Sugestão de leitura: novas tecnologias e a revolução energética

O debate ambiental é um dos temas centrais das relações internacionais do século XXI. A busca por novos meios de produção que promovam um desenvolvimento sustentável e que mitiguem os efeitos da ação humana sobre o meio ambiente tem permeado tanto as discussões intergovernamentais quanto as políticas nacionais dos Estados.

Um importante componente para possíveis transformações no desenvolvimento global é a forma como produzimos e consumimos energia. O surgimento de novas tecnologias que permitam a produção energética de forma mais barata e o consumo de forma mais eficiente pode ser a chave para uma mudança significativa no mercado energético global – mas isso não quer dizer que não existam também desafios para integrar essas tecnologias nas economias nacionais.

Screen Shot 2017-07-25 at 11.35.30 AM.pngO potencial das novas tecnologias para o setor energético é abordado na sugestão de leitura de hoje, o artigo “The Next Energy Revolution: The Promise and Peril of High-Tech Innovation“, da revista Foreign Affairs. No texto, os autores detalham como as inovações tecnológicas podem impactar tanto os setores energéticos tradicionais, como petróleo e gás, quanto as fontes renováveis, além de debater os possíveis impactos econômicos da evolução tecnólgica nesse mercado. Vale a pena conferir.

 

Planos Econômicos Pós-1985

Com o processo de redemocratização, o principal aspecto econômico a ser solucionado era a crescente inflação que assolava a população brasileira. A partir de 1984, o Brasil retomou o crescimento econômico graças ao êxito da maxidesvalorização, promovida no fim do período militar, aliado à recuperação das contas externas por meio de um acordo com o FMI em 1983. Esse crescimento, entretanto, foi acompanhado por uma inflação crescente que, já no fim de 1985, atingia a marca de 235% ao ano. Com a intensificação do problema, diversos diagnósticos foram sugeridos para as causas dessa inflação.

O principal embate entre os diagnósticos inflacionários do período diziam respeito a qual seria a caraterística central da inflação. O pensamento econômico tradicional explica o aumento de preços como resultado do aumento da demanda, logo, em uma economia mais aquecida, há uma tendência natural de ocorrer um processo inflacionário. Essa tese, entretanto, passa a ser questionada já que, no período de baixo desempenho do PIB, entre 1981 e 1983, a inflação continuou alta. Surge, então, a explicação da inflação inercial, que leva em conta a realimentação do aumento de preço com base na inflação anterior. Dessa forma, os sucessivos reajustes de preços por que passou a economia brasileira desde a década de 1960 (indexação econômica) levaram a um processo inflacionário cujo principal componente era inercial, ou seja, a expectativa de aumento de preços levava em consideravam o aumento passado, criando uma inflação crescente que não estava necessariamente ligada ao poder de compra ou à reserva de valor da mercadoria em si. Levando em consideração esse debate econômico, o governo brasileiro promoveu a sucessivos planos econômicos que tentaram controlar a perda do poder de compra da população.

1) Plano Cruzado/1985

cruzadosO primeiro plano do governo Sarney levou em conta apenas o diagnóstico da inflação inercial. Por isso, focou em medidas que evitassem a manutenção da expectativa de preços crescentes. Assim, o plano instituiu uma nova moeda, o Cruzado (que teria mais credibilidade), fixou o câmbio desvalorizado (de forma a impulsionar as exportações) e congelou os preços, que seriam reajustados apenas a partir da autorização do governo federal. Para desindexar a economia, o governo extinguiu as Obrigações Reajustáveis do Tesouro Nacional (ORTN), títulos públicos instituídos na década de 1960, substituindo pela Obrigação do Tesouro Nacional (OTN), com valores congelados por um ano. Com a nova moeda, o governo pode corrigir contratos antigos, o que foi feito de forma defasada (através da chamada tablita), garantindo que o governo pagasse menos que deveria se mantivesse as obrigações da ORTN, evitando a continuação das expectativas crescentes.

O índice de preços foi alterado para não levar em consideração o último mês anterior ao plano, de forma a ficar também defasado (patamar inferior), e os rendimentos das poupanças passam a ser trimestrais, de forma a evitar a despoupança pela percepção de redução do rendimento nominal. O Plano Cruzado também instituiu o congelamento salarial após a recomposição dos salários com base na média dos 6 meses anteriores. Para evitar a inflação de demanda, o congelamento ficou abaixo do índice de preços. Para que o salário acompanhasse as eventuais flexibilizações de preços, foi instituído um gatilho salarial: um reajuste defasado para se a economia saísse do padrão congelado. Um aspecto importante desse gatilho é que ele somente seria acionado se a inflação chegasse a 20% e, independente da variação de preços, a variação salarial seria somente os mesmos 20% estabelecidos.

O Plano Cruzado foi um sucesso inicialmente: alcançou a estabilização completa, conseguindo praticamente zerar a inflação nos meses seguintes, além de reduzir o desemprego. O aumento do emprego e do poder de compra da população fez com que o consumo aumentasse sem que houvesse um aumento da oferta na mesma proporção, tanto por causa da menor capacidade ociosa quanto pelas pressões sobre os produtores por causa do preço final congelado, levando a uma escassez de produtos. A falta de mercadorias leva à contaminação da economia pelo ágio, valor extra cobrado para a venda dos produtos, que passou a funcionar como uma inflação camuflada, exaurindo o congelamento.

Na tentativa de desacelerar o consumo, o governo promoveu o Cruzadinho (1986), um pacote fiscal que esfriaria a demanda por meio da redução da renda disponível ao criar impostos sobre alguns produtos, como gasolina e automóveis, que levantariam recursos para um plano de investimentos em infraestrutura e metas sociais. O plano fracassou grandemente, gerando aumento de preços e a tentativa do governo de expurgar os seus efeitos do índice de preços para evitar que o gatilho salarial fosse acionado, o que gerou grande descontentamento com o pacote proposta.

