Aula aberta de Redação para o CACD com Claudia Simionato

As outras matérias que nos desculpem, mas Português é fundamental! Língua Portuguesa é matéria chave para a aprovação no CACD: tem o maior peso na 1ª fase e é eliminatória na (temida) 2ª fase do concurso. Acredite em quem já trabalha há muitos anos na preparação de candidatos para o concurso da diplomacia: é impressionante como o CACD valoriza o candidato que se prepara de forma consistente nesta disciplina!

Por isso, o blog Sapi traz hoje um convite muito especial para ajudar na sua preparação nessa matéria tão importante. O Curso Sapientia está com uma oportunidade incrível: assistir GRATUITAMENTE uma aula ao vivo de preparação para a segunda fase do concurso com a professora que mais aprova alunos na difícil prova de redação: Claudia Simionato.

As matrículas para o Curso Regular de Redação (CRR.P) com a Claudia já estão abertas e, por isso, a primeira aula do curso será disponibilizada gratuitamente para todos os que tiverem interesse em descobrir o que os examinadores da segunda fase querem ler na sua prova.

A aula aberta gratuita do Curso Regular de Redação ocorrerá na quarta-feira, dia 12 de abril, às 19h (horário de Brasília) e será transmitida 100% on-line. Como a aula será 100% ao vivo, você poderá enviar suas perguntas à professora Claudia em tempo real e faremos o possível para responder o maior número de perguntas que chegarem.

Mas ATENÇÃO! A inscrição para a aula gratuita não garante a vaga no Curso Regular de Redação! Apenas a matrícula formal garante sua vaga no curso da professora Claudia. É importante dizer isso pois pode acontecer de no dia 12 as vagas já estarem esgotadas. Por ser a professora mais reconhecida do mercado na preparação para a segunda fase, normalmente, as vagas do curso com a professora Claudia se esgotam em poucos dias. Acabamos de abrir as matrículas, não sabemos certamente em quanto tempo as vagas se esgotarão. Se você quer garantir a sua vaga no curso, recomendo fortemente que você se matricule agora CLICANDO AQUI. Como aluno do curso você já estará automaticamente inscrito(a) na aula aberta também.

Você pode se inscrever clicando na imagem abaixo e nós enviaremos o link de acesso à sala de transmissão por e-mail no dia do evento (12/04), às 18h. A princípio, não há previsão de disponibilização da reprise ao público em geral, apenas para os alunos regularmente matriculados no CRR.P.

Então marque na sua agenda e não perca essa oportunidade. Esperamos você!

capa blog_12_04

O Uso da Força no Direito Internacional

 

us-syria attack

Foto: Los Angeles Times

O ataque americano contra uma base militar síria na madrugada dessa sexta-feira, dia 7 de abril, pegou muitos internacionalistas de surpresa. Além de representar uma mudança na posição mantida pelo governo americano em relação à guerra civil na Síria até então, a intervenção direta dos Estados Unidos também vai de encontro ao que o próprio presidente Donald Trump vinha afirmando sobre a posição do país no cenário internacional. A posição mais isolacionista, defendida por Trump durante e após a campanha eleitoral, deu lugar a uma ação direta e unilateral norte-americana com o argumento de ser justificável devido ao uso de armas químicas contra a população síria pelo governo de Bashar al-Assad.

 

Se o ataque americano ao território sírio foi justificável ou até mesmo moral é uma discussão que permeará as conversas dos próximos dias, assim como também serão debatidas as possíveis repercussões desse evento para a guerra civil em curso e para as relações internacionais como um todo. Mas como esse ataque pode impactar os estudos do candidato ao Itamaraty? Legitimidade e moralidade são debates além do cobrado no escopo do concurso, mas as normas e os princípios de direito internacional aplicáveis em caso de uso da força por Estados são parte importante do conteúdo do edital do CACD.

O recurso ao uso da força para solução de controvérsias internacionais sofreu processo de gradativo rechaço pelos Estados até sua proibição taxativa pelo direito internacional. A carta constitutiva das Nações Unidas de 1945 consagra formalmente a proscrição do uso da força no seu artigo 2, parágrafo 4, que estabelece que “Todos os Membros deverão evitar em suas relações internacionais a ameaça ou o uso da força contra a integridade territorial ou a dependência política de qualquer Estado, ou qualquer outra ação incompatível com os Propósitos das Nações Unidas.”. Mesmo havendo essa determinação, a própria Carta da ONU prevê exceções para a utilização legítima da força no sistema internacional, porém a aplicação a contextos reais pode se provar feito mais complexo.

