Retrospectiva 2016 e Boas Festas

2016 está chegando ao fim! E olha, foi um ano intenso aqui no Curso Sapientia, viu? Passamos por dificuldades, sofremos perdas importantes (Viva Anariá!), mas também tivemos muitas vitórias e alegrias. Desenvolvemos um trabalho do qual nos orgulhamos, com profissionalismo e dedicação, e tivemos uma resposta muito positiva dos nossos alunos. Coroamos todo esse esforço ao comemorar a aprovação de vários alunos e amigos no CACD 2016.

Como fim de ano é um momento propício para fazer esse tipo de balanço, queremos aproveitar para agradecer. Agradecer principalmente a você que acompanha e confia no nosso trabalho. E como agradecimento, preparamos um vídeo especial para você, uma retrospectiva de 2016 e nossos votos para 2017. Esperamos que gostem e que possamos continuar juntos no próximo ano para alcançar o seu sonho de entrar no Instituto Rio Branco.

Aviso: o Curso Sapientia entrará em recesso hoje e voltará no dia 09 de Janeiro. Até lá!

Boas festas e um excelente 2017!

Papo Sapiente Dose Dupla

O Natal chegou mais cedo para os cacedistas esse ano! Devido ao sucesso do Papo Sapiente com Sarah Venites, aprovada no CACD 2016, decidimos encerrar o ano de 2016 com tudo e vamos promover mais DOIS eventos ao vivo, on-line e gratuitos.

Se você gostou de ouvir sobre a experiência da Sarah, sobre as dificuldades pelo caminho e como superá-las, sobre estratégias que deram certo para ela e se você se sentiu ainda mais motivado (a) para continuar nessa árdua jornada chamada CACD, você não pode perder nossos próximos encontros. Vamos conversar com outros dois aprovados na prova desse ano com histórias interessantes para compartilhar: Tiago Siscar e Emanuel Sebag.

E quando será isso? O primeiro Papo Sapiente será com o Tiago Siscar, HOJE, dia 21/12, às 20h. Amanhã, dia 22/12, conversaremos com o Emanuel Sebag, também às 20h.

Para quem não conhece o formato dos webinários do Curso Sapientia, eles são inteiramente on-line e você recebe o link para participar da transmissão cerca de 15 minutos antes do horário marcado para o evento.

Você não pode perder essa oportunidade! Clique na imagem abaixo e faça a sua inscrição 🙂
PS: se você já estava inscrito no webinário com a Sarah Venites, já foi automaticamente incluído na lista para os próximos eventos.

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3 Perguntas: Manoel de Barros

Em 19 de dezembro de 1916, nascia Manoel de Barros. Considerado um dos maiores poetas brasileiros, produziu extensa obra em seus 97 anos de vida. Seu estilo, apesar de parecer simples, tem características específicas e experimentais importantes, que podem confundir o cacedista menos familiarizado com sua escrita.

Para comemorar o centenário do autor, o professor Ivo Yonamine respondeu 3 Perguntas sobre Manoel de Barros e sua presença no CACD. Confira!

  1. Quem foi Manoel de Barros?
  2. Como é a obra de Manoel de Barros?
  3. Como ele é cobrado no CACD?

 

China: economia de mercado?

yuanO último dia 11 de dezembro marcou o aniversário de 15 anos da entrada da República Popular da China na Organização Mundial do Comércio. De acordo com o governo chinês, esse marco também significa o reconhecimento automático pelos outros Estados-membros da OMC da China como uma economia de mercado, interpretação não-consensual do acordo e que traria impactos significativos para o comércio internacional.

O Protocolo de Acessão da República Popular da China à Organização Mundial de Comércio, assinado em 2001, estabelecia um sistema especial para lidar com as práticas comerciais e econômicas chinesas, em particular o dumping (oferta de um produto no mercado internacional a preço inferior a seu valor normal praticado internamente). Nesse sistema especial, além do ônus da prova caber ao país exportador, a comparação entre o valor praticado internacionalmente pela China seria feita em relação a um terceiro país, para não ser influenciado pela interferência do governo chinês nos preços internos. Para as economias consideradas de mercado, a verificação do dumping é feita através de comparação com os valores praticados no âmbito interno do próprio país exportador. Em ambos os casos, havendo a verificação de disparidade excessiva, o país importador pode aplicar medidas antidumping para neutralizar os efeitos danosos da entrada de produtos com preços reduzidos artificialmente. Se o país exportador achar que a medida é excessiva, pode acionar a OMC contra as medidas antidumping aplicadas contra ele.

Apesar da China entender que o 11 de dezembro significou o reconhecimento automático, essa abordagem não tem sido amplamente aceita. O diretor-geral da OMC, Roberto Azevêdo, afirmou que a organização não determina precisamente quem é ou não uma economia de mercado: “Não há uma metodologia ou uma precisão absoluta […] Não é a OMC quem diz isso, cada país determina se um determinado parceiro comercial é uma economia de mercado ou não.” Além disso, pode-se entender que o prazo de 15 anos significaria apenas o fim do sistema especial de verificação para a China, mantendo o sistema regular, aplicado em casos excepcionais para todos os países-membros da OMC. Nesse sistema, há a possibilidade de adotar uma metodologia alternativa para o cálculo de margem de dumping desde que o importador comprove que o setor/país em questão não está praticando as condições de uma economia de mercado (retirando, assim, a responsabilidade do exportador).