Uma semana após as eleições de 1986, foi anunciado o Plano Cruzado II, um novo pacote fiscal que visava aumentar a arrecadação do governo. Entre as medidas anunciadas estavam: aumento tributário, que seria positivo não só para ajustar as contas públicas como também para diminuir o poder de compra acelerado; reajuste de preços em produtos finais específicos, para evitar repasses de aumento de preços na cadeia produtiva; remarcações de algumas tarifas, como energia elétrica, correios e telefones. Esses reajustes acabaram funcionando como uma válvula de escape ao congelamento de preços o que levou à elevação da taxa de inflação e ao acionamento do gatilho salarial já em janeiro de 1987. O fim do plano Cruzado foi decretado no mês seguinte, quando se extinguiu o congelamento de preços. A piora das contas externas levou à moratória dos juros externos em 1987, reduzindo a entrada de capitais.

2) Plano Bresser/1987

Com base nos erros cometidos no Plano Cruzado, um novo pacote econômico é desenvolvido, levando em consideração que a inflação é causada tanto por um componente inercial quanto por um componente de demanda. O diagnóstico híbrido deu origem ao Plano Bresser, que buscava promover um choque deflacionário que contivesse elementos ortodoxos e heterodoxos. As medidas ortodoxas incluíram políticas contracionistas (fiscal e monetária) e a defasagem dos índices de inflação. Já as medidas heterodoxas incluíram a flexibilização do congelamento de preços, com travas em patamares determinados; a indexação dos salários com base na Unidade de Referência de Preços (URP), determinada pela média dos meses anteriores, suavizando o impacto e deixando a correção salarial defasada ao índice geral de preços. O câmbio não foi fixado e sofreu micro-desvalorizações no período.

Mesmo com a contração econômica, o Plano Bresser não consegue conter a inflação que atinge quase 600% ao ano. O fracasso leva à formulação de novas medidas econômicas baseadas na identificação do problema inflacionário como sendo apenas causado pela demanda excessiva, gerada pelo enorme déficit público. Os proponentes do Choque Ortodoxo (1988) entendiam que a economia brasileira funcionava no curto prazo, não havendo, assim, a possibilidade de um componente inercial nesse processo. Com isso, é proposta uma política ortodoxa gradual, que previa um longo período de contração econômica (também chamado de “sangramento econômico”) de forma a atrair reservas e estabilizar a economia antes de liberar as variáveis econômicas. As medidas também não são bem sucedidas: em um ano, a inflação sobe para mais de 800% ao ano.

3) Plano Verão/1989

Com o fracasso do choque ortodoxo, percebe-se que há, realmente, um componente inercial na inflação brasileira. O diagnóstico híbrido é retomado com o Plano Verão, que se assemelha bastante com o Plano Bresser, porém com algumas importantes 02-cedulas-do-brasil100500-cruzados-novosc206209-fesob_iZ74XvZxXpZ1XfZ75891457-425979539-1.jpgXsZ75891457xIMdiferenças: extinguiu todas as formas de indexação (OTN e URP) e instituiu um congelamento indefinido (não gradual) de preços e salários. Entre as medidas ortodoxas encontravam-se a restrição de crédito, limitação de títulos públicos e redução de despesas. Também foi criada uma nova moeda, o Cruzado Novo, e o câmbio manteve-se não-fixado (crawling peg).

Devido a dificuldades políticas e ao descredito do governo após sucessivos planos fracassados, a contração fiscal prevista não ocorreu e nem mesmo os altos juros foram capazes de controlar a antecipação do consumo (receio de eventual aumento de preços leva ao aumento do consumo). Como não haviam mecanismos de indexação, não havia um mecanismo de coordenação de expectativas, o que levou a uma explosão inflacionária: no início de 1990, alcançava mais de 80% ao mês (mais de 1000% ao ano).

4) Plano Collor/1990

O primeiro presidente eleito diretamente assume o cargo em meio a essa turbulência econômica e com perspectivas de piora significativa (com previsões de aumento inflacionário de 5.000% ao ano). Além disso, a falta de apoio parlamentar dificultaria a promoção de mudanças econômicas significativas. Mesmo assim, logo no início de seu mandato, ele anuncia o Plano Brasil Novo (que fica conhecido como Collor I) a partir de novo diagnóstico híbrido da inflação. O novo plano, entretanto, inova ao inserir uma terceira variável às causas inflacionárias: além da inflação de demanda e da inercial com base nas expectativas em relação a preços e custos, o Plano Collor I identifica uma inflação inercial gerada no comportamento bancário nas relações de empréstimo. De acordo com a equipe econômica, devido aos ciclos de oscilação dos juros, os empréstimos realizados pelos bancos seguiam um padrão que levava ao encarecimento do investimento privado, que era, dessa forma, repassado ao preço final do produto, impulsionando a inflação.

Cédula_500000_Cruzeiros_Mário_de_Andrade_AnvRev.jpgCom base nesse diagnóstico, o Plano Collor instituiu diversas medidas que remetem aos processos anteriores, como o reajuste oficial de salários (uma forma de reedição da URP), a proibição de reajustes de preços (ou seja, congelamento), alongamento de prazos dos títulos públicos, substituição da moeda (reedita o Cruzeiro) e taxas livres de câmbio com forte intervenção do Banco Central (não era mais crawling peg). As grandes inovações foram a criação de certificados de privatizações, que visava a diminuição da dívida pública (mas que encontrou dificuldade nesse período), e o bloqueio dos ativos financeiros das pessoas físicas e jurídicas. Essa medida foi a mais controversa: determinava a proibição de saque acima do limite de 50 mil cruzados novos (aproximadamente US$1.200 à época) por 18 meses com reajuste de 6% ao ano (ou seja, nada, já que a inflação mensal era muito superior a isso). Apesar das duras críticas recebidas, não foi toda a população que sentiu fortemente os seus efeitos, já que há uma baixa tendência para poupar no Brasil. Os maiores afetados foram a população de alta renda, os aposentados e os bancos, que eram o foco dessa medida. Com o bloqueio, buscava-se evitar o aumento de preços por meio do investimento: com o sequestro de liquidez, a capacidade de empréstimos dos bancos diminuiu, evitando a chamada ciranda financeira. Com a diminuição de investimentos, geraria a contração econômica e redução da inflação.