A primeira exceção à proibição à ameaça ou uso da força diz respeito a intervenções autorizadas pelo Conselho de Segurança da organização, descrita no capítulo VII do tratado constitutivo. Nesse caso, constatando-se uma ameaça à paz internacional, a intervenção dos membros da organização é possível desde que por meio de autorização prévia e específica do Conselho de Segurança para o caso em questão e após o esgotamento de outros meios pacíficos existentes. Esse é o caso da intervenção da coalizão internacional no conflito na Líbia, em 2011, autorizada pela Resolução 1793 do Conselho de Segurança.

A segunda exceção, presente no artigo 52 da Carta da ONU, diz respeito ao direito inerente dos Estados à legítima defesa, seja ela individual ou coletiva. O uso da força como legítima defesa demanda um ataque, concluído ou iminente, de outro Estado que ameace a integridade territorial ou independência política do Estado agredido. Além do princípio da necessidade expresso acima, o uso da força em legítima defesa também deve pautar-se pelos princípios da proporcionalidade e emergência (ou imediatismo), comprovando que o uso da força contra o ataque em questão é mister para a preservação do Estado. Não é necessária a aprovação prévia do Conselho de Segurança, mas o órgão pode julgar se os requisitos necessários para confirmar legítima defesa estão presentes e até mesmo exigir que o uso da força seja interrompido caso contrário.

Há uma importante exceção à ilegalidade do uso da força no direito internacional: o convite. Caso o governo de um Estado solicite o auxílio de outro Estado para atuar militarmente em seu território, o uso da força não poderá ser considerado contrário ao direito internacional já que respeita um dos seus princípios basilares, a igualdade soberana. Essa exceção é utilizada como justificativa para a atuação da Rússia no conflito sírio, já que o governo de Assad solicitou o apoio russo para reprimir militantes do Estado Islâmico em seu território. O mesmo ocorre com a coalizão internacional atuando no Iraque.

Respeitando ou não as exceções existentes no direito internacional para o emprego da força, os Estados que se engajarem em conflitos internacionais continuam obrigados a respeitar as normas do Direito Internacional Humanitário (DIH), que visam limitar os efeitos nocivos dos conflitos armados. No escopo do DIH encontram-se normas de diversas natureza, como a proteção à população não-combatente e a restrição de meios e métodos à disposição das partes em combate (nesse âmbito que encontram-se as proibições a armas químicas, por exemplo). É importante notar que o uso indiscriminado de meios de combate, mesmo aqueles autorizados pelo direito internacional, constitui crime de guerra. No âmbito do DIH, uso indiscriminado é aquele que não respeita os princípios da humanidade (reduzir sofrimento humano), da necessidade (deve gerar uma vantagem militar) e da proporcionalidade (não causar danos desproporcionais à população).

Défi de Français : lés réponses

Pour ceux qui on fait le dernier défi, voici les réponses. À la prochaine!

1. Combien de traités ont été signés à Rome le 25 mars 1957 ?
a) Un
b) Deux
c) Trois
– Le 25 mars 1957, l’Allemagne, la France, l’Italie, la Belgique, les Pays-Bas et le Luxembourg ont signé à Rome deux traités : le premier crée la Communauté économique européenne (CEE), le second crée la Communauté européenne de l’énergie atomique (CEEA ou Euratom).

2. Quelle est la devise de l’Union européenne ?
a) L’union fait la force
b) Un pour tous et tous pour un
c) Unie dan la diversité
– Utilisée depuis 2000, la devise de l’Union a été choisie pour caractériser la manière dont les Européens se sont rassemblés, en créant l’Union européenne.

3. La Journée de l’Europe est-elle fériée ?
a) En Autriche et en Suède
b) En Suède
c) Nulle part
– La Journée de l’Europe est célébrée le 9 mai en référence à la “déclaration Schuman” présentée le 9 mai 1950 et considérée comme l’acte de naissance de l’Union européenne. C’est une journée de commémoration mais ce n’est pas un jour férié.