Dumping e a relação Brasil-China

A problemática dos preços praticados pelos chineses não é uma novidade na relação com o Brasil, sendo uma das grandes reclamações da indústria brasileira, principalmente em relação a setores sensíveis como têxteis, calçados, brinquedos e até mesmo o automotivo. Apesar das reclamações dos empresários nacionais, que demandam medidas de defesa comercial contra a China, o governo brasileiro o faz de forma cautelosa. Apesar de recorrentemente adotar medidas antidumping contra seu principal parceiro comercial, o Brasil evita aplicar outras medidas permitidas, como salvaguardas, para evitar constranger a relação com a China, preferindo medidas alternativas, como negociações bilaterais para restrição voluntária de importações. Outra forma que o Brasil atua em relação aos produtos chineses é através da elevação da Tarifa Externa Comum (TEC) do MERCOSUL ou uso das listas de exceção à TEC da organização, pois assim não há uma discriminação dos exportadores chineses (mesmo que eles sejam o alvo principal da medida).

Reconhecimento brasileiro do status chinês

Antes mesmo da data estabelecida pelo protocolo da OMC para o fim do sistema especial, a China já pressionava o Brasil em relação às constantes medidas antidumping aplicadas, argumentando que o Brasil já havia feito o reconhecimento do status da China como economia de mercado, logo estaria impedido de utilizar a provisão especial. Essa questão remonta ao Memorando de Entendimento sobre Cooperação em Matéria de Comércio e Investimento, assinado em 2004 pelos Ministros de Relações Exteriores dos dois países, no qual o Brasil reconhecia a China como economia de mercado. Apesar do acordo, para fins de defesa comercial, o Brasil não reconhece formalmente a China como uma economia de mercado.

O memorando foi assinado em um momento em que o Brasil buscava o apoio da China para seu pleito por um assento no Conselho de Segurança da ONU e buscava, dessa forma, intensificar as relações com um importante ator dentro da organização. Apesar da China não ter correspondido da forma esperada, já que nunca apoiou formalmente o pleito brasileiro (apesar de não o rejeitar), a não-obrigatoriedade do Memorando de 2004 decorre de outras questões, mais formais e específicas que apenas políticas. Primeiramente, memorandos de entendimento por si só não possuem força vinculante, sendo necessárias ações específicas para criar a obrigatoriedade jurídica. Nesse caso, por criar encargos gravosos ao Estado brasileiro, necessitaria aprovação parlamentar, o que nunca foi feito. A Câmara de Comércio Exterior (Camex) também não regulamentou o caso chinês em específico, não havendo, então, a internalização desse entendimento.

O governo brasileiro utiliza uma série de parâmetros para avaliar a existência de condições de economia de mercado, dentre os quais destacam-se o grau de controle governamental, tanto sobre empresas e meios de produção quanto sobre alocação de recursos e preços; a capacidade de livre determinação de salários; a existência de legislação aplicável em matéria de investimentos e tributação; e o nível de interferência estatal sobre operações de câmbio. Já a UNCTAD define economia de mercado em termos mais generalizantes, estipulando a livre determinação de níveis de produção, consumo, investimento e poupança, sem intervenção do governo, como condição para esse reconhecimento. Levando em consideração esses critérios, pode-se afirmar que a China não opera ainda em condições majoritariamente de mercado, já que há grande interferência estatal em diversos aspectos da economia chinesa, como a taxa de câmbio e a formação de preços.

Estados Unidos e União Europeia

Se as projeções para as relações entre Estados Unidos e China para os próximos anos já se mostravam reticentes após a eleição de Donald Trump, a questão do reconhecimento da economia chinesa poderá ser mais um obstáculo a ser enfrentado – e com dificuldades. Durante a campanha presidencial, Trump não poupou críticas às políticas econômicas chinesas, em especial à manipulação cambial. A taxa de câmbio artificial chinesa é um importante fator da dificuldade para considerar aquela economia como verdadeiramente de mercado. Apesar disso, a China não dá sinais de que irá recuar de sua demanda por reconhecimento, tendo entrado, já no dia 12 de dezembro, com uma queixa contra os Estados Unidos e contra a União Europeia na OMC devido a esses países continuarem utilizando a metodologia especial para as importações provenientes da China ao invés da metodologia utilizada para as economias de mercado.

Apesar de ainda não ter se voltado para o Brasil, nada impede que a China faça reclamação similar contra o país no futuro próximo, o que poderá criar tensões na relação com o maior parceiro comercial brasileiro.

Referências:

China Doesn’t Deserve Its ‘Market Economy’ Status By WTO

China exige na OMC ser reconhecida como economia de mercado

China starts trade battle over Market Economy Status

China’s push for status as a market economy

Todd’ Challenge: Answer Key

Hello, hello! We’re back with the answer key for our Summary Challenge.
(If you missed the challenge, you can see the test here)

Highlighted in blue are the main 6 points of the text and, in orange, the supporting detail. Check if you were able to correctly identify the major elements of the text and don’t forget to read the suggestions below for writing your summary.

What Indian Women Want
A Turning Point for the Feminism Movement
By Ira Trivedi
Foreign Affairs, August 5, 2016

Last year, on the evening of September 15, a group of one hundred young women from some of New Delhi’s top universities took to the streets. They hoisted banners and posters and chanted “pinjra tod,” or “break the cage,” the slogan of their new campaign to end the curfew placed upon them at their schools. Earlier that month, university administrators at Delhi University passed a rule prohibiting female students from leaving their dormitories after 6:30 PM or in more lenient cases, 8:00 PM. Students who flouted the curfew were penalized with further restrictions or faced losing their spot at the coveted dormitories, which are provided only to those who score in the top percentile in the national high school exams.

After the sickening rape, torture, and murder of a 23-year-old girl on a New Delhi bus in 2012, relentless calls for greater security followed, with a number of positive outcomes: the government amended sexual harassment laws, laid out harsher sentence for sexual crimes, created fast track courts to expedite prosecution, and amended other protective laws, such as the Protection of Children from Sexual Offences Act, to ensure the gravest punishment provision for the offenders.

