5 clichês sobre ‘Como Ser Um Diplomata’ que você deveria evitar

Olá, futura e futuro diplomata!

Hoje vamos falar mais sobre o único caminho para ser um diplomata: o CACD.

É verdade que o Concurso de Admissão à Carreira de Diplomata é um dos mais conhecidos do Brasil. Ao mesmo tempo, muita gente ainda reproduz clichês sobre o certame, que não tem nenhuma relação com a realidade. Certamente você já ouviu algum deles, provavelmente de algum parente no jantar de Natal.

Nesse post, iremos desmistificar cinco dos clichês mais comuns sobre como ser um diplomata. Além disso, vamos sugerir uma versão melhor da frase batida, para você ter um argumento para quando alguém chegar com o famigerado clichê.

  • “Esse concurso é só pra gênio!”

Esse costuma ser o primeiro pensamento que temos quando damos uma olhada na imensa lista de assuntos do edital. Mas não podia ser mais falso!

Aprovados do CACD não provêm de uma camada especial da sociedade, não são predestinados ao Itamaraty, tampouco possuem uma inteligência superior. São pessoas de carne e osso: dormem, comem, tomam banho, vão pra balada, ouvem música popular… A diferença é que, um dia, essas pessoas decidiram se dedicar ao concurso, e não pararam até passar.

Então, se alguém vier soltar esse clichê, responda assim: “O CACD é para quem persiste”.

  • “Tem que ser de Direito ou RI para passar”

Muitas pessoas de outras áreas acham que o CACD é coisa “do povo de humanas”. Ledo engano! Para começar, o edital é bem claro: tudo o que é preciso é ter um diploma em curso superior em qualquer área. Não se ganha pontos extras por ser de Direito ou Relações Internacionais.

É verdade que boa parte dos aprovados de cada ano costuma vir desses dois cursos. No entanto, o próprio Itamaraty incentiva que pessoas das mais diversas áreas prestem o concurso, a fim de conferir uma pluralidade de pontos de vista ao corpo diplomático. Não faltam exemplos no órgão: Guimarães Rosa, escritor e diplomata, era médico. Roberto Azevêdo, diplomata brasileiro e atual presidente da Organização Mundial do Comércio (OMC), é formado em engenharia.

Aqui, a resposta ao clichê é direta: “Passa gente de todo curso. É até melhor que seja assim!

  • “Sempre fui bem no colégio/faculdade, é só estudar do mesmo jeito”

Essa o candidato costuma dizer para si mesmo, mas não é bem assim…

Se, por um lado, é preciso sempre acreditar que a aprovação é possível, por outro, é necessário reconhecer que mudanças precisam ser feitas. Muitas vezes, o ritmo de estudos adotado na faculdade é diferente do de um concurso público. Quem nunca deixou aquele trabalho para ser feito de última hora?

Com uma alta demanda e uma pequena quantidade de vagas, o concurso precisa adotar uma estrutura mais rigorosa. Por isso, para o CACD, a disciplina deve ser total. Lembre-se: é uma prova de persistência. É preciso que o candidato monte um planejamento consistente e esteja sempre estudando.

Se estiver achando que vai ser moleza, pense assim: “O CACD é diferente, preciso me dedicar mais”.

  • “Quando o edital sair eu começo a estudar”

Essa é uma falha comum em qualquer concurso público. Com o CACD, é ainda mais grave.

Geralmente, existe um intervalo de 60 dias entre a publicação do edital e a primeira fase (conhecida como TPS). Esse tempo é pouquíssimo para começar a abordar a extensa lista de conteúdos do concurso de diplomata. Tentar estudar tanta coisa em tão pouco tempo só vai criar angústia e frustração.

Aqui o conselho é simples: “Quanto antes eu começar a estudar, melhor”.

  • “Uma preparação boa só se consegue nos grandes centros”

Essa já foi verdade por algum tempo. No passado, não foram poucos os candidatos que se deslocaram para o Rio de Janeiro, São Paulo ou Brasília para iniciar seus estudos em cursinhos presenciais.

Hoje em dia, não mais! A difusão de conhecimentos pelas redes digitais facilitou o acesso aos conteúdos de preparação para a diplomacia. O Sapientia, por exemplo, disponibiliza todas as suas aulas inteiramente on-line. Você pode acompanhar nossos cursos em qualquer lugar do Brasil e do mundo, a qualquer momento. Basta ter uma conexão à Internet.

Por isso, troque esse clichê por essa frase aqui: “Uma boa preparação é com o Sapientia!”

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Organização dos Estados Americanos e o Sistema Interamericano

Olá, meus caros leitores!!

Em abril de 1948 nascia a Organização dos Estados Americanos – um marco para o sistema interamericano de direitos humanos.

Às vésperas do septuagenário das Declarações Universais e Americana dos Direitos Humanos de 1948, não poderia haver momento mais oportuno para todos que atuamos no campo da proteção internacional dos direitos humanos revisitarmos a rica história da luta pela proteção dos direitos humanos.

No post de hoje, abordaremos brevemente o histórico da Organização dos Estados Americanos e, consequentemente, da Declaração Americana dos Direitos e Deveres do Homem.

Os Estados Unidos têm um papel muito importante nesse processo. De outubro de 1889 a abril de 1890, aconteceu, em Washington, D.C., a Primeira Conferência Internacional Americana. A finalidade dessa conferência era discutir a adoção de um plano de arbitragem para a solução de controvérsias e disputas poderiam eventualmente surgir entre os países da região desde questões relativas aos intercâmbios comerciais até questões de comunicações diretas entre esses países.