4. En quelle année la Charte des droits fondamentaux de l’UE a-t-elle été adoptée ?
a) 1989
b) 2000
c) 2009
– La Charte des droits fondamentaux de l’Union européenne a été proclamée lors du Conseil européen de Nice, le 7 décembre 2000. Mais, c’est le traité de Lisbonne qui, depuis son entrée en vigueur le 1er décembre 2009, lui a donné la même valeur juridique que celle des traités. Elle est donc désormais contraignante pour les États membres et tout citoyen peut s’en prévaloir en cas de non-respect de ces droits par un texte européen.

5. Combien de langues officielles compte l’Union européenne ?
a) 15
b) 24
c) 28
– L’Union européenne compte 24 langues officielles pour 28 pays. Deux explications à cette différence : plusieurs pays peuvent parler la même langue (l’Allemagne et l’Autriche par exemple), la langue officielle d’un pays n’est pas toujours celle retenue pour le représenter au niveau européen (le luxembourgeois par exemple).

6. Quelle langue maternelle est la plus parlée dans l’Union ?
a) l’anglais
b) l’allemand
c) l’espagnol
– Selon l’Eurobaromètre “Les Européens et leurs langues” (2012), l’allemand est la langue maternelle la plus parlée dans l’Union avec 79 millions de locuteurs (15,71% des habitants de l’Union), suivie de l’anglais avec 65 millions (12,91%), puis de l’italien avec 63 millions (12,52%) et du français avec 60 millions (12,09%).

7. Quel est le budget du programme Erasmus pour la période 2014-2020 ?
a) 500 millions d’euros
b) 5,8 milliards d’euros
c) 14,7 milliards d’euros
Adopté par le Parlement européen et le Conseil de l’Union européenne fin 2013, Erasmus + a reçu une enveloppe de 14,7 milliards d’euros pour la période 2014-2020. Par rapport à la période 2007-2013, le budget bénéficie d’une hausse de 40%.

8. Quelle image apparaît sur tous les versos des billets d’euro ?
a) un arbre
b) un pont
c) le drapeau européen
– Construits pour relier et réunir les hommes, les ponts des diverses époques apparaissent stylisés au verso des différents billets de l’euro, du plus ancien sur le 5 euros au plus récent sur le 500 euros.

9. Quel traité a donné naissance à l’Union européenne ?
a) le traité de Rome
b) le traité de Maastricht
c) le traité de Lisbonne
– Le traité signé le 7 février 1992 à Maastricht dépasse l’objectif économique initial de la CEE et lui donne une vocation politique. Entré en vigueur le 1er novembre 1993, il institue une Union européenne fondée sur trois piliers (la Communauté européenne, la politique étrangère et de sécurité commune, la justice et affaires intérieures).

10. Qui désigne chaque année le lauréat du prix Lux du Cinéma européen ?
a) le Parlement européen
b) le commissaire européen pour l’éducation et la culture
c) la Commission européenne
– Le prix Lux est attribué chaque année par les députés du Parlement européen. Il vise à promouvoir le cinéma européen et à le rendre accessible à un large public, au-delà des barrières linguistiques et culturelles.

Défi de Français – L’Union Européenne

Bonjour à toutes et à tous! Savez-vous comment se définit l’Union Européenne ?

Choisissez la bonne réponse. Bonne chance !

1. Combien de traités ont été signés à Rome le 25 mars 1957 ?
a) Un
b) Deux
c) Trois

2. Quelle est la devise de l’Union européenne ?
a) L’union fait la force
b) Un pour tous et tous pour un
c) Unie dan la diversité

3. La Journée de l’Europe est-elle fériée ?
a) En Autriche et en Suède
b) En Suède
c) Nulle part

4. En quelle année la Charte des droits fondamentaux de l’UE a-t-elle été adoptée ?
a) 1989
b) 2000
c) 2009

5. Combien de langues officielles compte l’Union européenne ?
a) 15
b) 24
c) 28

6. Quelle langue maternelle est la plus parlée dans l’Union ?
a) l’anglais
b) l’allemand
c) l’espagnol

7. Quel est le budget du programme Erasmus pour la période 2014-2020 ?
a) 500 millions d’euros
b) 5,8 milliards d’euros
c) 14,7 milliards d’euros

8. Quelle image apparaît sur tous les versos des billets d’euro ?
a) un arbre
b) un pont
c) le drapeau européen

9. Quel traité a donné naissance à l’Union européenne ?
a) le traité de Rome
b) le traité de Maastricht
c) le traité de Lisbonne

10. Qui désigne chaque année le lauréat du prix Lux du Cinéma européen ?
a) le Parlement européen
b) le commissaire européen pour l’éducation et la culture
c) la Commission européenne

 

Sugestão de leitura: Geopolítica asiática

[Estavam com saudades das nossas sugestões de leitura?!]

