’s Challenge: Answer Key

Hello, hello! We’re back with the answer key for our Summary Challenge.
(If you missed the challenge, you can see the test here)

Highlighted in blue are the main 6 points of the text and, in orange, the supporting detail. Check if you were able to correctly identify the major elements of the text and don’t forget to read the suggestions below for writing your summary.syria-river-map

Syria: Climate Change, Drought and Social Unrest
By Francesco Femia and Caitlin Werrell
The Center for Climate & Security (29/02/2012)

Syria’s current social unrest is, in the most direct sense, a reaction to a brutal and out-of-touch regime and a response to the political wave of change that began in Tunisia early last year. However, that’s not the whole story. The past few years have seen a number of significant social, economic, environmental and climatic changes in Syria that have eroded the social contract between citizen and government in the country, have strengthened the case for the opposition movement, and irreparably damaged the legitimacy of the al-Assad regime. If the international community and future policy-makers in Syria are to address and resolve the drivers of unrest in the country, these changes will have to be better explored and exposed.

Out of the blue?

International pundits characterized the Syrian uprising as an “out of the blue” case in the Middle East  – one that they did not see coming. Many analysts, right up to a few days prior to the first protests, predicted that Syria under al-Assad was “immune to the Arab Spring.” However, the seeds of social unrest were right there under the surface if one looked closely. And not only were they there, they had been reported on, but largely ignored, in a number of forms.

Water shortages, crop-failure and displacement

From 2006-2011, up to 60% of Syria’s land experienced, in the terms of one expert, “the worst long-term drought and most severe set of crop failures since agricultural civilizations began in the Fertile Crescent many millennia ago.” According to a special case study from last year’s Global Assessment Report on Disaster Risk Reduction (GAR), of the most vulnerable Syrians dependent on agriculture, particularly in the northeast governorate of Hassakeh (but also in the south), “nearly 75 percent…suffered total crop failure.” Herders in the northeast lost around 85% of their livestock, affecting 1.3 million people.

The human and economic costs are enormous.  In 2009, the UN and IFRC reported that over 800,000 Syrians had lost their entire livelihood as a result of the droughts. By 2011, the aforementioned GAR report estimated that the number of Syrians who were left extremely “food insecure” by the droughts sat at about one million. The number of people driven into extreme poverty is even worse, with a UN report from last year estimating two to three million people affected.

This has led to a massive exodus of farmers, herders and agriculturally-dependent rural families from the countryside to the cities. Last January, it was reported that crop failures (particularly the Halaby pepper) just in the farming villages around the city of Aleppo, had led “200,000 rural villagers to leave for the cities.” In October 2010, the New York Times highlighted a UN estimate that 50,000 families migrated from rural areas just that year, “on top of the hundreds of thousands of people who fled in earlier years.” In context of Syrian cities coping with influxes of Iraqi refugees since the U.S. invasion in 2003, this has placed additional strains and tensions on an already stressed and disenfranchised population.

Climate change, natural resource mismanagement and demographics

The reasons for the collapse of Syria’s farmland are a complex interplay of variables, including climate change, natural resource mismanagement and demographic dynamics.

A NOAA study published last October in the Journal of Climate found strong and observable evidence that the recent prolonged period of drought in the Mediterranean littoral and the Middle East is linked to climate change. On top of this, the study also found worrying agreement between observed climate impacts and future projections from climate models. A recent model of climate change impacts on Syria conducted by IFPRI, for example, projects that if current rates of global greenhouse gas emissions continue, yields of rainfed crops in the country may decline “between 29 and 57 percent from 2010 to 2050.”