Participaram dessa conferência dezoito Estados americanos. Restou acordado na ocasião a constituição da União Internacional das Repúblicas Americanas para a pronta coleta e distribuição de informações comerciais, que teria sua sede em Washington, mais tarde tornar-se-ia a União Pan-Americana e, finalmente, com a expansão das suas funções, a Secretaria Geral da OEA. Questões jurídicas foram discutidas nessa importante conferência. Assentou-se a recomendação da adoção de disposições para a extradição; a recomendação de que a conquista não criaria direitos; bem como se produziu orientações para a redação de um tratado sobre arbitragem que evitasse o recurso da guerra como meio lícito para a resolução de controvérsias entre as nações americanas.

Essa conferência assentou as bases do que depois se tornaria o Sistema Interamericano: interesses comerciais direcionados à integração; preocupações jurídicas com o fortalecimento dos vínculos entre o Estado e o setor privado num ambiente pacífico de cooperação e segurança regionais; e o estabelecimento de instituições especializadas em diferentes searas.

A partir de então, as conferências dos Estados americanos passaram a se reunir em intervalos variados de tempo até serem substituídas pelas tradicionais sessões da Assembleia Geral da OEA somente em 1970. Concomitante às conferências havia reuniões de Ministros das Relações Exteriores, além de tantas outras reuniões especializadas.

Nesse ínterim, foram adotados vários acordos que sedimentaram os princípios básicos do que se tornaria posteriormente a Organização dos Estados Americanos. Em 1923, à ocasião da Quinta Conferência Internacional Americana (Santiago, Chile) foi adotado o Tratado para a Prevenção de Conflitos entre Estados Americanos (Tratado de Gondra) e em 1933 pela Sétima Conferência Internacional Americana (Montevidéu, Uruguai) foi acordada a Convenção sobre os Direitos e Deveres dos Estados, que reafirmou o princípio de que “os Estados são juridicamente iguais, desfrutam iguais direitos e possuem capacidade igual para exercê-los”. Na ocasião, se reiterou ainda o princípio de que nenhum Estado tem o direito de intervir (proibição de intervenção externa) em assuntos internos ou externos de outro Estado.

Interessante observar pautas como o direito internacional privado nesse período incipiente do Sistema Interamericano. Convenções como a Convenção de Direito Internacional Privado, adotada na Sexta Conferência Internacional Americana em Havana (Cuba) e seu Anexo (Código Bustamante de Direito Internacional Privado) revela um passo importante para a codificação, institucionalização e progressivo desenvolvimento do direito internacional privado.

A cooperação regional em áreas específicas foram cruciais para o fortalecimento desse processo de institucionalização do Sistema Interamericano. Além da União Pan-Americana, estabeleceu-se gradualmente um conjunto de instituições para facilitar a cooperação em áreas específicas. Ao longo dos anos, instituições foram formadas e iniciaram tarefas importantes, tais como: a Organização Pan-Americana da Saúde (1902), mais tarde o escritório regional da futura Organização Mundial da Saúde; a Comissão Jurídica Interamericana (1906); o Instituto Interamericano da Criança (1927); a Comissão Interamericana de Mulheres (1928); o Instituto Pan-Americano de Geografia e História (1928); o Instituto Indigenista Interamericano (1940); o Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (1942); e a Junta Interamericana de Defesa (1942), que foram seguidas, após o estabelecimento da OEA, pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento, Comissão Interamericana de Direitos Humanos, Corte Interamericana de Direitos Humanos, Comissão Interamericana para o Controle do Abuso de Drogas, Comissão Interamericana de Telecomunicações, Comissão Interamericana de Portos, Centro de Estudos da Justiça das Américas e outras. Dessa sorte, estabeleceu-se uma rede de instituições regionais para fortalecer a cooperação entre Estados americanos engajados em um enorme plexo de temas da agenda regional.

Após tantos esforços empreendidos pela comunidade interamericana, em abril de 1948, vem à tona a Nona Conferência Internacional Americana, que se reuniu em Bogotá (Colômbia), com a participação de 21 Estados, para materializar todo esforço diplomático na Carta da Organização dos Estados Americanos, no Tratado Americano sobre Soluções Pacíficas (Pacto de Bogotá) e na Declaração Americana dos Direitos e Deveres do Homem. Essa mesma conferência adotou o Acordo Econômico de Bogotá, que buscava promover a cooperação econômica entre os Estados americanos conquanto o referido acordo nunca tenha entrado em vigor.

 A Declaração Americana dos Direitos e Deveres do Homem, adotada aos 30 de abril de 1948, meses antes da Declaração Universal, sublinhava o compromisso da região com a proteção internacional dos direitos humanos e preparou o caminho para a Convenção Americana de Direitos Humanos – o Pacto de San José da Costa Rica -, que foi adotada em 1969 com vigência apenas em 1978.

A Carta da Organização dos Estados Americanos foi o resultado de um longo processo de negociação iniciado em 1945. Foram propostos vários nomes para a nova instituição: União, Comunidade Regional e Organização; depois que essa última denominação foi escolhida, discutiu-se o uso de vocábulos como Estados, Nações ou Repúblicas. A palavra Repúblicas não foi escolhida para não excluir outras formas de governo que pudessem existir na região, bem como o vocábulo Nações que foi descartado por ser mais um conceito cultural do que jurídico. Assim, chegou-se ao nome que conhecemos hoje: Organização dos Estados Americanos.