But in many ways—particularly the curfew—these changes reflect a pervasive, patriarchal mindset, one that continues to hold women responsible for their own rape. As a nationwide debate on women’s safety persisted after the gang rape, young women everywhere were discouraged from pursuing careers on account of their safety. “Women are equally responsible for crimes committed against them,” said Vibha Rao, chair of the Chhattisgarh State Women’s Commission, at the time. As the argument goes, the 23-year-old victim, who had been a promising student and was returning to campus with a male friend at 9:30PM after having watched a film, would still be alive today if she had simply stayed home.

According to Aditi Bhargava, a 21-year-old computer engineer, her parents had encouraged her to devote herself to her studies and attend college, but have asked her to find a job that would allow her to work from home because they feel it is unsafe for her to be out after 4 PM. “My male classmates have jobs that pay them a salary,” Bhargava told me. “I can’t take such a job because the offices of software companies are usually in the suburbs and I am banned by my family from travelling at night, even if it is an office car.”

THE MORALITY POLICE

In my visits to colleges across the country, I heard the same story from all of the young women I spoke with—how they were allowed to study but not work and how stricter curfews threaten what little freedom they have on their campuses. Chandini Patel, a student at Lady Shri Ram, one of India’s top all-women’s colleges, told me that after the 2012 gang rape, dormitory curfews, which had already been in place, were further tightened from 8 PM to 6PM. “They locked the doors…saying that it was for our benefit,” said Patel. “Girls who broke the curfew were kicked out of the dorm and threatened with expulsion. After the rape, the situation for us and for girls across India became much worse than before.”

Indeed, the restriction has instead curbed young women’s access to libraries, laboratories, and other university facilities. Anjali Singh, who is studying history at Hindu College, explained to me, “We take the same classes as boys, and also the same exams, but the boys can take after-school coaching classes and use the library till midnight. We are locked in at 6 PM.”

Strict curfew hours also highlight the bigger issue of moral policing that students are constantly being subjected to. Female students recounted to me how they were interrogated on what they were wearing, where they were going, and even whom they were meeting. Patel views the curfew as an attempt to assert even greater authority over women. “Curfews and deadlines are not about women’s safety but about patriarchy and control,” she said.

That is why movements like Pinjra Tod are so rare are also so important. They fight not only rules, but patriarchal mindsets. It may, in fact be the beginning of India’s first feminist movement. In a letter to the chairperson of the Delhi Commission for Women, the Pinjra Tod campaigners wrote:

These incidents of moral-policing seek to reinforce a certain Brahmanical notion of the “good” and the “obedient” woman who talks politely, wears “decent” clothes, does not “question” the administration, family or society, does not indulge in independent/transgressive “relationships,” marries into their caste and class—the qualifications are endless.

In the weeks that followed the new curfew, campaigners took to social media, posting on their Facebook page and tweeting, to mobilize students and spread the message. They held protests, spray-painted campus buildings with #breakthecage and #pinjratod, circulated petitions calling for the removal of the curfew, and presented letters to various government and regulatory bodies.

Although it took close to six months of campaigning, the efforts of the Pinjra Tod activists paid off. In May of this year, in response to a report on the curfew, the Delhi Commission for Women sent a notice to 23 universities and two institutes asking them to explain their restrictions on women’s freedom of movement. The commission also declared a plan to issue a set of guidelines on how to promote gender equality on campus.

After Pinjra Tod,  other campaigns followed. In the past year, a series of similar movements have erupted across the country in varying scale and size. One week after Pinjra Tod was launched, students from the Sri Sairam Engineering College in the south Indian city of Chennai, took to the streets to protest a circular issued by the college authorities that restricted female students from wearing jeans and leggings and talking with students of the opposite sex.

Following the much publicized protests, the campus director was removed and new rules were put into place to protect women from harassment, such as replacing male on-campus supervisors with female ones and setting up an elected student union to represent campus needs.

INDIAN FEMINISM

Although India has made some historical improvements on gender issues, it has not yet had a coherent female-led feminist movement. Some of the most prominent women’s reforms have in fact been initiated and led by men. For example, social reformer Raja Ram Mohan Roy led a movement in the nineteenth century in Bengal to abolish sati, the custom of burning a widow alive on her husband’s funeral pyre. He also pushed forth a ban on child marriage and promoted women’s education and legal rights.

In 1931, in British-ruled India, the Karachi Resolution, which was passed by the Indian National Congress, enumerated a number of basic rights, including universal suffrage. This led to a provision in India’s Constitution, enacted in 1949, that declared equality between the sexes and granted both Indian men and women voting rights after independence from the British. It was a gallant effort, but led exclusively by men. According to Martha Nussbaum, a prominent philosopher and professor at the University of Chicago, India’s constitution is “remarkably woman-friendly and an example from which America could learn.” Indeed, since independence in 1947, a number of feminist groups, which were led by women, have made great strides on the legal front by banning dowry and sex-selective abortions and by advocating for stringent sexual harassment laws. As a result, India now has strong, women-friendly laws in the areas of sexual harassment, rape, domestic violence, female feticide, dowry, abortion, marriage, and divorce. But the problem lies in getting those laws enforced—and this requires changing the mindset of a deeply patriarchal culture. That can only happen with a feminist movement.

At this point, although movements like Pinjra Tod are small, they are the closest thing to a feminist revolution that India has ever seen. However fledgling, they are beginning to knock, albeit softly, against deeply ingrained patriarchal mindsets.