This problem has been compounded by poor governance. The al-Assad regime has, by most accounts except their own, criminally combined mismanagement and neglect of Syria’s natural resources, which have contributed to water shortages and land desertification. Based on short-term assessments during years of relative plenty, the government has heavily subsidized water-intensive wheat and cotton farming, and encouraged inefficient irrigation techniques. In the face of both climate and human-induced water shortages, farmers have sought to increase supply by turning to the country’s groundwater resources, with Syria’s National Agricultural Policy Center reporting an increase in wells tapping aquifers from “just over 135,000 in 1999 to more than 213,000 in 2007.” This pumping “has caused groundwater levels to plummet in many parts of the country, and raised significant concerns about the water quality in remaining aquifer stocks.”

On top of this, the over-grazing of land and a rapidly growing population have compounded the land desertification process. As previously fertile lands turn to dust, farmers and herders have had no choice but to move elsewhere, starve or demand change.

Internal displacement, rural disaffection and political unrest

Massive internal displacements from rural to urban centers, and significant discontent among agriculture-dependent communities, are ill-explored factors of social and political unrest in Syria.

Rural-urban population movements throughout the course of the recent droughts have placed significant strains on Syria’s economically-depressed cities, which incidentally have their own water infrastructure deficiencies. Poor have been forced to compete with poor not just for scarce employment opportunities, but for access to water resources as well. According to Damascus-based expert Francesca de Châtel, Syria has experienced a “huge deterioration of [water] availability per capita,” partly as a result of a crumbling urban infrastructure. Furthermore, the role of disaffected rural communities in the Syrian opposition movement has been prominent compared to their equivalents in other “Arab Spring” countries. Indeed, the rural farming town of Dara’a was the focal point for protests in the early stages of the opposition movement last year – a place that was especially hard hit by five years of drought and water scarcity, with little assistance from the al-Assad regime.

The degree to which internal population displacement, and rural disaffection, are driving unrest has been difficult to study, given the continuing instability, but available evidence suggests that the influence of this phenomenon may not be insignificant.

Looking ahead

The al-Assad regime’s brutally violent suppression of the opposition movement is rightly the main focus of attention for an international community attempting to halt or lessen the human disaster unfolding in Syria. Unquestionably, stopping the slaughter of innocent people is the necessary first step. But a more well-rounded assessment of the dynamics of opposition in the country, including the possible social, environmental and climatic drivers of unrest, will help policy-makers and opinion leaders fashion more responsible actions. In the short-term, stopping the violence and enhancing the likelihood of legitimate government will require an intelligent assessment of the needs and demands of the opposition movement, including those involving access to and management of vital natural resources, such as food, water and arable land. In the long-term, addressing the full gamut of Syria’s societal, environmental and climatic ills will be critical for ensuring a resilient, free and conflict-proof nation – one that can constructively engage in the international community.

SUMMARY: 6 main elements

Element 1: Syria’s brutal and out-of-touch regime
Element 2: water shortage from droughts – crop failure – mass rural exodus
Element 3: climate change, natural resource mismanagement, demographic
Element 4: rural invasion of urban centers – lack of infrastructure to accommodate migrants
Element 5: al-Assad’s violent repression of migrants
Element 6: must address Syria’s societal, environmental, and climate problems

Paragraph set-up:

  • 3 paragraphs: Combine paragraphs: 1&3 / 2&4 / 5&6
  • 2 paragraphs: Combine paragraphs: 2,3,4 / 1,5,6

 

 

 

Todd’s Challenge: Summary Writing

Hello, hello!Are you ready to kick off your 2017 studies with a summary writing exercise? Let’s go!

One of the key reasons why so many IRBr candidates get such low scores on the Summary Writing exercise of the 3rd Phase English section is because people simply do not pay close enough attention to the CESPE scoring style.

The texts are scored based on 6 main elements found in the text (worth 2.0 points each; 12 points total) and the candidate’s Use of English (worth 3.0 points total) for a total score of 15 points. Therefore, it is important to understand how to identify these elements and convey them in your own words in proper and effective English. Try this exercise to see how close you are at identifying and re-writing/paraphrasing these 6 main elements.

Summary: Six easy steps to good formatting in IRBr summary writing.