Destaca-se, outrossim, a construção da relação da nova organização com o sistema universal das Nações Unidas, criado em 1945. O Artigo 1º da Carta preconiza: “Dentro das Nações Unidas, a Organização dos Estados Americanos constitui um organismo regional”, assim como as disposições do Capítulo VIII (Acordos Regionais) da Carta das Nações Unidas.

A Carta de 1948 passou por modificações, por meio dos Protocolos de Reforma, em quatro oportunidades: Buenos Aires, 1967; Cartagena das Índias, 1985; Washington, 1992; Manágua, 1993.

Desde 1994 ocorrem as tradicionais Cúpulas de Chefes de Estado e de Governo das Américas, ocasiões em que costumam emitir decisões e recomendações, geralmente na forma de uma Declaração e Plano de Ação, sobre objetivos a serem atingidos pelas organizações do Sistema Interamericano, especialmente a OEA. A OEA se preocupa em atuar, também, como secretária em várias reuniões ministeriais dos Estados americanos.

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Crise diplomática envolvendo Reino Unido e Rússia seria a nova “Guerra Fria”?

Olá Sapientes!

Vocês ficaram por dentro do caso do ex-espião russo envenenado que foi o estopim para a crise entre a Rússia e o Reino Unido? Não? Então o Blog Sapi explica em primeira mão para vocês…

Caso Skripal, o agente-duplo radicado em Salisbury, no Reino Unido

Tudo começou no início do mês de março desse ano, quando Serguei Skripal, ex-coronel do serviço de inteligência militar russo que delatou agentes russos ao Reino Unido, e sua filha Yulia Skripal foram envenenados na porta de casa onde o russo mora, na cidade de Salisbury, na Inglaterra, após terem sido expostos a uma substância neurotóxica conhecida como Novichok. A filha, que mora em Moscou, visitava o pai na ocasião. Acredita-se que seja um agente nervoso desenvolvido e utilizado pelos russos na época da União Soviética, que bloqueia o sistema nervoso e interrompe as funções vitais do organismo.

A história do ex-espião russo é interessante: ele nasceu ainda sob o regime soviético, na cidade de Kaliningrado, em 1951. Formou-se na Academia Militar Diplomática de Moscou e tendo se destacado para o Departamento de Inteligência Militar Russa, tornou-se Oficial de Inteligência. A sua primeira missão foi de obter informações privilegiadas da Europa sob o disfarce de diplomata. Foi neste interim que ele teria também colaborado com a inteligência britânica, tornando-se um agente duplo. Skripal revelava, em troca de dinheiro, a identidade de espiões russos que atuavam na Europa.

Em 2006, Skripal foi condenado a 13 anos de prisão pela Rússia por alta traição na forma de espionagem, tendo que trabalhar forçado no campo de Mordovia, local considerado extremamente insalubre. Em 2010, o inesperado aconteceu: com um acordo de trocas de espiões entre a Rússia e Reino Unido, com a atuação dos EUA, o ex-agente russo foi liberado e decidiu se mudar para Salisbury, na Inglaterra, mesmo lugar onde foi encontrado envenenado pela polícia britânica.

Esse acontecimento gerou uma crise diplomática, inicialmente entre a Rússia e o Reino Unido, já que o governo britânico acusa a Rússia de ser a culpada na tentativa de homicídio de pai e filha, além da contaminação de diversos pontos da cidade, como restaurantes e lugares públicos, e como represália decretou a expulsão de 23 diplomatas russos. O Secretário de Relações Exteriores, Boris Johnson, informou que o país responderá de forma contundente, caso seja confirmado sua participação no atentado. Em contrapartida, Moscou revidou a expulsão com o mesmo número de diplomatas britânicos, além de fechar o consulado britânico em São Petersburgo e o British Council, agência de difusão da língua e cultura inglesas.

E onde fica os EUA diante disso?

Os EUA teve participação no caso Skripal quando o FBI, a polícia federal americana, intermediou a negociação do acordo de troca de espiões entre Londres e Moscou em 2010. Com o governo Trump, os EUA respondem em solidariedade ao Reino Unido com a expulsão de diversos diplomatas russo em seu território e ordena o fechamento do consulado russo na cidade de Seattle.

E por que o caso Skripal está ficando conhecido como “A nova guerra fria” ou a “campanha anti-Rússia”?

Porque ainda não ficou comprovado que de fato a Rússia é a autora do ataque ao agente-duplo russo. Além do Reino Unido, mais de 20 países do Ocidente compraram essa “briga” e já expulsaram diplomatas russos de Consulados e Embaixadas, incluindo o presidente americano Donald Trump, com a expulsão de 60 diplomatas russos, alguns países da Europa e até mesmo 01 da Oceania, com 2 expulsões na Austrália.

Segundo os EUA, é preciso reduzir a capacidade da Rússia de conduzir operações que ameacem a segurança nacional. Além disso, países da União Europeia cobram explicações e fazem retaliações em solidariedade ao Reino Unido por lembrar que a Rússia é signatária da Convenção de Armas Químicas, tratado que possui uma série de proibições como produção e uso, e que se ficar comprovado a autoria da Rússia pelo uso de agentes nervosos isso se configuraria numa violação a esta Convenção. Já as autoridades russas alegam que tudo isto é uma flagrante provocação das autoridades britânicas em disseminar a política hostil em relação à Rússia no mundo.


Qual o salário de um Diplomata? Entenda a hierarquia na carreira

Olá, futuras e futuros diplomatas!

Hoje vamos falar sobre coisa boa: dinheiro!

Você sabe quanto é o salário de um diplomata? Isso depende de que nível da categoria estamos falando.