Hoje o blog Sapi traz uma sugestão de leitura retirada diretamente das aulas do professor Guilherme Casarões (olha que moral!).

A importância do continente asiático para as relações internacionais do século XXI é inegável. Além da importância comercial e financeira, a crescente participação dos países da região em negociações e em busca por concertação nas mais diversas áreas temáticas faz com que a região economicamente mais dinâmica do planeta também seja uma importante força política internacional.

Por isso, estudar Ásia não é importante: é fundamental. Focar nas relações do Brasil com o continente é ponto central, já que o concurso foca bastante nas relações internacionais brasileiras, mas também é importante entender os principais aspectos das relações intrarregionais. Para quem não lembra, isso já foi cobrado na prova de Política Internacional da 3ª fase: uma questão versava sobre as relações entre China e Japão e seu impacto no sistema internacional.

O artigo “Os desafios geopolíticos da Ásia no século XXI: Japão, China e Coreia“, publicado na Revista Política Externa, aborda as principais questões regionais, desde disputas territoriais até questões remanescentes do século anterior que ainda não foram superadas. Um excelente panorama para entender as relações delicadas desses três importantes países asiáticos.

Fica a dica! Como questões mais atuais sobre Política Internacional podem mudar com facilidade, sugerimos que acompanhe os principais temas abordados no artigo sugerido por meio de notícias e análises mais recentes.

 

Deportação, expulsão e extradição

stfPolêmica no meio cacedista! A decisão recente da 1a turma do STF em relação ao pedido de extradição de uma brasileira suscitou debate acalorado entre os candidatos ao CACD nos últimos dias. Além de ser um caso bastante interessante e um pouco polêmico, o instituto da extradição é muito importante para o concurso, já tendo sido cobrado até mesmo na 3a fase.

Aproveitando todo esse debate, o blog Sapi trouxe um pequeno resumo com as normas centrais sobre extradição, deportação e expulsão de estrangeiros. Vale lembrar que a 1a fase do concurso não costuma perguntar exatamente sobre questões jurídicas polêmicas ou ainda não pacificadas pela jurisprudência, então é pouco provável que esse caso específico seja tema de a prova objetiva – o que não quer dizer que não possa cair uma questão sobre as regras gerais desses institutos ou um debate sobre eles na 3a fase. Então, bora revisar – só pra garantir 😉

Há três institutos principais no ordenamento jurídico brasileiro que versam sobre a exclusão de estrangeiro do território nacional: a deportação, a expulsão e a extradição. Fala-se sobre essas hipóteses em relação a estrangeiros, pois a expulsão de nacionais (banimento) é proibida tanto pelo artigo 5o da Constituição brasileira quanto pelo direito internacional. As normas centrais para a expulsão de um estrangeiro decorrem da CF/88 e do Estatuto do Estrangeiro (lei 6.815/1980).

Deportação

Deportação é a forma de expulsão de estrangeiro que se encontra de forma irregular no território, seja por irregularidade na sua entrada ou na sua permanência no país. As condições para a deportação são estabelecidas pelo Estatuto do Estrangeiro (arts. 57-64), porém é considerado ato discricionário das autoridades brasileiras, que podem optar por não deportar o estrangeiro irregular e conceder, por exemplo, prazo para sua saída voluntária.

A deportação não requer inquérito ou sentença judicial para ser executada pelo órgão competente (Departamento da Política Federal, órgão do Ministério da Justiça e autoridade migratória brasileira), cabendo recurso por parte do estrangeiro que argumentar arbitrariedade da decisão. O retorno de estrangeiro deportado é permitido pela legislação brasileira (logo, concessão de vistos também é possível) desde que o estrangeiro tenha ressarcido qualquer custo que o governo tenha arcado com a sua deportação e detenha as condições necessárias para ingresso aplicáveis à sua nacionalidade.