Summary Ideas:

1) one hundred young women – protests“pinjra tod, or “break the cage,” the slogan of their new campaign to end the curfew placed upon them at their schools.
– After the sickening rape, torture, and murder of a 23-year-old girl on a New Delhi bus in 2012,

2) the government amended sexual harassment laws, laid out harsher sentence for sexual crimes, created fast track courts to expedite prosecution, and amended other protective laws, such as the Protection of Children from Sexual Offences Act, to ensure the gravest punishment provision for the offenders.
– But in many ways—particularly the curfew—these changes reflect a pervasive, patriarchal mindset,
– As the argument goes, the 23-year-old victim, who had been a promising student and was returning to campus with a male friend at 9:30PM after having watched a film, would still be alive today if she had simply stayed home.

3) In my visits to colleges across the country, I heard the same story from all of the young women I spoke with—how they were allowed to study but not work and how stricter curfews threaten what little freedom they have on their campuses.
– the restriction has instead curbed young women’s access to libraries, laboratories, and other university facilities.
– Female students recounted to me how they were interrogated on what they were wearing, where they were going, and even whom they were meeting.

4) That is why movements like Pinjra Tod are so rare are also so important. They fight not only rules, but patriarchal mindsets
Pinjra Tod activists paid off. In May of this year, in response to a report on the curfew, the Delhi Commission for Women sent a notice to 23 universities and two institutes asking them to explain their restrictions on women’s freedom of movement. The commission also declared a plan to issue a set of guidelines on how to promote gender equality on campus. 

5) Although India has made some historical improvements on gender issues, it has not yet had a coherent female-led feminist movement. Some of the most prominent women’s reforms have in fact been initiated and led by men. For example, social reformer Raja Ram Mohan Roy led a movement in the nineteenth century in Bengal to abolish sati, the custom of burning a widow alive on her husband’s funeral pyre. He also pushed forth a ban on child marriage and promoted women’s education and legal rights.

6) As a result, India now has strong, women-friendly laws in the areas of sexual harassment, rape, domestic violence, female feticide, dowry, abortion, marriage, and divorce. But the problem lies in getting those laws enforced—and this requires changing the mindset of a deeply patriarchal culture. That can only happen with a feminist movement.

PARAGRAPH STRUCTURE: two possibilities

3 paragraphs: 1) elements 1 / 2
2) elements 3 /4
3) elements 4 / 5

2 paragraphs: 1) elements 1 / 2 / 3
2) elements 4 /5 / 6

Todd’s Challenge: Summary Writing

Hello, hello! It’s time for another one of Todd‘s challenges!

One of the key reasons why so many IRBr candidates get such low scores on the Summary Writing exercise of the 3rd Phase English section is because people simply do not pay close enough attention to the CESPE scoring style.

The texts are scored based on 6 main elements found in the text (worth 2.0 points each; 12 points total) and the candidate’s Use of English (worth 3.0 points total) for a total score of 15 points. Therefore, it is important to understand how to identify these elements and convey them in your own words in proper and effective English. Try this exercise to see how close you are at identifying and re-writing/paraphrasing these 6 main elements.

Summary: Six easy steps to good formatting in IRBr summary writing.

  1. Read the text below quickly (5-10 minutes maximum) to get the overall gist of the article itself.
  2. Skim back over the text and highlight what you feel are the 06 (six) main points/elements of the text.
  3. Re-write each key element in your own words below (try to be concise in your rewrites):

Element 1:
Element 2:
Element 3:
Element 4:
Element 5:
Element 6:

  1. Decide how you can connect the six elements into couples (3 paragraphs) or triples (2 paragraphs) to formulate logical paragraphs.
  2. Determine what order you would place the connected elements within a larger text.
  3. Check to see if there is any supporting detail or concrete evidence from the text itself that can help you to better link one idea to another and/or one paragraph to another.

Summary: In no more than 200 words, summarize the author’s main points.

What Indian Women Want
A Turning Point for the Feminism Movement
By Ira Trivedi
Foreign Affairs, August 5, 2016

Last year, on the evening of September 15, a group of one hundred young women from some of New Delhi’s top universities took to the streets. They hoisted banners and posters and chanted “pinjra tod,” or “break the cage,” the slogan of their new campaign to end the curfew placed upon them at their schools. Earlier that month, university administrators at Delhi University passed a rule prohibiting female students from leaving their dormitories after 6:30 PM or in more lenient cases, 8:00 PM. Students who flouted the curfew were penalized with further restrictions or faced losing their spot at the coveted dormitories, which are provided only to those who score in the top percentile in the national high school exams.

After the sickening rape, torture, and murder of a 23-year-old girl on a New Delhi bus in 2012, relentless calls for greater security followed, with a number of positive outcomes: the government amended sexual harassment laws, laid out harsher sentence for sexual crimes, created fast track courts to expedite prosecution, and amended other protective laws, such as the Protection of Children from Sexual Offences Act, to ensure the gravest punishment provision for the offenders.

But in many ways—particularly the curfew—these changes reflect a pervasive, patriarchal mindset, one that continues to hold women responsible for their own rape. As a nationwide debate on women’s safety persisted after the gang rape, young women everywhere were discouraged from pursuing careers on account of their safety. “Women are equally responsible for crimes committed against them,” said Vibha Rao, chair of the Chhattisgarh State Women’s Commission, at the time. As the argument goes, the 23-year-old victim, who had been a promising student and was returning to campus with a male friend at 9:30PM after having watched a film, would still be alive today if she had simply stayed home.

According to Aditi Bhargava, a 21-year-old computer engineer, her parents had encouraged her to devote herself to her studies and attend college, but have asked her to find a job that would allow her to work from home because they feel it is unsafe for her to be out after 4 PM. “My male classmates have jobs that pay them a salary,” Bhargava told me. “I can’t take such a job because the offices of software companies are usually in the suburbs and I am banned by my family from travelling at night, even if it is an office car.”