Ao todo, existem seis níveis. São eles, em ordem ascendente:

  • Terceiro Secretário
  • Segundo Secretário
  • Primeiro Secretário
  • Conselheiro
  • Ministro de Segunda Classe
  • Ministro de Primeira Classe

Vamos entender melhor a hierarquia da carreira diplomática: os níveis, a progressão, e claro, os salários.

 

Terceiro Secretário (salário em 2018: R$ 18.059,83)

O candidato aprovado no Concurso de Admissão à Carreira de Diplomata (CACD) ingressa nesse cargo. Com a posse, o aprovado já faz jus ao subsídio, bem como é matriculado no Curso de Formação do Instituto Rio Branco (IRBr), com duração de um ano e meio. O curso é obrigatório para seguir na carreira.

Segundo Secretário (salário em 2018: R$ 19.967,24)

A ascensão para o cargo de Segundo Secretário ocorre apenas por antiguidade. Isso significa que, após um determinado tempo de serviço, a promoção ocorre de forma automática, respeitando a ordem de classificação do Curso de Formação e do CACD. A primeira ascensão é a única que ocorre apenas por esse critério; daqui em diante, outros requisitos são necessários.

Primeiro Secretário (salário em 2018: R$ 21.449,56)

A partir daqui, as promoções passam a também ocorrer por merecimento. Em primeiro lugar, para ser promovido, o diplomata necessita constar no Quadro de Acesso (QA). Para estar no QA, é preciso que seus pares e seus superiores acreditem que você mereça a promoção e, portanto, tenham votado em você para tanto.

Especificamente para a promoção a Primeiro Secretário, é necessário: permanecer no cargo de Segundo Secretário por, no mínimo, três anos; ter prestado ao menos dois anos de serviço no exterior; e ser aprovado no Curso de Aperfeiçoamento de Diplomatas (CAD).

Conselheiro (salário em 2018: R$ 23.046,63)

A ascensão para o cargo de Conselheiro pode ocorrer quando o Primeiro Secretário completa 10 anos de serviço efetivo no Itamaraty (não no cargo) e atinge 5 anos de serviço no exterior. Além disso, é necessário concluir o Curso de Atualização em Política Externa.

Ministro de Segunda Classe (salário em 2018: R$ 24.757,55)

A promoção a Ministro de Segunda Classe requer o tempo mínimo de serviço efetivo de 15 anos, bem como 7 anos e 6 meses de serviço exterior. Também é preciso ocorrer a aprovação no Curso de Altos Estudos (CAE), promovido pelo Instituto Rio Branco.

Ministro de Primeira Classe (salário em 2018: R$ 25.745,61)

Para o último cargo da carreira, são necessários 20 anos de serviço efetivo no Itamaraty e 10 anos de serviços prestados no exterior. Além disso, o diplomata deve ter exercido ao menos 3 anos de função de chefia em níveis específicos.

O salário para os anos seguintes

Em 2017, foi aprovada a lei 13.464, que regulamenta o reajuste nos subsídios de várias carreiras federais, a de diplomata entre elas. A lei foi a conversão da Medida Provisória (MP) 765/16, que previa que o reajuste seria dado em três partes. Ao final desse período, o salário de Terceiro Secretário chegará a R$ 19.199,06, enquanto que o de Ministro de Primeira Classe será de R$ 27.369,67.

Controvérsias

Originalmente, a lei 13.464/17 previa que os reajustes ocorreriam em janeiro de 2017, de 2018 e de 2019. Entretanto, em outubro do ano passado, o governo editou uma nova MP (nº 805), postergando os dois últimos reajustes para 2019 e 2020. A medida teve seus efeitos suspensos pelo ministro Ricardo Lewandowski, devido a uma Ação Direta de Inconstitucionalidade que questiona os efeitos da MP. Até o momento, portanto, está em vigor a lei 13.464/17.

 

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Sugestão de Leitura para o feriadão: a Revolução Mexicana!

Olá, meus caros colegas!

Feriadão está aí… e seu concorrente vai fazer o quê mesmo??? Vai estudar bonito!!!

Será?

Na dúvida, aqui vai mais uma sugestão de leitura para vocês e, por sinal, muito interessante! Por que, então, não unir o útil ao agradável? (Clichê que vivenciamos diariamente. Não é mesmo?)

Bem…

A Revolução Mexicana inicia, efetivamente, o século XX no México, além de ter sido a primeira revolução social a acontecer na América Latina nesse século. Existem várias razões para se refletir sobre esse acontecimento singular não só na história mexicana como também na história latino-americana. Uma dessas poderia ser o fato dessa revolução ter dado origem a um regime estável e duradouro enquanto, à época, outros países da região, mais especificamente ao sul do continente, viviam golpes militares e regimes de exceção.

A Revolução Mexicana é, sem dúvida, um fenômeno muito complexo que já foi escrito tanto por mexicanos como estrangeiros. Ora é exaltada, ora amenizada, a Revolução é caracterizada de diversas formas a depender do ponto de vista. Num primeiro momento, verifica-se o enaltecimento e o reconhecimento de que a Revolução foi uma manifestação genuinamente popular e que rompeu com o padrão social do “ancien régime“. Posteriormente, seu caráter revolucionário é negado e criticado. Há quem diga que não se tratou de uma revolução, mas de uma grande rebelião ou um conjunto de várias rebeliões regionais que, ao final do processo histórico, foram englobadas sob o conceito de “La Revolución”.

Hoje, contudo, o que se pode afirmar é que se tratou, em verdade, de uma revolução de caráter nacional, popular, agrária que representou uma ruptura na história mexicana que, por sua vez, influenciou o processo histórico latino-americano.