No primeiro momento, há forte redução da inflação (de 80% para 10% ao mês) aliada a grande contração econômica. A forte oposição do setor bancário e do empresariado, contudo, é grande e percebe-se uma aceleração da inflação nos meses seguintes. Para tentar controlar o processo inflacionário, foi editado o Plano Collor II, que buscava manter a inflação no patamar de aproximadamente 20% por meio de redução de gastos públicos e modernização da produção industrial. O governo também extinguiu todas as formas de indexação, instituindo a Taxa de Referência (TR), um mecanismo de correção monetária que se basearia nas expectativas do governo ao invés da inflação passada. Apesar de ter conseguido controlar a inflação por alguns meses, a crise política que levou ao impeachment do presidente Collor acabou por prejudicar a continuidade do plano. Com a ascensão do vice Itamar Franco, uma nova equipe assumiu a responsabilidade pela estabilização econômica do país e conseguiriam alcança-la, dois anos depois, com a criação do Plano Real (mas esse papo fica pra outro dia).

Desafío de Español: las respuestas

¿Listos para las respuestas del desafío de ayer?

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Los masái o masáis (también se escribe frecuentemente maasái) son un pueblo estimado en unos 883.000 individuos, que viven en Kenia meridional, y en Tanzania septentrional. Hablan maa, que es una lengua nilótica oriental.

Los masái viven en asentamientos llamados manyattas que son círculos de chozas. La choza masái se construye con ladrillos que se preparan a base de excrementos de animales, paja y barro para impermeabilizarlos y endurecerlos. Se alisan las paredes interiores y posteriormente se ahuman . Suelen contar con diminutos tragaluces, pero no ventanas.

Las orejas de hombres y mujeres se adornan con maderas y cuentas de colores. Acostumbran a vestir una tela anudada sobre los hombros de vivos colores, generalmente rojas y con diseños geométricos, sobre otras piezas de ropa.

Hoy día también se ve a los masái en la capital, Nairobi, vistiendo traje, y algunos de los jóvenes acostumbran a jugar al billar y ver la televisión en aldeas cercanas.

No siempre se recibe bien a esos masái debido a las diferencias culturales.

El ganado provee de todas las necesidades a los masáis: leche, sangre y carne para su dieta.

En los pueblos masái se produce un tipo de yogur fermentando la leche con sangre de animal.

Las tierras masái en Kenia se redujeron en un 60% cuando se expulsó a los masái para dar tierra a los ranchos de colonos británicos en 1904 y en 1911.

En los años 1940 se desplazó a los masái de Tanzania de sus tierras fértiles entre el Monte Meru y el Monte Kilimanjaro y de la mayoría de las tierras altas de Ngorongoro.

Les arrebataron más tierra y se crearon reservas de caza y parques nacionales: Amboseli, Parque Nacional de Nairobi, Masái Mara, Samburu, Lago Nakuru y Tsavo en Kenia; Manyara, Ngorongoro, Tarangire y Serengeti en Tanzania.

Su situación se complicó cuando en 1975 se prohibió la agricultura en la Zona de Conservación de Ngorongoro.

En 1992 se levantó la prohibición y de nuevo la agricultura se convirtió en una parte importante del sustento masái.

Desafío de Español: frases pasivas / impersonales

¡Hola! Las frases pasivas e impersonales con “se” son muy frecuentes en Español ¿Sabes cómo usarlas? ¡Inténtalo! 

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Los masái o masáis (también se escribe / se escriben frecuentemente maasái) son un pueblo estimado en unos 883.000 individuos, que viven en Kenia meridional, y en Tanzania septentrional. Hablan maa, que es una lengua nilótica oriental.

Los masái viven en asentamientos llamados manyattas que son círculos de chozas. La choza masái se construye / se construyen con ladrillos que se prepara / se preparan a base de excrementos de animales, paja y barro para impermeabilizarlos y endurecerlos. Se alisa / Se alisa a / Se alisan las paredes interiores y posteriormente se ahuma / se ahuman . Suelen contar con diminutos tragaluces, pero no ventanas.

Las orejas de hombres y mujeres se adorna / se adornan con maderas y cuentas de colores. Acostumbran a vestir una tela anudada sobre los hombros de vivos colores, generalmente rojas y con diseños geométricos, sobre otras piezas de ropa.

Hoy día también se ve / se ve a / se ven los masái en la capital, Nairobi, vistiendo traje, y algunos de los jóvenes acostumbran a jugar al billar y ver la televisión en aldeas cercanas.

No siempre se recibe bien / se recibe bien a / se reciben bien esos masái debido a las diferencias culturales.

El ganado provee de todas las necesidades a los masáis: leche, sangre y carne para su dieta.

En los pueblos masái se produce / se produce a / se producen un tipo de yogur fermentando la leche con sangre de animal.

Las tierras masái en Kenia se redujo / se redujeron en un 60% cuando se expulsó / se expulsó a / se expulsaron los masái para dar tierra a los ranchos de colonos británicos en 1904 y en 1911.

En los años 1940 se desplazó / se desplazó a / se desplazaron los masái de Tanzania de sus tierras fértiles entre el Monte Meru y el Monte Kilimanjaro y de la mayoría de las tierras altas de Ngorongoro.

Les arrebataron más tierra y se creó / se creó a / se crearon reservas de caza y parques nacionales: Amboseli, Parque Nacional de Nairobi, Masái Mara, Samburu, Lago Nakuru y Tsavo en Kenia; Manyara, Ngorongoro, Tarangire y Serengeti en Tanzania.

Su situación se complicó / se complicaron cuando en 1975 se prohibió / se prohibió a / se prohibieron la agricultura en la Zona de Conservación de Ngorongoro.

En 1992 se levantó / se levantó a / se levantaron la prohibición y de nuevo la agricultura se convirtió en una parte importante del sustento masái.