THE MORALITY POLICE

In my visits to colleges across the country, I heard the same story from all of the young women I spoke with—how they were allowed to study but not work and how stricter curfews threaten what little freedom they have on their campuses. Chandini Patel, a student at Lady Shri Ram, one of India’s top all-women’s colleges, told me that after the 2012 gang rape, dormitory curfews, which had already been in place, were further tightened from 8 PM to 6PM. “They locked the doors…saying that it was for our benefit,” said Patel. “Girls who broke the curfew were kicked out of the dorm and threatened with expulsion. After the rape, the situation for us and for girls across India became much worse than before.”

Indeed, the restriction has instead curbed young women’s access to libraries, laboratories, and other university facilities. Anjali Singh, who is studying history at Hindu College, explained to me, “We take the same classes as boys, and also the same exams, but the boys can take after-school coaching classes and use the library till midnight. We are locked in at 6 PM.”

Strict curfew hours also highlight the bigger issue of moral policing that students are constantly being subjected to. Female students recounted to me how they were interrogated on what they were wearing, where they were going, and even whom they were meeting. Patel views the curfew as an attempt to assert even greater authority over women. “Curfews and deadlines are not about women’s safety but about patriarchy and control,” she said.

That is why movements like Pinjra Tod are so rare are also so important. They fight not only rules, but patriarchal mindsets. It may, in fact be the beginning of India’s first feminist movement. In a letter to the chairperson of the Delhi Commission for Women, the Pinjra Tod campaigners wrote:

These incidents of moral-policing seek to reinforce a certain Brahmanical notion of the “good” and the “obedient” woman who talks politely, wears “decent” clothes, does not “question” the administration, family or society, does not indulge in independent/transgressive “relationships,” marries into their caste and class—the qualifications are endless. 

In the weeks that followed the new curfew, campaigners took to social media, posting on their Facebook page and tweeting, to mobilize students and spread the message. They held protests, spray-painted campus buildings with #breakthecage and #pinjratod, circulated petitions calling for the removal of the curfew, and presented letters to various government and regulatory bodies.

Although it took close to six months of campaigning, the efforts of the Pinjra Tod activists paid off. In May of this year, in response to a report on the curfew, the Delhi Commission for Women sent a notice to 23 universities and two institutes asking them to explain their restrictions on women’s freedom of movement. The commission also declared a plan to issue a set of guidelines on how to promote gender equality on campus.

After Pinjra Tod,  other campaigns followed. In the past year, a series of similar movements have erupted across the country in varying scale and size. One week after Pinjra Tod was launched, students from the Sri Sairam Engineering College in the south Indian city of Chennai, took to the streets to protest a circular issued by the college authorities that restricted female students from wearing jeans and leggings and talking with students of the opposite sex.

Following the much publicized protests, the campus director was removed and new rules were put into place to protect women from harassment, such as replacing male on-campus supervisors with female ones and setting up an elected student union to represent campus needs.

INDIAN FEMINISM

Although India has made some historical improvements on gender issues, it has not yet had a coherent female-led feminist movement. Some of the most prominent women’s reforms have in fact been initiated and led by men. For example, social reformer Raja Ram Mohan Roy led a movement in the nineteenth century in Bengal to abolish sati, the custom of burning a widow alive on her husband’s funeral pyre. He also pushed forth a ban on child marriage and promoted women’s education and legal rights.

In 1931, in British-ruled India, the Karachi Resolution, which was passed by the Indian National Congress, enumerated a number of basic rights, including universal suffrage. This led to a provision in India’s Constitution, enacted in 1949, that declared equality between the sexes and granted both Indian men and women voting rights after independence from the British. It was a gallant effort, but led exclusively by men. According to Martha Nussbaum, a prominent philosopher and professor at the University of Chicago, India’s constitution is “remarkably woman-friendly and an example from which America could learn.” Indeed, since independence in 1947, a number of feminist groups, which were led by women, have made great strides on the legal front by banning dowry and sex-selective abortions and by advocating for stringent sexual harassment laws. As a result, India now has strong, women-friendly laws in the areas of sexual harassment, rape, domestic violence, female feticide, dowry, abortion, marriage, and divorce. But the problem lies in getting those laws enforced—and this requires changing the mindset of a deeply patriarchal culture. That can only happen with a feminist movement.

At this point, although movements like Pinjra Tod are small, they are the closest thing to a feminist revolution that India has ever seen. However fledgling, they are beginning to knock, albeit softly, against deeply ingrained patriarchal mindsets.

3 Perguntas: Viagem do presidente Temer à Ásia

Com o noticiário nacional constantemente focado nas questões domésticas, é fácil perder alguns acontecimentos interessantes da diplomacia brasileira. Como muitos devem saber, o presidente Temer viajou em outubro para a Ásia, para participar da 8ª Cúpula dos BRICS que ocorreu em Goa, na Índia. Mas você sabe quais foram os resultados efetivos dessa viagem? Quais os principais objetivos que o Brasil visava atingir nessa ocasião?

Para explicar melhor a participação brasileira na Cúpula e as iniciativas brasileiras atuais para o continente asiático, o diplomata e professor do Curso Sapientia Leonardo Rocha Bento respondeu 3 Perguntas sobre a viagem do presidente Temer e seus resultados concretos.

1. Houve alguma grande novidade na última cúpula dos BRICS?

2. Quais foram os principais resultados da viagem à Índia?

3. A visita ao Japão é um recomeço para o relacionamento bilateral?

Evolução da PEB no período militar (parte 2)

OBS: Essa é a segunda parte do artigo sobre Política Externa Brasileira no período militar. A primeira parte pode ser acessada aqui.