A deportação pode ocorrer para qualquer país, não estando o Brasil obrigado a enviar para nenhum lugar específico. O estrangeiro poderá ser deportado para seu país de origem (único obrigado a aceitar sua entrada), para seu lugar de procedência (se diferente de país de origem) ou para qualquer país que permita sua entrada. Cabe lembrar que deportação que configure extradição inadmitida no ordenamento jurídico brasileiro (também chamada de extradição dissimulada) não será permitida.

Expulsão

Expulsão é a retirada de território nacional de um estrangeiro considerado nocivo ou inconveniente aos interesses nacionais. Também regulado pelo Estatuto do Estrangeiro (arts. 65-75), a expulsão exige violação mais grave que a que motiva a deportação – por exemplo, crime doloso. Nocividade ou inconveniência decorre de conduta que atente contra a “segurança nacional, ordem política ou social, tranquilidade ou moralidade pública e economia popular.”

Para que o Estado brasileiro expulse o estrangeiro, é necessária a averiguação da responsabilidade do estrangeiro em atividade passível de expulsão, ou seja, há a necessidade de inquérito no Ministério da Justiça que comprove a responsabilidade do estrangeiro pelos atos que ensejam a expulsão. Apesar dessa obrigação, a expulsão também é ato discricionário, sendo competência do Poder Executivo o decreto da expulsão autorizada pelo inquérito. Essa competência, originalmente da Presidência da República, foi delegada ao Ministro da Justiça (decreto 3447/2000), atualmente responsável tanto por decretar quanto por revogar expulsões. A revogação de decreto de expulsão somente será possível após novo processo administrativo junto ao órgão competente.

Via de regra, estrangeiro expulso do Brasil tem seu retorno ao território vedado, somente podendo retornar após a revogação de decreto que materializou sua expulsão. A expulsão de estrangeiro também pode ocorrer para qualquer país que aceite recebe-lo, inclusive seu país de origem. A hipótese de extradição dissimulada também é vedada, porém, nos casos de expulsão, há mais duas hipóteses proibitivas à retirada do estrangeiro de território nacional: casamento ou união estável com cônjuge brasileiro por período superior a 5 anos; e filho economicamente ou afetivamente dependente do estrangeiro.

Extradição

Extradição é a entrega de um indivíduo por um Estado a pedido de outro para que esse indivíduo possa responder a processo penal (extradição instrutória) ou cumprir pena (extradição executória) no Estado requerente. O instituto da extradição visa realizar o princípio da justiça universal, evitando a impunidade de atos ilícitos cometidos. Ainda assim, a decisão de extraditar um indivíduo se mantém com o Estado onde ele se encontra, sendo, dessa forma, uma decisão regulada pelo direito interno do país requerido.

Para o Brasil, a concessão de pedido de extradição está condicionada à existência de tratado que regulamente a extradição entre os dois países ou à promessa de reciprocidade. Em caso de pedidos de extradição fundamentados em reciprocidade, os requerimentos para a concessão estarão dispostos em norma jurídica interna (Estatuto do Estrangeiro, arts. 76-94). Em relação a extradições com base em tratados, as normas do acordo suplementam os requisitos existentes na lei interna.

A extradição é aplicável apenas a ilícitos penais, não sendo instrumento de cooperação para a punição de outras esferas jurídicas. O Estado requerente deve ter competência para julgar o ilícito que ensejou o pedido de extradição, seja porque ocorreu em seu território, seja porque suas leis penais são aplicáveis. A extradição deve respeitar dois princípios centras: o princípio da identidade, que estabelece que o ato delituoso motivador do pedido de extradição também seja considerado ilícito no Brasil; e o princípio da especialidade, segundo o qual a extradição será concedida apenas para processo e julgamento dos atos constantes no pleito. Há, inclusive, a possibilidade de deferir o a extradição parcialmente, ou seja, o indivíduo responda apenas por alguns dos atos indicados no pedido.

A análise de legalidade do pedido de extradição é feita pelo STF, porém a Corte realizará apenas avaliação das questões formais do pedido, não entrando em questões de mérito. Abre-se exceção para essa regra no caso de necessitar constatar se o fato descrito no requerimento constituir um crime político (Lei 6.815/80, art. 77 VII). Se todos os requisitos para extradição estiverem presentes, o STF autoriza a extradição, porém a decisão da entrega do indivíduo fica à cargo da Presidência.