Sugestão de leitura: debates sobre globalização

A relação entre globalização e nacionalismo é tema recorrente no CACD, especialmente nas provas discursivas de Língua Portuguesa e Língua Inglesa. Apesar de ser fundamental ter um amplo domínio da gramática em ambas as línguas para garantir uma boa nota nas provas da 2ª Fase, também é essencial ter argumentos relevantes sobre o tema proposto. Pensando nisso, o blog Sapi de hoje trouxe dois artigos sobre os efeitos da globalização no mundo moderno (e para você treinar seu inglês também).

Os crescentes questionamentos à globalização no século XXI fazem com que esse tema tenha grandes chances de aparecer novamente no CACD, então é sempre bom estar preparado. No artigo da revista Foreign Affairs entitulado “Globalism and Nationalism: Why Interconnectedness Does Not Threaten Sovereignty“, o autor utiliza a evolução histórica do processo de globalização para explicar sua interdependência em relação ao nacionalismo. O artigo do jornal The Guardian entitulado “Globalisation: the rise and fall of an idea that swept the world” aborda as principais críticas à globalização e ao livre comércio que permeiam os debates internacionais contemporâneos.

Revolução Constitucionalista de 1932

Em 9 de julho de 1932 teve início a Revolução Constitucionalista. A mobilização paulista contra as medidas do governo provisório de Vargas (1930-1934) foi um importante marco não só da história do estado de São Paulo como também da era Vargas. Mesmo os revoltosos tendo sido derrotados pelas forças, muito superiores, do governo central, a Revolução Constitucionalista alcançou seus objetivos políticos: a troca do interventor federal e a convocação de uma nova constituinte.

O estado de São Paulo havia sido uma das principais forças da Primeira República: por isso, o governo de Vargas tinha receio de que políticos paulistas insurgissem contra a nova administração central. A situação política em São Paulo, entretanto, era complexa devido à cisão nas oligarquias locais. O tradicional Partido Republicano Paulista (PRP), força predominante no estado desde o início da república, apoiou o candidato governista Júlio Prestes nas eleições de 1930, enquanto o Partido Democrático (PD), fundado em 1926 a partir de dissidências do PRP, fez parte da Aliança Liberal de Vargas.

Com o êxito da Revolução de 1930 e a chegada de Vargas ao poder, parecia que o domínio do PRP em São Paulo seria transferido aos oligarcas do PD, o que não ocorreu. A centralização política empreendida pelo governo provisório de Vargas, com o apoio dos tenentistas e com o objetivo de garantir a autonomização do Executivo federal, levou o presidente a restringir a autonomia estadual e nomear interventores federais. Em São Paulo, Vargas nomeou o tenentista João Alberto para o cargo, preterindo, assim, as lideranças locais do PD. Além da perda de poder que isso significava para as lideranças locais, desconfianças em relação ao novo interventor por ser militar e críticas por ele não ser do estado de São Paulo (era de Recife) passaram a alimentar as divergências entre o governo central e as oligarquias locais.

Outra questão que vinha se desenvolvendo ao mesmo tempo que esses embates políticos dizia respeito à constitucionalidade do governo provisório. Quando chegou ao poder em 1930, Vargas revogou a Constituição de 1891, que tinha um caráter mais descentralizador, e passou a governar por meio de decretos-lei. A insatisfação popular crescia, fomentada também pelas lideranças políticas, e passava a exigir a convocação de uma constituinte para a elaboração de uma nova constituição de forma a limitar os poderes do Executivo federal. A mobilização da sociedade paulista levou a grande instabilidade política: já em 1931, o interventor João Alberto renunciou ao cargo, após sucessivos embates com os partidos locais, e os nomeados posteriores também tiveram dificuldade de se manterem no cargo. A questão do interventor federal conseguiu o feito de aproximar as duas facções oligárquicas (PRP e PD) contra o intervencionismo do governo central, formando a Frente Única Paulista (FUP) pela defesa da autonomia estadual e pela volta do país ao regime constitucional.

As pressões políticas, aliadas aos movimentos populares orgânicos pela constituição, chegaram a um ponto crítico em 1932. Além de demandarem uma nova constituição, os paulistas exigiam a nomeação de um interventor civil e paulista para o estado. Vendo a instabilidade gerada em São Paulo e receoso que se espalhasse para outros estados brasileiros, Vargas busca negociar e atender às demandas de forma a enfraquecer o pleito paulista. No início de 1932, Vargas anuncia a criação do Código Civil Eleitoral*, indicando a eventual convocação de eleições para uma assembleia constituinte, além de nomear Pedro de Toledo, civil e paulista, como interventor. A insatisfação, contudo, não foi arrefecida. O descontentamento com o governo central e com Vargas era crescente.

Cartaz_Revolucionário.jpgEm maio de 1932, Vargas anuncia que as eleições para a assembleia constituinte ocorreriam em um ano (1933), mas o levante paulista contra o governo provisório já era inevitável. A morte de quatro estudantes de direito de São Paulo em confronto com as forças legalistas de Vargas unifica as ações de enfrentamento a Vargas. Os nomes de Martins, Miragaia, Dráusio e Camargo (e a sigla que formam: MMDC) são usados no recrutamento de forças para lutar contra o governo central pela constitucionalização do país, pelo fim da ditadura e pela nomeação de interventor civil e paulista. As demandas paulistas ecoavam com outras oligarquias, em especial Minas Gerais e Rio Grande do Sul, que prestaram sua solidariedade à causa paulista, o que levou às lideranças locais a acreditarem que os outros estados ajudariam no conflito.

As_armas_paulistasEm 9 de julho de 1932, a Frente Única Paulista se insurge contra o governo central com apoio de amplos setores da sociedade paulista. Eventualmente conseguiram até mesmo o apoio do interventor Pedro de Toledo. O apoio das forças militares de outros estados, contudo, não foi dado: Minas Gerais e Rio Grande do Sul decidiram não aderir à revolta. Com São Paulo lutando sozinho, a diferença de forças entre as tropas estaduais e federais (que chegou a utilizar bombardeios aéreos contra os revoltosos) fez com que o conflito durasse pouco. Menos de três meses após a eclosão do conflito foi assinada a rendição dos paulistas.