Benito Juárez, Porfírio Díaz, Lázaro Cárdenas, Emiliano Zapata, Partido Nacional Revolucionário (PNR), Partido da Revolução Mexicana (PRM), Partido da Revolução Institucional (PRI), Partido Ação Nacional (PAN), Partido da Revolução Democrática (PRD) e, por fim, Exército Zapatista de Libertação Nacional (EZLN). Conhecer a importância desses nomes, siglas e suas correlações pode funcionar como um grande diferencial na sua trajetória rumo ao Itamaraty.

Por isso, nossa sugestão de leitura de hoje é este pequeno, porém interessante e pragmático livro: A Revolução Mexicana de autoria de Carlos Alberto Sampaio Barbosa e publicado pela Ed. Unesp.


O movimento de independência catalão e a prisão de Puigdemont, o maior líder separatista da região da Catalunha

Olá, Sapientes!

Como é constituído o Estado espanhol?

Desde a grave crise econômica que assolou a Europa em 2008, começaram a pipocar discursos de cunho supremacistas entre os partidos nacionalistas na região catalã, levando a crer que o aumento do desemprego e a política de austeridade com cortes públicos fosse em peso de responsabilidade do restante do Estado espanhol, que acabava por prejudicar o crescimento da região. Foi com esta vertente que os movimentos separatistas ganharam força na região. Contudo, para melhor entender o movimento separatista da região da Catalunha é preciso entender como se deu o processo de formação do Estado espanhol. O país é composto por 17 regiões autônomas, sendo que especificamente 08 delas, incluindo a região da Catalunha, possuem a condição de “nacionalidades históricas” reconhecidas pela Constituição, bem como um “Estatuto de Soberania”, o que lhes confere um maior poder de decisão e soberania do que em relação às outras comunidades espanholas.

O referendo de outubro de 2017 e as consequências da declaração simbólica da independência catalã

Dito isto, em 1º de outubro de 2017, os líderes separatistas da região catalã decidiram fazer um referendo e a votar secretamente no Parlamento para a emissão de uma resolução de independência, obviamente sendo uma declaração simbólica, sem qualquer valor legal e efetivo, já que proclamar a independência é considerado crime de rebelião na Espanha e que se condenado pode chegar a 35 anos de prisão. O resultado do referendo dentre um total de 135 votos possíveis, foi de 70 pessoas favoráveis à resolução que demandava do Governo Regional um novo processo constituinte, com 55 ausentes e 10 parlamentares contrários. Na ocasião, apenas uma declaração simbólica de independência já foi o suficiente para começar uma enxurrada de manifestações nas ruas em prol do movimento e de uma série de perseguições políticas por parte do Governo Central espanhol.

Acionamento do artigo 155 da Constituição espanhola: autonomia suspensa pela primeira vez desde 1975

Com isso, a região da Catalunha, que até então era autônoma, teve sua autonomia suspensa pela primeira vez desde 1975 pelo Governo Central, fazendo com que o governo catalão fosse completamente destituído e Madri assumisse todas as funções da região até que surgissem novas eleições. Foi acionado o artigo 155 pelo Governo Central, mecanismo incluído na Constituição espanhola em 1975 como forma de proteger de forma emergencial o país, caso alguma das 17 regiões que o formam desobedecessem algumas das obrigações constitucionais e outras leis, agindo contra os interesses gerais da Espanha.

Prisão do maior líder separatista catalão: Carles Puigdemont

A Catalunha possui Parlamento próprio, uma bandeira, polícia própria (Mossos d’Escuadra) e um líder chamado Carles Puigdemont, ex-presidente regional catalão. No que diz respeito à liderança do movimento, neste último domingo, dia 25 de março, o ex-Presidente catalão, Carles Puigdemont foi detido e preso na Alemanha, após uma ordem internacional de prisão expedido pela Suprema Corte da Espanha, quando passava de carro na fronteira da Dinamarca depois de uma viagem à Finlândia. Essa ordem foi direcionada não só para ele, como também para outros 25 envolvidos no processo de independência da Catalunha, e o que tudo indica é que serão julgados por crime de rebelião e desobediência ao Estado espanhol. Com a prisão do maior líder catalão pró-independência, o movimento perde força, que até então ainda estudava medidas de como eleger um presidente fugitivo, quando este ainda se exilava em Bruxelas após a revogação pelo Primeiro-Ministro espanhol, Mariano Rajoy, do seu governo regional.

A questão aqui não está em ser contra ou a favor do movimento, a preocupação paira com a crise política prolongada na região, gerando instabilidade, desconfiança dos governos e fuga de empresas para outras regiões, o que afeta diretamente e negativamente a economia catalã. Com relação à Puigdemont ainda detido em território alemão, este aguarda uma decisão se será extraditado ou não para o território espanhol.


70 anos da independência de Israel

Olá, meus caros leitores!!

Em 2018, fará 70 anos da independência do Estado de Israel. O complexo panorama do Oriente Médio de hoje e, dentro dele, do conflito árabe-israelense – longe de ter solução -, perpassa, sem dúvida, pelo surgimento de Israel no mapa da região.

O denominado Oriente Médio, desde o início do século XX, é uma região muito disputada seja no âmbito do comércio mundial, seja no campo da geopolítica global. É, pois, uma região marcada por disputas imperialistas por mercados, bem como por áreas de influência.

Essa conjuntura, grosso modo, funcionou como um ambiente propício para o surgimento de novos países “artificiais” –  como Jordânia e Kuait – e de diversos conflitos ao longo do século XX.