  1. Read the text below quickly (5-10 minutes maximum) to get the overall gist of the article itself.
  2. Skim back over the text and highlight what you feel are the 06 (six) main points/elements of the text.
  3. Re-write each key element in your own words below (try to be concise in your rewrites):

Element 1:
Element 2:
Element 3:
Element 4:
Element 5:
Element 6:

  1. Decide how you can connect the six elements into couples (3 paragraphs) or triples (2 paragraphs) to formulate logical paragraphs.
  2. Determine what order you would place the connected elements within a larger text.
  3. Check to see if there is any supporting detail or concrete evidence from the text itself that can help you to better link one idea to another and/or one paragraph to another.

Summary: In no more than 200 words, summarize the author’s main points.syria-river-map

Syria: Climate Change, Drought and Social Unrest
By Francesco Femia and Caitlin Werrell
The Center for Climate & Security (29/02/2012)

Syria’s current social unrest is, in the most direct sense, a reaction to a brutal and out-of-touch regime and a response to the political wave of change that began in Tunisia early last year. However, that’s not the whole story. The past few years have seen a number of significant social, economic, environmental and climatic changes in Syria that have eroded the social contract between citizen and government in the country, have strengthened the case for the opposition movement, and irreparably damaged the legitimacy of the al-Assad regime. If the international community and future policy-makers in Syria are to address and resolve the drivers of unrest in the country, these changes will have to be better explored and exposed.

Out of the blue?

International pundits characterized the Syrian uprising as an “out of the blue” case in the Middle East  – one that they did not see coming. Many analysts, right up to a few days prior to the first protests, predicted that Syria under al-Assad was “immune to the Arab Spring.” However, the seeds of social unrest were right there under the surface if one looked closely. And not only were they there, they had been reported on, but largely ignored, in a number of forms.

Water shortages, crop-failure and displacement

From 2006-2011, up to 60% of Syria’s land experienced, in the terms of one expert, “the worst long-term drought and most severe set of crop failures since agricultural civilizations began in the Fertile Crescent many millennia ago.” According to a special case study from last year’s Global Assessment Report on Disaster Risk Reduction (GAR), of the most vulnerable Syrians dependent on agriculture, particularly in the northeast governorate of Hassakeh (but also in the south), “nearly 75 percent…suffered total crop failure.” Herders in the northeast lost around 85% of their livestock, affecting 1.3 million people.

The human and economic costs are enormous.  In 2009, the UN and IFRC reported that over 800,000 Syrians had lost their entire livelihood as a result of the droughts. By 2011, the aforementioned GAR report estimated that the number of Syrians who were left extremely “food insecure” by the droughts sat at about one million. The number of people driven into extreme poverty is even worse, with a UN report from last year estimating two to three million people affected.

This has led to a massive exodus of farmers, herders and agriculturally-dependent rural families from the countryside to the cities. Last January, it was reported that crop failures (particularly the Halaby pepper) just in the farming villages around the city of Aleppo, had led “200,000 rural villagers to leave for the cities.” In October 2010, the New York Times highlighted a UN estimate that 50,000 families migrated from rural areas just that year, “on top of the hundreds of thousands of people who fled in earlier years.” In context of Syrian cities coping with influxes of Iraqi refugees since the U.S. invasion in 2003, this has placed additional strains and tensions on an already stressed and disenfranchised population.

Climate change, natural resource mismanagement and demographics

The reasons for the collapse of Syria’s farmland are a complex interplay of variables, including climate change, natural resource mismanagement and demographic dynamics.

NOAA study published last October in the Journal of Climate found strong and observable evidence that the recent prolonged period of drought in the Mediterranean littoral and the Middle East is linked to climate change. On top of this, the study also found worrying agreement between observed climate impacts and future projections from climate models. A recent model of climate change impacts on Syria conducted by IFPRI, for example, projects that if current rates of global greenhouse gas emissions continue, yields of rainfed crops in the country may decline “between 29 and 57 percent from 2010 to 2050.”