O governo brasileiro pode condicionar a entrega do indivíduo, após constatada a legalidade do pedido de extradição, a determinadas exigências que visam a preservação da condição humana da forma como estão previstas no ordenamento jurídico nacional. Dessa forma, o Brasil exige que o Estado requerente adeque-se ou prometa adequar-se a alguns parâmetros previstos no Estatuto do Estrangeiro (art. 91) como o compromisso de não aplicar penas não permitidas no Brasil (como pena de morte ou corporal), de não exceder o tempo máximo de reclusão permitido pelas leis brasileiras (30 anos) e de detrair a pena já cumprida enquanto aguardava o julgamento do processo de extradição.

Uma das diferenças entre extradição e os outros dois institutos anteriores (deportação e expulsão) é a necessidade de um requerimento de um Estado para dar origem ao processo de extradição, enquanto os outros são atos de ofício. A maior diferença entre eles, contudo, é a possibilidade de extradição de brasileiros. Apesar de banimento (exclusão de nacional) ser proibido pela CF/88, no caso da extradição há duas possibilidades previstas na própria constituição (art. 5o, LI) que envolvem a extradição de brasileiro naturalizado:

  1. I) Pedido de extradição por crime comum ocorrido antes da aquisição da nacionalidade, o que ensejaria, portanto, a o cancelamento da naturalização e a extradição do estrangeiro;
  2. II) Pedido de extradição por crimes específicos (tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins, na forma da lei) ocorrido em qualquer tempo;

De acordo com o art. 5o da Constituição Federal, brasileiro nato não é extraditado. A polêmica envolta da decisão recente do STF, contudo, aborda outra questão. O debate sobre o caso em questão é a perda da nacionalidade brasileira pela aquisição voluntária de outra (como previsto no art. 12, §4o II) e os requisitos para que essa perda se configure. Havendo a perda de nacionalidade, conforme o entendimento do STF, há a possibilidade de extradição visto que trata-se, juridicamente, de um estrangeiro (nacional de outro país). Mas lembre-se, a 1a fase do CACD costuma se esquivar de questões não consolidadas na doutrina ou na jurisprudência!

Para concluir nossa (longa) revisão, deixamos para você um vídeo da nossa série 3 Perguntas (gravado antes da decisão do STF) no qual o professor Paulo Henrique Portela responde questões sobre o instituto da extradição.

Todd’s Challenge: Model Translation

We are back with a model translation for yesterday’s challenge. Are you ready to check your progress? Take a look! (If you missed the challenge, you can check it out here)

Translate the following text into Portuguese.

O desmatamento florestal volta a disparar no Brasil com dados que surpreendem e frustram a expectativa de controle do problema. No Pará, o número chegou a triplicar e dobrou no caso de Mato Grosso. Somada, a área devastada nesses dois Estados alcança a incrível marca de 214 quilômetros quadrados nos primeiros três meses deste ano, contra 77 quilômetros em igual período de 2007. O que esses resultados traduzem é a falta de uma política sustentável para frear o processo. A maior queixa das entidades envolvidas com a questão é a de que ações de repreensão na região são esporádicas, sem continuidade, e que logo depois da retirada dos fiscais as motosserras retornam à rotina e à situação de exploração ilegal de madeira em larga escala tem andamento. Esse quadro vem agravando a imagem do Brasil lá fora justamente no momento em que a discussão dos créditos de carbono ganham força e que os próprios EUA começam a admitir uma negociação para reduzir as emissões de gás na atmosfera. O Brasil, cuja área verde ainda é tida como o pulmão do planeta, pode liderar o movimento global pela sustentabilidade e assim se projetar como país ecologicamente correto, modelo para os demais. Antes é fundamental dar o exemplo mostrando tolerância zero contra os abusos.

Fonte: Marques, Carlos José. “Desmatamento sem fim”. Isto É, 7 de maio de 2008.

Follow these easy steps to success in the translation sections:

1. Read the text one time through, making no marks, and determine what style of language is being used.
Style/Category: Journalism, Editorial

2. Determine what the text’s overall theme is.
Theme/Language: Journalistic / Environmental Studies – Deforestation

3. Read the text a second time through and highlight all “lexical chunks”, that is, all groups of words that would produce one single meaning.
Example: “volta a disparar” – is once again exploding

4. Translate the text, paying close attention to the following points:
Direct translation: translate word for word without paying attention to groups of words with a single meaning.
False Cognates: same word in the other language, but with a different meaning.
Portuguese imposition upon English.
Grammar: verb tenses, prepositions, word order, word form/spelling