Os líderes do movimento foram presos, porém Vargas, mesmo vitorioso, tentou conciliar com os paulistas. Além de já ter criado o Código Civil Eleitoral e ter convocado eleições para Assembleia Nacional Constituinte (ambos foram mantidos), Vargas nomeou outro interventor civil e paulista para o estado (Armando Salles de Oliveira), atendendo às demandas dos paulistas. Dessa forma, entende-se que a Revolução Constitucionalista foi uma derrota militar, porém uma vitória política, já que as principais demandas são alcançadas.

Obelisco_de_São_Paulo_01Apesar da sua curta duração, a Revolução Constitucionalista é celebrada pelo estado de São Paulo até hoje como um marco da sua história cívica. Além do dia 9 de julho ser feriado estadual, diversos marcos físicos são encontrados pelas cidades paulistas: ruas levam os nomes dos estudantes mortos e monumentos homenageiam o levante. Um importante cartão postal da capital, o Obelisco de São Paulo, é um exemplo. Localizado ao lado do Parque Ibirapuera, o monumento se chama Obelisco Mausoléu aos Heróis de 32 e abriga os corpos de diversos combatentes do conflito e dos famosos estudantes MMDC. Para quem tiver interesse em imagens da época, o jornal O Estado de São Paulo compilou fotos do conflito e matérias publicadas sobre a revolta.

*OBS: o Código Civil Eleitoral de 1932 estabelecia o voto secreto (como forma de evitar novas fraudes), o voto feminino (levando à eleição da primeira deputada para a constituinte), a bancada classista (servidores, patrões e empregados; setores urbanos não ligados às oligarquias), além de regras para as eleições e seu monitoramento (uma espécie de embrião para a Justiça Eleitoral que seria criada em 1934).

Todd’s Challenge: answer key

Hello, hello! We’re back with the answer key for our Summary Challenge.
(If you missed the challenge, you can see the test here)

Highlighted in blue are the main 6 points of the text and, in orange, the supporting detail. Check if you were able to correctly identify the major elements of the text and don’t forget to read the suggestions below for writing your summary

Text:

blogch01Commodity Rebound Evaporates as Slowing Demand Spells More Glut

in Commodity News 05/06/2017 (Source: Bloomberg)
http://www.hellenicshippingnews.com/commodity-rebound-evaporates-as-slowing-demand-spells-more-gluts/

So much for the commodity recovery.

After a 2016 rally that ended five straight years of declines, prices of everything from crude oil and zinc to sugar and soybeans are once again mired in slumps. The outlook for industrial materials like iron ore and coal may get even worse, with slowing economic growth in China — the world’s top consumer — compounding global surpluses. The Bloomberg Commodity Index has dropped for three straight months, the longest decline in more than a year.

While demand for many raw materials remains strong, the growth and the tight supplies that supported last year’s rally are fading, according to Macquarie Group Ltd. Oil inventories are so large that OPEC and its partners agreed in May to extend this year’s production cuts for another nine months. Global stockpiles of grain before the 2017 harvest are the biggest ever, and a London Metal Exchange price index is in its steepest decline since 2015.

“You can see weakness emerging in many parts of the supply chain,” Colin Hamilton, global head of commodities research at Macquarie, said by phone from London Thursday.

Some investors are betting prices have peaked amid signs that industrial activity is slowing in China, the world’s second-largest economy and the biggest buyer of many raw materials. The Caixin Manufacturing Purchasing Managers Index showed a contraction in May, the first in 11 months. The country’s imports of refined copper in April dropped by the most in six years and were the smallest since October.

Iron Ore

Among the worst hit in recent months was iron ore, one of the industrial metals and bulk commodities that are now past their cyclical peak, analysts at Macquarie said in a May 31 report.

The raw material used to make steel rallied 81 percent in 2016, and touched a two-year high of $94.86 a metric ton in February, as China stockpiled supply and looser economic policy stoked demand. Since the end of February, the price has tumbled 39 percent to $55.97 on Thursday, the lowest since October, according to Metal Bulletin Ltd. Macquarie predicted the slide will continue, averaging $50 in the third and fourth quarters, before slipping to $47 in 2018 as China looks to rein in lending to industrial sectors to get debt under control.

“China is tightening, and that’s never a good thing for commodities,” Hamilton said.

Strong underlying copper demand in China has been masked by a surge in scrap supply after a jump in prices last year, Macquarie said. Still, copper fabricators in the country will face headwinds as usage in areas like real estate slows in the second half of the year. The bank sees copper averaging $5,600 a ton in the fourth quarter, down from $5,619 on the LME Friday.

As a bellwether for the global economy, copper’s recent slide reflects fading optimism for a rebound in manufacturing, as well as less concern over supplies caused by mine disruptions earlier this year, according to Ole Hansen, head of commodity strategy at Saxo Bank A/S. “The supply story has been propping up copper as concerns about Chinese demand have started to come through,” he said by phone from Hellerup, Denmark.

The outlook isn’t all gloomy. Macquarie urged investors to buy precious metals like gold or silver, which have been rising, and select commodities where supply may be constrained by production limits in China, including aluminum and possibly stainless steel.

Saxo Bank’s Hansen also sees precious metals benefiting, likely from a slower pace of U.S. interest-rate increases this year as a slump in oil and other commodities eases inflation pressure. Funds piled into gold at the fastest pace since 2007 in the week to May 23.

“I’d be looking to play the upside with options or build an outright position if we move to slightly cheaper levels,” Hansen said.

With further losses eyed in well-supplied bulk commodities from metallurgical coal to manganese, Macquarie advises switching into metals like zinc and tin where supply constraints will offset softer demand, as well as markets like aluminum and alumina, where Chinese environmental reforms could crimp output. The bank also sees opportunities in metals like uranium that have fallen well below the cost of production, as well as precious metals, which may see inflows as hopes for a global reflation in economic activity continue to fade.

I’d definitely be defensively positioned in the main, and we’d be happier with precious metals exposure,” Hamilton said. Silver is the bank’s top pick on a six-month basis.