O principal fato gerador de toda essa efervescência pode ser atribuído ao fim da Primeira Guerra Mundial. Foi por meio dela que o Império Otomano ruiu, razão pela qual o Oriente Médio completamente dividido em fatias de influência pelas potências da época – Reino Unido e França. As esferas de influência foram divididas da seguinte maneira: Iraque, Palestina e Irã sob influência britânica; Síria e Líbano, sob influência francesa.

Com a Segunda Guerra Mundial, a geopolítica mundial sofre uma reorganização em seu equilíbrio de poder. As antigas potências coloniais europeias – França e Reino Unido – dão lugar, agora, a um mundo bipolar, dominado pelos Estados Unidos e pela União Soviética. Sintomático, pois, os efeitos da Guerra Fria na região do Oriente Médio que se tornou um verdadeiro tabuleiro de jogo das duas grandes potências da época.

Interessante pontuar que reduzir o conflito árabe-israelense como resultado exclusivo do arranjo geopolítico seria uma falácia, já que a situação possui complexidades internas muito particulares que vão muito além das disputas interimperialistas pela conquista de matérias-primas, mercados e esferas de influência.

Para se compreender apenas um dos fatores motivadores dessa miríade de conflitos árabes-israelenses devemos perpassar, ainda que de forma breve, pelo histórico da criação do Estado israelense.

Como se deu o surgimento do estado de Israel?

Sionismo como linha mestra

É sabido que o movimento sionista – movimento internacional judeu – havia aprovado, por ocasião da I Conferência Sionista de 1897, a criação de um Estado judeu em território Palestino, local  onde os hebreus viveram antigamente, antes de serem expulsos pelos babilônios e, posteriormente, pelos romanos e obrigados a se dispersarem pelo mundo na conhecida “diáspora judaica”.

Para dar seguimento ao plano estabelecido na conferência, estava previsto a aquisição de terras na Palestina e a emigração do povo judeu àquelas terras. Ocorre, no entanto, que dentre as graves questões que começariam a surgir com relação à restruturação da nação judia em seu próprio solo, havia uma que preocupava ainda mais: a questão do relacionamento entre os judeus e árabes.

Nessa época, crescia o movimento anti-semita na Europa, o que fomentou ainda mais a ideia sionista. Intelectuais judeus defendiam com veemência a necessidade de se criar um Estado nacional judaico, justamente, em resposta ao anti-semistismo crescente.

A primeira grande conquista diplomática dos sionistas ocorreu em meio à Primeira Guerra Mundial quando o governo britânico manifesta apoio ao projeto sionista, por meio da denominada Declaração de Balfour (1917).

Aqui, temos um ponto crucial para o conflito, pois concomitantemente a Grã-Bretanha oferece apoio tanto aos sionistas quanto aos árabes. Antes mesmo da Declaração de Balfour, o governo britânico havia se comprometido a apoioar o estabelecimento de um reino árabe independente no Oriente Médio como medida de retribuição ao apoio árabe na guerra contra os otomanos.

Não se pode olvidar, também, que havia uma “divisão” em áreas de influência já acordadas entre franceses e britânicos sobre essa região em uma futura vitória aliada.

Em 1919, com a Conferência de Paz de Paris, nasce o sistema de mandatos das nações antes pertencentes ao Império Otomano, que deveriam ser administrados pelas potências vencedoras. A priori, essa administração teria a finalidade de preparar esses povos para se organizarem como países e, em um futur, viverem como Estados independentes.

Em 1920, com o Tratado de San Remo, estabelecia-se os territórios do atual Iraque, da Palestina e da atual Jordânia como mandatos britânicos, enquanto os territórios da Síria e do Líbano ficaram como mandatos franceses.

Em 1922, a Liga das Nações aprova o sistema de mandatos, ratificando, portanto, os termos da Declaração de Balfour relatico ao estabelecimento de um Estado nacional judaico na Palestina. Pronto, o ressentimento árabe estava plantado com o patrocínio britânico ao projeto sionista sob a égide de uma política, agora, oficial da Liga das Nações.

A partir dessa decisão, a emigração de judeus da Europa para a Palestina se intensificou e, consequentemente, a população judaica fixada em solo palestino ampliou significativamente.

A comunidade palestina começa a se organizar para resistir. Surge, então, um movimento nacional palestino de Jerusalém, liderado por Husseini, contrário às medidas das autoridades britânicas e contrário ao estabelecimento do povo judeu naquele território.

Grã-Bretanha muda sua política externa para a região

Com o aumento da violência, Londres resolve mudar sua política externa com relação ao movimento sionista.

Em 1937, propõe uma solução pautada no plano de partilha da Palestina entre dois Estados separados. O plano foi rejeitado pelos dois lados.

Em 1939, o governo britânico abandona a defesa do Estado nacional judaico, propõe o fim da imigração judaica em 5 anos, a criação de um Estado binacional para judeus e árabes.

Embora o contexto da Segunda Guerra Mundial tenha contribuído para o apoio britânico aos árabes em troca de apoio tático desses contra a Alemanha nazista, trouxe ainda mais condições favoráveis ao projeto sionista. O massacre de 6 milhões de judeus perpetrado pelo regime nazista durante a guerra sensibilizou a opinião pública em todo o globo, o que fomentou a causa judaica.

O terror do Holocausto acelerou e muito a imigração de judeus à Palestina, sobretudo daqueles oriundos da Europa.

Em 1946, com o fim da guerra, as negociações pós-guerra indicavam a continuidade do mandato britânico,, o que foi severamente rejeitado pelos sionistas que exigiam o estabelecimento de um Estado Judeu.