A inserção internacional brasileira durante o período militar (1964-1985) é recorrentemente descrita na literatura especializada como uma atuação heterogênea e não uniforme devido aos planos de ação diversos dos governos militares. Apesar disso, a política externa no período manteve algumas características constantes, aspecto comum na diplomacia brasileira, que preza pela continuidade, entre os quais destacam-se a preocupação em resguardar a soberania nacional e a defesa do interesse brasileiro. A atuação distinta dos governos de Castello Branco (1964-1967), Costa e Silva (1967-1969), Médici (1969-1974), Geisel (1974-1979) e Figueiredo (1979-1985) acabou por promover uma eventual aproximação com as propostas da Política Externa Independente, em grande parte rechaçadas no início do período militar. Alguns temas da política externa brasileira exemplificam essas mudanças durante as duas décadas de governo militar.

Oriente Médio

Em relação ao Oriente Médio, o governo Castello assumiu uma política de estrita equidistância entre Israel e seus vizinhos árabes, visto que o Oriente Médio não fazia parte da preocupação imediata do governo brasileiro, focado inicialmente em questões relativas à bipolaridade global. Costa e Silva já demonstra uma alteração da posição brasileira para a região, especialmente a partir da Guerra dos Seis Dias (1967). Indicando uma postura não intervencionista, o Brasil declarou neutralidade durante o conflito, porém não apoiou proposta soviética de condenação a Israel e exigência de retirada das áreas conquistadas. O governo brasileiro passa, contudo, a se opor à conquista de territórios a partir do uso da forca e acaba por apoiar a proposta britânica de recuo das tropas israelenses. As relações com países árabes intensificam-se a partir da década de 1970 pelo aumento das importações brasileiras de petróleo, especialmente provenientes do Iraque. Após a Guerra de Yom Kippur, o governo Médici envia duas missões aos países árabes de forma a garantir o suprimento do recurso mineral e evitar que o Brasil fosse incluído entre os países que sofriam embargo dos produtores de petróleo. Sem mencionar a política de equidistância, o chanceler Gibson Barboza declarou, em 1974, que o Brasil favorecia a desocupação dos territórios ocupados por Israel.

Devido à forte crise internacional e à necessidade de manter boas relações com países fornecedores de petróleo, Geisel busca forte aproximação com países árabes,  especialmente Iraque, Arábia Saudita e Kuwait. Nesse processo, o governo brasileiro muda sua posição política em relação ao conflito árabe-israelense, apoiando resoluções sobre o direito à autodeterminação e à soberania dos palestinos, sobre o reconhecimento da Organização para Libertação da Palestina como único representante do povo palestino e sobre a concessão de status de observador permanente na ONU para a OLP. O Brasil também votou a favor da condenação de Israel pela destruição de uma cidade nas Colinas de Golã, porém, apesar disso tudo, a posição mais polêmica foi o voto a favor da resolução que considerava o sionismo uma forma de racismo. A relação com os países mantém-se no governo Figueiredo, que chega a negociar um acordo com o Iraque para comercio de petróleo e urânio, que acaba não se concretizando devido à intensificação do conflito Irã-Iraque. O governo brasileiro também critica o ataque israelense ao reator nuclear no Iraque, caracterizando a ação como “contrária à paz” e continua sua defesa mais firme dos direitos dos palestinos.

África

A relação do Brasil com o continente africano no período era influenciada por duas questões centrais: a manutenção das colônias por parte de Portugal e o apartheid sul-africano. Durante o governo Castello Branco há ainda o privilégio das relações com Portugal, o que leva o Brasil a votar contra a resolução da Assembleia Geral da ONU que condenava politicas portuguesas nas províncias ultramarinas (RES2270). Também de absteve na votação da resolução 190 (1964) do Conselho de Segurança contra o apartheid, porém acaba apoiando a resolução seguinte (191), de caráter similar. Apesar da maior atuação junto ao movimento terceiro-mundista, Costa e Silva manteve a busca por uma relação privilegiada com Portugal, o que leva o Brasil abster-se em novo voto que condenava os regimes coloniais (RES2425) e juntar-se a Portugal e África do Sul a serem os únicos a votar contra a condenação de Lisboa por não conceder independência aos territórios africanos.

Na defesa do interesse nacional, Médici começou a mudar o tom dessas relações, dando mais espaço ao pragmatismo e certa ambiguidade. Em relação à África do Sul, o governo brasileiro copatrocinou um projeto de resolução que pedia a proibição de entendimentos econômicos e financeiros com a África do sul (1969), porém assinou memorando de entendimento sobre transporte aéreo e sobre dupla imposição de tributos. Em relação aos territórios africanos, o chanceler Gibson Barboza declarou haver a necessidade de ser concedidas autonomia e independência política aos territórios africanos, chegando a opor-se à venda de veículos blindados para o país europeu pela possibilidade de serem usados para reprimir revoltas coloniais. Ainda assim, mantém proximidade com Portugal. Uma mudança mais clara ocorre somente com Geisel, após a Revolução dos Cravos já ter ocorrido. O governo brasileiro reconheceu de imediato o novo governo português e passou a reconhecer prontamente também as independências subsequentes, como ocorreu com Angola, caso paradigmático visto o auxílio de Cuba no processo. Foi nesse período que o Brasil passou a priorizar os objetivos da descolonização para além da retórica, concedendo ajuda às novas nações e apoiando a autodeterminação da Namíbia. O apoio brasileiro transferência de poder na Rodésia para a maioria negra no país e a condenação do apartheid na África do Sul buscavam superar as dificuldades históricas de relação com o continente. As dificuldades econômicas por que passou o governo Figueiredo restringiram boa parte da atuação do país na África, que resumiu-se à uma aproximação com países de expressão portuguesa (como a cooperação petrolífera estabelecida com Angola) e posição cada vez mais firme contra o apartheid. Também condenou a África do Sul em relação à inserção contra Angola durante seu processo de independência. Marco do seu governo foi sua visita presidencial ao continente, visto que foi o primeiro presidente brasileiro a fazê-lo.