Vocabulary terms: Determine if the following terms can replace the terms from the text both semantically and grammatically.

rebound : recovery – T
evaporates : disappears – T
slowing demand : downswing – T
spells : indicates – T
gluts : rifts – F
mired in slumps : buried in downfalls – T
outlook : perspective – F
compounding global surpluses : worsening worldwide excess supply – T
fading : waning – T
stockpiles : hoards – T
steepest : most inclined – F
peaked : soared – F
amid signs : in the midst of warnings – T
contraction : shrinkage – T
hit : impacted – T
rallied : gathered – F
stoked : fueled – T
to rein in : to curb – T
propping up : backing – T
come through : tackle – F
gloomy : grim – T
constrained : limited – T
slower pace : deceleration – F
further : furthermore – F
offset : counterbalance – T
crimp output : hinder production – T
top pick : best option – T

SUMMARY IDEAS:

1) So much for the commodity recovery.

After a 2016 rally that ended five straight years of declines, prices of everything from crude oil and zinc to sugar and soybeans are once again mired in slumps.

  • The outlook for industrial materials like iron ore and coal may get even worse
  • slowing economic growth in China — compounding global surpluses.
  • While demand for many raw materials remains strong, the growth and the tight supplies that supported last year’s rally are fading

2) Some investors are betting prices have peaked amid signs that industrial activity is slowing in China

3) Iron Ore – Among the worst hit in recent months was iron ore – now past their cyclical peak

  • The raw material used to make steel rallied 81 percent in 2016
  • China stockpiled supply and looser economic policy stoked demand
  • China looks to rein in lending to industrial sectors to get debt under control.
  • “China is tightening, and that’s never a good thing for commodities,”

4) As a bellwether for the global economy, copper’s recent slide reflects fading optimism for a rebound in manufacturing, as well as less concern over supplies caused by mine disruptions earlier this year,

  • The outlook isn’t all gloomy. Macquarie urged investors to buy precious metals like gold or silver, which have been rising, and select commodities where supply may be constrained by production limits in China, including aluminum and possibly stainless steel.

5) Macquarie advises switching into metals like zinc and tin where supply constraints will offset softer demand, as well as markets like aluminum and alumina, where Chinese environmental reforms could crimp output.

6) “I’d definitely be defensively positioned in the main, and we’d be happier with precious metals exposure,” Hamilton said. Silver is the bank’s top pick on a six-month basis.

PARAGRAPH STRUCTURE:

Paragraph 1: elements 1 & 2

Paragraph 2: elements 3 & 4

Paragraph 3: elements 5 & 6

Todd’s Challenge: Summary Writing

One of the key reasons why so many IRBr candidates get such low scores on the Summary Writing exercise of the 3rd Phase English section is because people simply do not pay close enough attention to key vocabulary within the text and the 6 main elements found in the text.

Although the Summary score has changed (10 points for grammar and vocabulary and 5 points for style), the structure of the summary has remained the same. The key is to be as clean as possible with both grammar and word choice. Therefore, it is important to understand how to identify these elements and convey them in your own words in proper and effective English.

Try this exercise to see how close you are at identifying the proper meanings of key vocabulary and at re-writing/paraphrasing these 6 main elements. Good luck!!

Text:

blogch01Commodity Rebound Evaporates as Slowing Demand Spells More Glut

in Commodity News 05/06/2017 (Source: Bloomberg)
http://www.hellenicshippingnews.com/commodity-rebound-evaporates-as-slowing-demand-spells-more-gluts/

So much for the commodity recovery.

After a 2016 rally that ended five straight years of declines, prices of everything from crude oil and zinc to sugar and soybeans are once again mired in slumps. The outlook for industrial materials like iron ore and coal may get even worse, with slowing economic growth in China — the world’s top consumer — compounding global surpluses. The Bloomberg Commodity Index has dropped for three straight months, the longest decline in more than a year.

blogch02

While demand for many raw materials remains strong, the growth and the tight supplies that supported last year’s rally are fading, according to Macquarie Group Ltd. Oil inventories are so large that OPEC and its partners agreed in May to extend this year’s production cuts for another nine months. Global stockpiles of grain before the 2017 harvest are the biggest ever, and a London Metal Exchange price index is in its steepest decline since 2015.

“You can see weakness emerging in many parts of the supply chain,” Colin Hamilton, global head of commodities research at Macquarie, said by phone from London Thursday.

Some investors are betting prices have peaked amid signs that industrial activity is slowing in China, the world’s second-largest economy and the biggest buyer of many raw materials. The Caixin Manufacturing Purchasing Managers Index showed a contraction in May, the first in 11 months. The country’s imports of refined copper in April dropped by the most in six years and were the smallest since October.

Iron Ore

Among the worst hit in recent months was iron ore, one of the industrial metals and bulk commodities that are now past their cyclical peak, analysts at Macquarie said in a May 31 report.

The raw material used to make steel rallied 81 percent in 2016, and touched a two-year high of $94.86 a metric ton in February, as China stockpiled supply and looser economic policy stoked demand. Since the end of February, the price has tumbled 39 percent to $55.97 on Thursday, the lowest since October, according to Metal Bulletin Ltd. Macquarie predicted the slide will continue, averaging $50 in the third and fourth quarters, before slipping to $47 in 2018 as China looks to rein in lending to industrial sectors to get debt under control.

“China is tightening, and that’s never a good thing for commodities,” Hamilton said.

Strong underlying copper demand in China has been masked by a surge in scrap supply after a jump in prices last year, Macquarie said. Still, copper fabricators in the country will face headwinds as usage in areas like real estate slows in the second half of the year. The bank sees copper averaging $5,600 a ton in the fourth quarter, down from $5,619 on the LME Friday.

As a bellwether for the global economy, copper’s recent slide reflects fading optimism for a rebound in manufacturing, as well as less concern over supplies caused by mine disruptions earlier this year, according to Ole Hansen, head of commodity strategy at Saxo Bank A/S. “The supply story has been propping up copper as concerns about Chinese demand have started to come through,” he said by phone from Hellerup, Denmark.