Londres incapaz de resolver a pendenga, então, transfere o problema à recém-criada Organização das Nações Unidas (ONU) que, em 1947, vota, Assembleia Geral – então presidida pelo brasileiro Oswaldo Aranha – a resolução 181 acerca da partilha da Palestina. Estabelece-se, pois, a criação de um Estado judeu ao lado de um Estado Palestino. Pela proposta, Jerusalém ficaria sob controle internacional.

Aceita pelos sionistas e, obviamente, rejeitada pelos árabes a violência entre as duas comunidades explodiu antes mesmo da completa retirada britânica do território. Conflito que sobrevive até hoje.

Em todo caso, o Estado de Israel é proclamado, mesmo em meio a uma conjuntura tão violenta, em 14 de maio de 1948. É reconhecido imediatamente por Estados Unidos e União Soviética.

A partir do dia seguinte à sua criação até os dias atuais, a nação recém-nascida é atacada pela comunidade árabe.

O que significa a 4ª reeleição presidencial de Vladimir Putin para a Rússia?

No último domingo, dia 18/03, Vladimir Putin foi reeleito presidente da Rússia com mais de 70% dos votos e governará o país até 2024, sendo o seu 4ª mandato presidencial. Putin é o político russo que mais permaneceu no poder depois de Josef Stalin, conhecido por ter ficado por 31 anos no cargo de Secretário-Geral do Partido Comunista da então União Soviética. O ex-espião da KGB foi de primeiro ministro em 1999, para presidente de 2000-2008, voltou a ser primeiro ministro de 2008 a 2012 e de novo presidente em 2012, cargo no qual ele continua até hoje devido a uma emenda constitucional, criada por ele próprio, que ampliou o período da Presidência de 4 para 6 anos.

O resultado das eleições não causou maiores surpresas para o Ocidente, já que o presidente é visto como um autocrata, que rejeita valores democráticos e direitos humanos. Não obstante, há grupos oposicionistas que denunciaram diversas irregularidades com os resultados obtidos nas eleições em várias cidades, como boca de urna, oferta de comidas grátis e descontos em lojas próximas aos locais de votação.

Acontece que sua popularidade na Rússia se deve não só pela influência da sua atual política externa, como também por ter conseguido construir uma identidade nacional em uma sociedade étnica e culturalmente bem diversa. Putin conseguiu aumentar sua popularidade desde o conflito entre Rússia e Ucrânia, no qual resultou na anexação da Crimeia, que teve a sua primeira participação na votação deste ano desde a sua anexação, além dos constantes atritos com os países europeus e a sua intervenção na Guerra da Síria, já que a Rússia é a principal aliada do Presidente Bashar al-Assad. Para a população, esse grande envolvimento com temas geopolíticos abarcando União Europeia, EUA, China, entre outros gigantes do cenário mundial, remete-se aos tempos de glória e destaque na época da União Soviética.

No que diz respeito à economia, desde 2000, quando a Era Putin teve início, a economia voltou a crescer, alcançando o valor recorde do PIB em 2013, e a proporção de russos que viviam na pobreza após a queda da União Soviética também diminuiu drasticamente.

Na Rússia de hoje, o poder e a liderança estão centralizados na imagem de Putin. Sua experiência como espião se mostrou útil no novo regime pós-Soviético. Seu período de formação ocorreu com a queda do muro de Berlim na época em que ainda vivia na Alemanha Oriental, trabalhando na Central de Operações da KGB, em Dresden, e nos últimos momentos da Guerra Fria, o que culminou em duas fortes características do seu governo: seu receio por levantes populares e pelo vácuo de poder que surgiu com o colapso da União Soviética.

A exemplo de sua primeira característica marcante, entre 2011 e 2013, houve uma série de protestos na Rússia, que seguiu o contexto dos países vizinhos e o contexto da Primavera Árabe, pedindo eleições mais limpas e transparentes através de reformas democráticas, tendo sido um dos maiores protestos ocorridos no país desde 1990. Com isso, Putin observou a opinião pública se inclinando a favor de mudanças, com a derrocada de líderes autocráticos em outros países, trazendo à tona as lembranças de 1989. Para ele, esses movimentos populares serviriam como porta de entrada dos governos do Ocidente na Rússia. Para conter tal “invasão”, decidiu adotar uma política aparentemente um pouco mais liberal, ao defender a descentralização de poder nas regiões russas e utilizava a palavra “reforma” em quaisquer dos seus discursos políticos.

O resultado foi fugaz: rapidamente obteve novamente o controle da situação e resolveu por abandonar esta estratégia, que descaracterizava completamente sua ideologia, inflada com nacionalismo e poderio militar. Esperemos para ver quais serão os novos (ou nem tão novos assim) desdobramentos políticos para os próximos 06 anos de governo Putin.

10 motivos para você se apaixonar pela Carreira Diplomática

Olá, futuras e futuros diplomatas!

Você já perguntou por que quer ser diplomata?

Certamente, alguma vez que você comentou sobre sua decisão com alguém, a pessoa te respondeu: “tá, mas por quê?”.

Para te ajudar a responder essa pergunta, vamos te dar dez motivos para se apaixonar pela carreira diplomática!

Quem sabe você não inspira outras pessoas também?