O desmatamento florestal volta a disparar no Brasil com dados que surpreendem e frustram a expectativa de controle do problema. No Pará, o número chegou a triplicar e dobrou no caso de Mato Grosso. Somada, a área devastada nesses dois Estados alcança a incrível marca de 214 quilômetros quadrados nos primeiros três meses deste ano, contra 77 quilômetros em igual período de 2007. O que esses resultados traduzem é a falta de uma política sustentável para frear o processo. A maior queixa das entidades envolvidas com a questão é a de que ações de repreensão na região são esporádicas, sem continuidade, e que logo depois da retirada dos fiscais as motosserras retornam à rotina e a situação de exploração ilegal de madeira em larga escala tem andamento. Esse quadro vem agravando a imagem do Brasil lá fora justamente no momento em que a discussão dos créditos de carbono ganham força e que os próprios EUA começam a admitir uma negociação para reduzir as emissões de gás na atmosfera. O Brasil, cuja área verde ainda é tida como o pulmão do planeta, pode liderar o movimento global pela sustentabilidade e assim se projetar como país ecologicamente correto, modelo para os demais. Antes é fundamental dar o exemplo mostrando tolerância zero contra os abusos.

5. Compare your result to the model translation in the answer key to see if you avoided these pitfalls.

Portuguese English
O desmatamento florestal volta a disparar no Brasil com dados que surpreendem e frustram a expectativa de controle do problema. No Pará, o número chegou a triplicar e dobrou no caso de Mato Grosso. Somada, a área devastada nesses dois Estados alcança a incrível marca de 214 quilômetros quadrados nos primeiros três meses deste ano, contra 77 quilômetros em igual período de 2007. O que esses resultados traduzem é a falta de uma política sustentável para frear o processo. A maior queixa das entidades envolvidas com a questão é a de que ações de repreensão na região são esporádicas, sem continuidade, e que logo depois da retirada dos fiscais as motosserras retornam à rotina e a situação de exploração ilegal de madeira em larga escala tem andamento. Esse quadro vem agravando a imagem do Brasil lá fora justamente no momento em que a discussão dos créditos de carbono ganham força e que os próprios EUA começam a admitir uma negociação para reduzir as emissões de gás na atmosfera. O Brasil, cuja área verde ainda é tida como o pulmão do planeta, pode liderar o movimento global pela sustentabilidade e assim se projetar como país ecologicamente correto, modelo para os demais. Antes é fundamental dar o exemplo mostrando tolerância zero contra os abusos. Deforestation is once again exploding in Brazil, with data that both surprise and frustrate the expectation of controlling the problem. In Pará, the figure has tripled, while in the state of Mato Grosso, it has doubled. In sum, the deforested/destroyed area in these two states has reached the incredible mark of 214 square km/km2 over the first three months of this year, as compared to 77 km over the same period of 2007. What these results mean is the lack of a sustainable policy to brake/curb/curtail the process. The major complaint from the entities involved in this issue is that repressive actions in the region are sporadic, without continuity, and that, shortly after the removal of governmental officials, the chainsaws return to business as usual and the situation of large scale/massive illegal logging continues. This picture has been worsening/damaging Brazil’s image abroad/around the world exactly at the moment when the discussion over carbon credits has been gaining force and the USA itself has begun to allow for negotiations to reduce gas emissions in the atmosphere. Brazil, whose green area is still seen/taken as the planet’s lungs, can lead the global/worldwide movement for sustainability and thus project itself as an ecologically correct country, a model for all others. Before this, it is essential to provide/give/set the example, showing zero tolerance against abuses.

MODEL TRANSLATION

Deforestation is once again exploding in Brazil, with data that both surprise and frustrate the expectation of controlling the problem. In Pará, the figure has tripled, while in the state of Mato Grosso, it has doubled. In sum, the deforested area in these two states has reached the incredible mark of 214 km2 over the first three months of this year, as compared to 77 km over the same period of 2007. What these results mean is the lack of a sustainable policy to brake the process. The major complaint from the entities involved in this issue is that repressive actions in the region are sporadic, without continuity, and that, shortly after the removal of governmental officials, the chainsaws return to business as usual and the situation of large scale illegal logging continues. This picture has been damaging Brazil’s image abroad exactly at the moment when the discussion over carbon credits has been gaining force, and the USA itself has begun to allow for negotiations to reduce gas emissions in the atmosphere. Brazil, whose green area is still seen as the planet’s lungs, can lead the global movement for sustainability and thus project itself as an ecologically correct country, a model for all others. Before this, it is essential to set the example, showing zero tolerance against abuses.