The outlook isn’t all gloomy. Macquarie urged investors to buy precious metals like gold or silver, which have been rising, and select commodities where supply may be constrained by production limits in China, including aluminum and possibly stainless steel.

Saxo Bank’s Hansen also sees precious metals benefiting, likely from a slower pace of U.S. interest-rate increases this year as a slump in oil and other commodities eases inflation pressure. Funds piled into gold at the fastest pace since 2007 in the week to May 23.

“I’d be looking to play the upside with options or build an outright position if we move to slightly cheaper levels,” Hansen said.

With further losses eyed in well-supplied bulk commodities from metallurgical coal to manganese, Macquarie advises switching into metals like zinc and tin where supply constraints will offset softer demand, as well as markets like aluminum and alumina, where Chinese environmental reforms could crimp output. The bank also sees opportunities in metals like uranium that have fallen well below the cost of production, as well as precious metals, which may see inflows as hopes for a global reflation in economic activity continue to fade.

“I’d definitely be defensively positioned in the main, and we’d be happier with precious metals exposure,” Hamilton said. Silver is the bank’s top pick on a six-month basis.

Vocabulary terms: Determine if the following terms can replace the terms from the text both semantically and grammatically.

rebound : recovery
evaporates : disappears
slowing demand : downswing
spells : indicates
gluts : rifts
mired in slumps : buried in downfalls
outlook : perspective
compounding global surpluses : worsening worldwide excess supply
fading : waning
stockpiles : hoards
steepest : most inclined
peaked : soared
amid signs : in the midst of warnings
contraction : shrinkage
hit : impacted
rallied : gathered
stoked : fueled
to rein in : to curb
propping up : backing
come through : tackle
gloomy : grim
constrained : limited
slower pace : deceleration
further : furthermore
offset : counterbalance
crimp output : hinder production
top pick : best option

Summary: Six easy steps to good formatting in IRBr summary writing.

  1. Read the text below quickly (5-10 minutes maximum) to get the overall gist of the article itself.
  2. Skim back over the text and highlight what you feel are the 06 (six) main points/elements of the text.
  3. Re-write each key element in your own words below (try to be concise in your rewrites):

Element 1. _____________________________________________________________________________

______________________________________________________________________________________

Element 2.______________________________________________________________________________

______________________________________________________________________________________

Element 3.______________________________________________________________________________

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Element 4.______________________________________________________________________________

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Element 5.______________________________________________________________________________

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Element 6.______________________________________________________________________________

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  1. Decide how you can connect the six elements into couples (3 paragraphs) or triples (2 paragraphs) to formulate logical paragraphs.
  2. Determine what order you would place the connected elements within a larger text.
  3. Check to see if there is any supporting detail or concrete evidence from the text itself that can help you to better link one idea to another and/or one paragraph to another.

 

Sugestão de leitura: Balanço Energético Nacional

O governo federal divulgou o Balanço Energético Nacional 2017, relatório anual com dados sobre a produção e o consumo da energia no Brasil no ano anterior. O relatório, produzido pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE), apresenta informações relevantes sobre as matrizes energética e elétrica do país, temas que podem ser cobrados no Concurso de Admissão à Carreira Diplomática de 2017.

Apesar da oferta interna de energia ter reduzido em 2016, acompanhando a retração econômica, alguns dados do Balanço Energético Nacional devem ser destacados. O Brasil continua a apresentar matrizes energética e elétrica com participação bem maior de renováveis que a média mundial. A participação de fontes renováveis na matriz energética cresceu novamente no ano passado, especialmente devido à recuperação da participação da fonte hidráulica e à redução da oferta interna de derivados de petróleo. A energia eólica também apresentou resultados positivos, alcançando um aumento de mais de 50% da produção em relação a 2015.

O Balanço Energético Nacional 2017 traz todas essas informações e muitas outras de forma condensada e de fácil compreensão. Uma leitura imperdível para os candidatos do CACD 2017!

BEN2017

 

Centenário das Revoluções Russas

Há 100 anos, em São Petersburgo (à época, Petrogrado), ocorriam os chamados Dias de Julho, levantes populares contra o Governo Provisório Russo que havia sido instaurado após a Revolução Russa de Fevereiro de 1917. Os Dias de Julho inserem-se no processo revolucionário russo representando o crescente embate entre mencheviques e bolcheviques que levaria à Revolução de Outubro de 1917. Em homenagem ao centenário das Revoluções Russas, o blog Sapi fez um resumo sobre o processo que desencadeou as duas revoluções, levando ao fim do czarismo russo e a ascensão do governo soviético.

Antecedentes das Revoluções Russas

As bases para o movimento revolucionário de 1917 têm origem tanto em crises internas e externas que remontam à segunda metade do século XIX quanto na formação de grupo políticos articulados na virada para o século XX. A primeira questão que pode ser apontada como antecedente para a revolução é a Guerra da Crimeia. A perda de prestígio por causa da derrota militar levou a um esforço de modernização promovido pelo czar Alexandre II para reduzir o atraso russo em relação aos países ocidentais, exemplificado pelo expansionismo para o leste. Esse esforço, contudo, intensificou a crise interna russa pela deterioração das condições de vida da população, especialmente no campo. Em 1861, a abolição da servidão, majoritariamente teórica, abriu margem para a intensificação de movimentos populares no campo, incluindo um chamado “A Vontade do Povo”, que passa a promover atentados e consegue assassinar o czar Alexandre II, em 1881. O esforço de modernização de Alexandre II acabou sendo responsável, em maior ou menor escala, pela formação dos atores políticos russo no contexto pré-revolucionário.