This problem has been compounded by poor governance. The al-Assad regime has, by most accounts except their own, criminally combined mismanagement and neglect of Syria’s natural resources, which have contributed to water shortages and land desertification. Based on short-term assessments during years of relative plenty, the government has heavily subsidized water-intensive wheat and cotton farming, and encouraged inefficient irrigation techniques. In the face of both climate and human-induced water shortages, farmers have sought to increase supply by turning to the country’s groundwater resources, with Syria’s National Agricultural Policy Center reporting an increase in wells tapping aquifers from “just over 135,000 in 1999 to more than 213,000 in 2007.” This pumping “has caused groundwater levels to plummet in many parts of the country, and raised significant concerns about the water quality in remaining aquifer stocks.”

On top of this, the over-grazing of land and a rapidly growing population have compounded the land desertification process. As previously fertile lands turn to dust, farmers and herders have had no choice but to move elsewhere, starve or demand change.

Internal displacement, rural disaffection and political unrest

Massive internal displacements from rural to urban centers, and significant discontent among agriculture-dependent communities, are ill-explored factors of social and political unrest in Syria.

Rural-urban population movements throughout the course of the recent droughts have placed significant strains on Syria’s economically-depressed cities, which incidentally have their own water infrastructure deficiencies. Poor have been forced to compete with poor not just for scarce employment opportunities, but for access to water resources as well. According to Damascus-based expert Francesca de Châtel, Syria has experienced a “huge deterioration of [water] availability per capita,” partly as a result of a crumbling urban infrastructure. Furthermore, the role of disaffected rural communities in the Syrian opposition movement has been prominent compared to their equivalents in other “Arab Spring” countries. Indeed, the rural farming town of Dara’a was the focal point for protests in the early stages of the opposition movement last year – a place that was especially hard hit by five years of drought and water scarcity, with little assistance from the al-Assad regime.

The degree to which internal population displacement, and rural disaffection, are driving unrest has been difficult to study, given the continuing instability, but available evidence suggests that the influence of this phenomenon may not be insignificant.

Looking ahead

The al-Assad regime’s brutally violent suppression of the opposition movement is rightly the main focus of attention for an international community attempting to halt or lessen the human disaster unfolding in Syria. Unquestionably, stopping the slaughter of innocent people is the necessary first step. But a more well-rounded assessment of the dynamics of opposition in the country, including the possible social, environmental and climatic drivers of unrest, will help policy-makers and opinion leaders fashion more responsible actions. In the short-term, stopping the violence and enhancing the likelihood of legitimate government will require an intelligent assessment of the needs and demands of the opposition movement, including those involving access to and management of vital natural resources, such as food, water and arable land. In the long-term, addressing the full gamut of Syria’s societal, environmental and climatic ills will be critical for ensuring a resilient, free and conflict-proof nation – one that can constructively engage in the international community.

Dica Sapi: Podcast sobre Protecionismo

donald_trump_2016O decreto assinado ontem, dia 23 de janeiro, pelo novo presidente dos Estados Unidos retirando o país da Parceria Transpacífico é um sinal de que o discurso protecionista do candidato Trump está se materializando nas ações do presidente Trump. A retórica antiglobalização e os ataques ao mega-acordo com os países asiáticos foram constantes na corrida eleitoral e a saída dos Estados Unidos da parceria negociada por Obama demonstram que a defesa do protecionismo não era só uma arma de campanha.

Para expandir um pouco seus conhecimentos sobre protecionismo e relações internacionais (ou revisá-los), a Dica Sapi de hoje trouxe o podcast “Trade Under Trump: Lessons from History”, publicado pela Foreign Affairs. Nesse episódio, dois convidados discutem o histórico do protecionismo nas relações globais e o que esperar das políticas econômicas de Trump daqui para a frente. Além do áudio, também está disponível a transcrição do episódio, para quem preferir fazer (e treinar) a leitura. Uma boa revisão sobre como a liberalização econômica surgiu e se consolidou no mundo atual, além dos desafios que enfrenta hoje.