 

1. Viaje pelo mundo

Esse é um dos primeiros motivos que costuma chamar a atenção de quem se interessa pela carreira diplomática: você pode trabalhar no exterior! E não são poucas opções, já que o Brasil é um dos três países que têm relações com todos os 192 Estados-membros da ONU, além de manter missões permanentes junto a organizações internacionais. Tudo bem, não é tão fácil definir exatamente para onde você será enviado; entretanto, se você mantiver a mente aberta, cada posto será uma nova oportunidade. O que nos leva ao segundo motivo…

 

2. Conheça novas culturas

Não é só pelas viagens, mas também pela oportunidade de interagir com pessoas de todos os lugares do mundo. Mesmo no Curso de Formação do Instituto Rio Branco, primeira etapa após aprovação no Concurso de Admissão à Carreira de Diplomata, você já terá contato com pessoas do Brasil inteiro, bem como com alunos intercambistas (como mencionamos nessa outra coluna). Além disso, ao longo da carreira, você conhecerá pessoas com as mais diversas histórias de vida, de diferentes crenças, visões de mundo… Tudo isso será importante para desenvolver seu papel no Itamaraty, já que é imprescindível que você…

 

3. Promova o Brasil para o mundo

Sim, essa é a função primordial de todo diplomata. Acima de tudo, é preciso agir de acordo com os interesses do País. Isso não se confunde com um nacionalismo ufanista: é essencial que todo diplomata reconheça os desafios do Brasil, justamente porque é sua responsabilidade ajudar a superá-los. A diplomacia é um dos principais meios de fomentar o desenvolvimento do nosso país, em todas as áreas. Toda essa variedade lembra o quarto motivo…

 

4. Atue nos mais diversos campos

Gosta da cultura brasileira? Existe espaço para você no Itamaraty. Quer ajudar a fortalecer os laços comerciais com outros países? Sem problemas, é um dos objetivos do MRE. Seu foco é promover a cooperação internacional? Também é uma prioridade brasileira! Quer que o mundo venha conhecer o Brasil? O Itamaraty também! Seja no campo cultural, econômico, social, turístico, político, administrativo… o Itamaraty tem um lugar para você. E não se preocupe, você não vai receber mal para fazer o que gosta!

 

5. Já viu o salário?

Venhamos e convenhamos: todo nós precisamos pagar os boletos no fim do mês, não é mesmo? Com o vencimento inicial do Itamaraty, dá pra fazer isso com algum conforto: desde janeiro, um terceiro secretário (primeiro degrau da carreira diplomática), ganha R$ 18.059,83 brutos. Dá até pra começar a pagar um aluguel em Brasília…

Se quiser saber mais sobre o salário dos diplomatas, volta aqui quinta-feira (22/03). Teremos uma coluna só sobre isso!

 

6. Tenha a famosa estabilidade

Como todas as funções do serviço público federal, a carreira diplomática cai na lei 8.112/1990. Isso que quer dizer que, após três anos, o servidor adquire estabilidade. Para além do significado jurídico, a vida de um diplomata também é bastante estável: existe a rotina de processos inerente de qualquer função burocrática, o preenchimento de relatórios, a prestação de serviço público… pois é, isso também faz parte! Entretanto, se você acha monótono…

 

7. É uma carreira dinâmica

Tudo bem, existe o lado rotineiro. Mas nem só de vida de escritório vivem os diplomatas! A rotatividade de postos é alta: segundo o Itamaraty, um diplomata passa cerca de 2 a 3 anos em cada lugar. Ao longo da carreira, são várias as oportunidades de mudar radicalmente de vida. Com todas essas mudanças, é importante se manter em…

 

8. Atualização constante

Saber é poder! Para acompanhar o dinamismo do mundo, diplomatas precisam estar sempre renovando seus conhecimentos. O Instituto Rio Branco sabe bem dessa importância, como se percebe com os cursos CAD e CAE, necessários para a ascensão na carreira. Além disso, existe outro conhecimento essencial aos diplomatas…

 

9. Aprenda novas línguas

Palavras são essenciais na diplomacia. Uma expressão fora do lugar, e um texto pode ser interpretado de maneira totalmente diferente da intenção original. Na rotina diplomática, dominar a língua (ou as línguas) é fundamental para negociar. Que melhor incentivo você poderia ter para continuar aquele cursinho de idiomas? Inglês, espanhol e francês são o básico, mas você também pode começar a arranhar no árabe, mandarim, russo… quanto mais, melhor!

 

10. É a realização do seu sonho!

Mais do que qualquer outro motivo, amar a carreira diplomática é importante simplesmente porque é o caminho que você escolheu. Estar feliz com essa escolha é o primeiro passo na sua jornada rumo ao Itamaraty, e é o que te manterá firme para alcançar seu objetivo.

Nós do Sapi também somos apaixonados pela carreira diplomática! Que tal dar uma olhada nas nossas páginas do Facebook e do Instagram?

 

 

 

Sugestão de leitura: a política de identidade de gênero como vetor da política mundial.

Após a introdução de um tópico expresso no edital de 2017, a política de identidade de gênero poderá ser cobrada em qualquer fase das provas que virão! E esse é um tema que nos parece muito pertinente a ser discutido e estudado.

É preciso, então, tomar nota de como a política exterior para assuntos de gênero tem promovido a agenda orientada por valores como igualdade de gênero, empoderamento das mulheres, paridade econômica, reconhecimento de direitos sexuais e reprodutivos e enfrentamento da violência, bem como o enfrentamento da violência contra a mulher.

Para saber mais sobre isso, nossa sugestão de leitura de hoje é este interessante artigo publicado por Marcela Donadio Juan Rial La Agenda de la Mujer, Paz y Seguridad en el año de su revisión: la resolución 1325 en la esfera militar y policialFoi produzido pela RESDAL (Red de Seguridad y Defensa de América Latina) e consta do site do próprio Itamaraty.