As características da incipiente industrialização russa também influenciaram a formação desses atores. Além de dependente do capital internacional, a industrialização da Rússia ocorreu de forma amplamente concentrada, particularmente nas cidades de Moscou e São Petersburgo. Essa concentração torna o nascente movimento operário menos difuso que o observado em outros países mais industrializados como Inglaterra ou França, auxiliando na sua capacidade de articulação. A partir do meio urbano surgem dois importantes partidos políticos na Rússia: o Partido Constitucional Democrata, de 1905, comprometido com o liberalismo político (criação de uma constituição e um parlamento/Duma) e com aproximação com ocidente cujos membros eram chamados de kadets, ; e o Partido Social-Democrata dos Operários Russos (PSDOR), de 1898, com inspiração no partido socialista alemão (SPD) e na Segunda Internacional Socialista. A cisão do PSDOR em 1903 dá origem aos dois grupos mais conhecidos no contexto das Revoluções Russas: os mencheviques, ou minoria, que defendiam o socialismo científico de Marx e o caráter processual da revolução; e os bolcheviques, ou maioria, que defendiam a necessidade de radicalização da revolução. Um terceiro ator político relevante é o Partido Social-Revolucionário, de 1901, responsável pela institucionalização do movimento do campo e comprometido com a reforma agrária.

RR domingoA nova derrota militar russa na Guerra Russo-Japonesa (1904-1905) – esforço de expansão para leste levou ao embate com Japão – intensifica a insatisfação popular com monarca Nicolau II, além de causar o descrédito da Marinha russa. Em meio às críticas à guerra, o episódio do Domingo Sangrento catalisou o descontentamento da população com o czar. A violenta repressão contra a manifestação popular em São Petersburgo deu início ao que ficou conhecido como Ensaio Geral ou Revolução de 1905, expressão da insatisfação do povo russo contra Nicolau II que se traduziu em novas manifestações e greves, secundadas por setores da Marinha insatisfeitos com as condições e com o prestígio dos marinheiros, e na constituição dos Sovietes, espécie de Conselho de Operários. O czar respondeu às pressões populares por meio do Manifesto de Outubro, no qual permitia a criação da Duma (parlamento), além de se comprometer com a liberdade de imprensa e condições de igualdade para diferentes nacionalidades dentro do império. Essas transformações, contudo, são artificiais: a Duma é controlada pela aristocracia czarista e, com o retorno da estabilidade, Nicolau II retoma as tradições absolutistas.

Revolução de Fevereiro de 1917

RR armas

A participação da Rússia na Primeira Guerra Mundial reascende as tensões da população contra o monarca. O custo do esforço de guerra demonstra ser muito alto para o povo: além da acentuação da crise econômica, o envolvimento em mais um conflito militar gerou muita insatisfação popular. A derrota na campanha de Galipolli, que visava a tomada do estreito de Dardanelos, estratégico para a Rússia, gerou medo de uma nova empreitada militar mal sucedida como havia sido em 1904. Novas manifestações e greves contra o czar demonstraram a incapacidade do governo em lidar com as demandas populares, o que levou os revolucionários a tomar a Duma e forçar a abdicação de Nicolau II.

RR fevereiroÉ instaurado o Governo Provisório Russo, dominado pelos mencheviques (dentre os quais, Kerensky) com o apoio dos liberais (kadets) e social-revolucionários. O governo oficial defendia a via moderada, sem o aprofundamento da revolução, a permanência na guerra, visando a conquista dos estreitos turcos, e a convocação de uma assembleia constituinte. Apesar da instabilidade do período, algumas medidas progressistas foram conquistadas, como a separação entre Igreja e Estado, a aprovação da jornada de oito horas e a afirmação dos direitos civis fundamentais (como a liberdade de expressão, de imprensa e de reunião).

O período do Governo Provisório, entretanto, foi marcado pela crescente oposição dos bolcheviques, concentrados no Soviete de São Petersburgo, que desejavam o aprofundamento do processo revolucionário. Passa a existir, em verdade, uma espécie de Poder Duplo no país, por um lado, exercido pelo governo provisório moderado e, por outro, pelo Soviete de São Petersburgo. A decisão dos moderados pela permanência na guerra permitiu o fortalecimento dos bolcheviques, já que a população era majoritariamente contrária ao conflito e as condições de vida deterioravam cada vez mais, com a fome atingindo uma grande parcela da população. Nesse contexto, as Teses de Abril de Lênin encontraram apoio popular ao defender o acesso a pão, terra e paz, o que fortaleceu o movimento bolchevique.

19170704_Riot_on_Nevsky_prosp_PetrogradOs Dias de Julho ocorrem nesse contexto de embate entre governo provisório e bolcheviques. Os protestos ocorridos no início de julho em São Petersburgo aproveitaram-se de um momento de fragilidade institucional do governo provisório para demandar que os sovietes tomassem o poder e implementassem uma agenda mais favorável aos trabalhadores russos. Apesar da adesão de grupos opositores ao governo provisório, como bolcheviques e anarquistas, a tentativa de tomada de poder não foi bem sucedida, levando a um breve enfraquecimento dos bolcheviques.

A vitória do governo provisório, contudo, não garantiu o seu fortalecimento, já que a incapacidade de implementar as mudanças demandadas continuava a aumentar a insatisfação popular com os mencheviques. O golpe de Kornilov, a tentativa de golpe por parte do Exército russo em setembro de 1917, demonstrou a fragilidade do governo provisório, que conseguiu resistir ao levante por causa do apoio dos bolcheviques e sua Guarda Vermelha. Ao fim do episódio, os mencheviques demonstravam-se cada vez mais fracos e os bolchevique, mais fortes.

RR Guarda vermelha.jpgEm outubro de 1917, os bolcheviques insurgiram contra o governo provisório por meio do Comitê Militar-Revolucionário (CMR). O governo provisório não conseguiu resistir: em poucos dias os bolcheviques tinham tomado as principais instalações governamentais e Kerensky tinha fugido do país. O novo governo instaurado defendia as ideias propostas nas Teses de Abril de Lênin, como acesso à terra para camponeses, protagonismo operário e nacionalização dos recursos naturais. O governo bolchevique também negociou a saída da Rússia da guerra por meio da negociação, com a Alemanha, do acordo de Brest-Litosvki, de 1918, no qual os russos se comprometeram com o pagamento de reparação financeira e com perdas territoriais. A ascensão dos bolcheviques, apesar da pouca resistência inicial, não foi completamente pacífica, já que, pouco depois, eclode a Guerra Civil Russa, que duraria até 1922.