Proliferação nuclear

A posição soberanista e a defesa do chamado interesse nacional influenciaram as posições dos governos militares em relação à questão nuclear. Isso foi visto pela posição do governo Castello Branco durante as negociações em Genebra na Conferência do Desarmamento, em 1964, quando o Brasil posicionou-se em favor do desarmamento e instou que as potências passassem a tomar ações concretas e não somente definir princípios. Apesar das negociações do Tratado para Proscrição de Armas Nucleares na América Latina (Tratado de Tlatelolco/1967) terem sido concluídas no fim de seu governo, somente é assinado com Costa e Silva, meses depois. A assinatura do tratado regional foi inclusive uma das justificativas para a rejeição ao Tratado de Não-Proliferação (TNP), de 1968, que além de ter sido quase que imposto por EUA e URSS, tratava de forma profundamente assimétricas as potências nucleares das não-nucleares. As críticas ao TNP continuaram em todos os governos militares subsequentes. No governo Médici o tratado foi novamente rejeitado por se tratar, como definiu Araújo Castro, de um “congelamento do poder mundial.” Geisel, além de não aderir ao TNP, votou a favor de uma resolução que ressaltava o direito de estados soberanos em levar adiante programa de utilização de energia nuclear em prol do desenvolvimento econômico. A mesma posição teve Figueiredo, que além de defender publicamente a não adesão, defendia o direito de criticar o tratado.

Direitos humanos

É de se esperar que o regime internacional de direitos humanos causasse problemas para os governos militares no cenário internacional. Com Castello Branco, a temática surgiu quando das negociações dos Pactos de 1966 (Pacto Internacional sobre Direitos Civis e Políticos/PIDCP e Pacto Internacional sobre Direitos Econômicos, Sociais e Culturais/PIDESC), os quais o Brasil se recusa a assinar (só seriam assinados com Sarney). Durante a 1a Conferência Mundial sobre Direitos Humanos, em Teerã, em 1968, apesar da tradicional posição soberanista, o governo de Costa e Silva aceita e vota a favor da universalidade dos direitos humanos, rejeitando as ideias regionalistas sobre o tema. Apesar do aparente avanço, a temática não é abraçada por esse governo, que proíbe o corpo diplomático de participar da Convenção Interamericana de Direitos Humanos de 1969, que acabou sendo realizada durante o governo Médici. O Brasil acabou fazendo somente uma participação de “natureza técnica” nessa Conferência, mas não aderindo ao Pacto de San José. No ano seguinte, o governo anuncia que recusa formalmente a autorização para o Conselho Interamericano de Direitos Humanos apurar denúncias de torturas no território brasileiro. O debate regional sobre o tema continua intenso, especialmente pela proliferação de regimes militares no hemisfério. Com Geisel, o Brasil absteve-se da votação na Organização de Estados Americanos sobre a violação de direitos humanos no Chile com a ascensão do governo Pinochet e conseguiu derrotar a proposta americana de visitas obrigatórias da Comissão Interamericana de Direitos Humanos aos países membros da OEA. Os debates sobre direitos humanos ganham mais espaço o avanço do processo de redemocratização no governo Figueiredo, porém medidas concretas só são tomadas após sua saída.

Bibliografia:

A política externa durante o regime militar. Fernando de Mello Barreto. Revista Política Externa (Vol. 22, nº 4, 2014)

História da Política Exterior do Brasil. Amado Luiz Cervo e Clodoaldo Bueno. Editora UnB (4a edição, 2011)

Gabarito do Desafio de Espanhol: Objeto Direto e Indireto

¿Listos para las respuestas del desafío de ayer? Pero antes hemos preparado un breve resumen de los pronomes de objetos directos e indirectos.

Si se quiere sustituir un sustantivo por un pronombre de objeto, primero habrá que averiguar si se trata de un objeto directo o indirecto. En una oración con dos objetos resulta bastante sencillo, ya que se puede reconocer el objeto indirecto porque va precedido de la preposición A. En ese caso, el objeto indirecto suele ser una persona y el directo una cosa.

Ejemplo: Rubén ha regalado una flor a su novia. (¿a quién?)
→ Rubén le ha regalado una flor.
→ Rubén la ha regalado a su novia.
→ Rubén se la ha regalado.

Resulta algo más complicado si solo hay un objeto y se trata de una persona, ya que en español el complemento directo que se refiere a una persona también requiere el uso de la preposición a.

Ejemplo: Conozco a Rubén. → Le/Lo
Conozco sus canciones. → Las conozco. (conocer algo/a alguienobjeto directo)
La guitarra pertenece a Rubén. → La guitarra le pertenece.
La cuerda pertenece a la guitarra. → La cuerda le pertenece. (pertenecer a algo/a alguienobjeto indirecto)

 

Posición de los pronombres de objeto

Con los verbos conjugados y el imperativo negativo, el pronombre de objeto átono precede al verbo.

Ejemplo: Me encanta cantar canciones.
No me cantes canciones.

En las frases que lleven un gerundio o un infinitivo, el pronombre podrá acompañar al infinitivo/gerundio o ir delante del verbo conjugado. En algunos casos habrá que añadir una tilde a la forma verbal para mantener la acentuación anterior.