Todd’s Challenge: English Translation

Hello, hello! Here is yet another challenge for you! As we have been talking a lot about Environment lately, let’s see what you can do with this translation from Carlos José Marquês about Deforestation.

Good luck!

Translate the following text into English.

O desmatamento florestal volta a disparar no Brasil com dados que surpreendem e frustram a expectativa de controle do problema. No Pará, o número chegou a triplicar e dobrou no caso de Mato Grosso. Somada, a área devastada nesses dois Estados alcança a incrível marca de 214 quilômetros quadrados nos primeiros três meses deste ano, contra 77 quilômetros em igual período de 2007. O que esses resultados traduzem é a falta de uma política sustentável para frear o processo. A maior queixa das entidades envolvidas com a questão é a de que ações de repreensão na região são esporádicas, sem continuidade, e que logo depois da retirada dos fiscais as motosserras retornam à rotina e à situação de exploração ilegal de madeira em larga escala tem andamento. Esse quadro vem agravando a imagem do Brasil lá fora justamente no momento em que a discussão dos créditos de carbono ganham força e que os próprios EUA começam a admitir uma negociação para reduzir as emissões de gás na atmosfera. O Brasil, cuja área verde ainda é tida como o pulmão do planeta, pode liderar o movimento global pela sustentabilidade e assim se projetar como país ecologicamente correto, modelo para os demais. Antes é fundamental dar o exemplo mostrando tolerância zero contra os abusos.

Fonte: Marques, Carlos José. “Desmatamento sem fim”. Isto É, 7 de maio de 2008.

Follow these easy steps to success in the translation sections:

1. Read the text one time through, making no marks, and determine what style of language is being used.
Style/Category:

2. Determine what the text’s overall theme is.
Theme/Language:

3. Read the text a second time through and highlight all “lexical chunks”, that is, all groups of words that would produce one single meaning.
Example: “volta a disparar” – is once again exploding

4. Translate the text, paying close attention to the following points:
Direct translation: translate word for word without paying attention to groups of words with a single meaning.
False Cognates: same word in the other language, but with a different meaning.
Portuguese imposition upon English.
Grammar: verb tenses, prepositions, word order, word form/spelling

5. Compare your result to the model translation in the answer key to see if you avoided these pitfalls.

3 Perguntas: Revolução Francesa

Um dos eventos mais importantes da história mundial, a Revolução Francesa é tema obrigatório para o candidato ao Concurso de Admissão à Carreira Diplomática. O movimento francês do fim do século XVIII provocou mudanças muito além de suas fronteiras, impactando as relações internacionais no continente europeu e também no americano. O professor Filipe Figueiredo respondeu 3 Perguntas sobre o movimento revolucionário que ajudou a transformar o mundo contemporâneo.

1. Porque a revolução ocorre na França?
2. Qual o impacto da Revolução Francesa no continente europeu e no Novo Mundo?
3. Como foi a relação da revolução com a Igreja Católica?

 

OFICINA GRATUITA DE 3ª FASE DE HISTÓRIA DO BRASIL

Mesmo candidatos iniciantes já perderam algum tempo da vida e fios de cabelo refletindo sobre a preparação para a 3ª fase do concurso… Que dirá os candidatos intermediários e avançados!

Se você já está preocupado(a) com as provas discursivas do CACD (e gostaria de não perder seu cabelo no processo), temos uma oferta muito especial para você!

O Curso Sapientia vai promover uma OFICINA GRATUITA DE 3ª FASE DE HISTÓRIA DO BRASIL com o professor Rodrigo Goyena. Serão 3 aulas on-line, ao vivo e 100% gratuitas para mostrar para você como é possível desvendar a metodologia por trás das questões de 3ª fase de História do Brasil, tão temidas pelos candidatos.

A primeira aula será HOJE, dia 27/03, a partir das 19h. Mas CORRA que as vagas são LIMITADAS! Inscreva-se agora clicando na imagem abaixo – e aproveite para assistir um vídeo do professor Goyena explicando um pouco mais sobre a proposta da oficina.
Esperamos por você!

banner_Rodrigo.jpg