Ejemplo: Quiero cantar otra canción. → La quiero cantar./Quiero cantarla.
Estoy cantando canciones. → Las estoy cantando./Estoy cantándolas.

En las oraciones en la forma afirmativa de imperativo, el pronombre de objeto átono irá siempre unido al verbo en imperativo. En algunos casos habrá que añadir una tilde a la forma verbal para mantener la acentuación anterior.

Ejemplo: ¡Canta las canciones otra vez! → ¡Cántalas otra vez!

Cuando se utilizan tanto un pronombre de objeto indirecto como uno directo, el indirecto precederá al directo.

Ejemplo: ¿Dónde has comprado la guitarra? – Me la regaló mi madre.

Dos pronombres que comiencen por L no pueden ir seguidos. Si ambos pronombres deben utilizarse en una oración en 3ª persona del singular, el pronombre de objeto indirecto (le/les) pasará a ser SE.

Ejemplo: Canto canciones a mi novia. → Se las canto. (y no: Le las canto.)

I) Reescribe las siguientes frases sustituyendo por el correspondiente pronombre de objeto directo o indirecto.

1. Jorge y Juanito ponen los refrescos en la mesa. – ELLOS LOS PONEN EN LA MESA.

 

2. Carlota ve a Pedro. – CARLOTA LO VE.

3. René enseña su colección de discos compactos (a mí). – RENÉ ME LOS ENSEÑA.

 

4. Matías sirve la comida a los invitados. – MATÍAS SE LA SIRVE.

5. Santiago trae los helados (a nosotros). – SANTIAGO NOS LOS TRAE.

6. Juana limpia los platos. – JUANA LOS LIMPIA.

7. Ivana y Víctor sacan la basura. – ELLOS LA SACAN.

8. Pablo recomienda la sangría (a Robin).- PABLO SE LA RECOMIENDA

9. Verónica enseña las fotografías del karaoke. – VERÓNICA LAS ENSEÑA

10. Yo digo a mis amigos que es una fiesta muy divertida. – YO SE LO DIGO.

 

II) En cada oración, cambia primero el objeto directo por el pronombre correcto y luego el objeto indirecto. Después, escribe la oración con los pronombres de complemento indirecto y directo.

1. Yo traigo el postre ahora. (a Ud.)
O.D. – YO LO TRAIGO. (a Ud.)
O.I. – YO LE TRAIGO EL POSTRE AHORA.
O.I + O.D. – YO SE LO TRAIGO.

 

2. Ellos compran las verduras hoy. (a nosotros)
O.D. – ELLOS LAS COMPRAN. (a nosotros)
O.I. – ELLOS NOS COMPRAN LAS VERDURAS HOY.
O.I + O.D. – ELLOS NOS LAS COMPRAN.

 

3. No estamos cocinando la cena esta noche. (para mis padres)
O.D. – NO ESTAMOS COCINÁNDOLA ESTA NOCHE. (para mis padres)
O.I. – NO ESTAMOS COCINÁNDOLES LA CENA ESTA NOCHE.
O.I + O.D. – NO ESTAMOS COCINÁNDOSELA ESTA NOCHE.

 

4. Mi hermana no compra un libro. (a mí)
O.D. – ME HERMANA NO LO COMPRA. (a mí)
O.I. – ME HERMANA NO ME COMPRA UN LIBRO.
O.I + O.D. – MI HERMANA NO ME LO COMPRA.

 

5. Tu compañero de piso no ofrece unas patatas fritas y una cerveza. (a ti)
O.D. – TU COMPAÑERO NO LAS OFRECE. (a ti)
O.I. – TU COMPAÑERO NO TE OFRECE UNAS PATATAS FRITAS Y UNA CERVEZA.
O.I + O.D. – TU COMPAÑERO NO TE LAS OFRECE.

Desafio de Espanhol: Objeto Direto e Indireto

Si se quiere sustituir un sustantivo por un pronombre de objeto, primero habrá que averiguar si se trata de un objeto directo o indirecto. ¿Sabes cómo hacerlo?

¡Inténtalo!

I) Reescribe las siguientes frases sustituyendo la palabra subrayada por el correspondiente pronombre de objeto directo o indirecto.

1. Jorge y Juanito ponen los refrescos en la mesa.

2. Carlota ve a Pedro.

3. René enseña su colección de discos compactos (a mí).

4. Matías sirve la comida a los invitados.

5. Santiago trae los helados (a nosotros).

6. Juana limpia los platos.

7. Ivana y Víctor sacan la basura.

8. Pablo recomienda la sangría (a Robin).

9. Verónica enseña las fotografías del karaoke.

10. Yo digo a mis amigos que es una fiesta muy divertida.

 

II) En cada oración, cambia primero el objeto directo por el pronombre correcto y luego el objeto indirecto. Después, escribe la oración con los pronombres de complemento indirecto y directo.

Ejemplo: No dice la verdad (a Uds.) ? No la dice. (O. D.)
? No les dice la verdad. (O. I.)
? No se la dice. (O.I. + O.D)

1. Yo traigo el postre ahora (a Ud.)
O.D.
O.I.
O.I + O.D

 

2. Ellos compran las verduras hoy. (a nosotros)
O.D.
O.I.
O.I + O.D

 

3. No estamos cocinando la cena esta noche. (para mis padres)
O.D.
O.I.
O.I + O.D

 

4. Mi hermana no compra un libro. (a mí)
O.D.
O.I.
O.I + O.D

5. Tu compañero de piso no ofrece unas patatas fritas y una cerveza. (a ti)
O.D.
O.I.
O.I + O.D