O movimento de independência catalão e a prisão de Puigdemont, o maior líder separatista da região da Catalunha

Olá, Sapientes!

Como é constituído o Estado espanhol?

Desde a grave crise econômica que assolou a Europa em 2008, começaram a pipocar discursos de cunho supremacistas entre os partidos nacionalistas na região catalã, levando a crer que o aumento do desemprego e a política de austeridade com cortes públicos fosse em peso de responsabilidade do restante do Estado espanhol, que acabava por prejudicar o crescimento da região. Foi com esta vertente que os movimentos separatistas ganharam força na região. Contudo, para melhor entender o movimento separatista da região da Catalunha é preciso entender como se deu o processo de formação do Estado espanhol. O país é composto por 17 regiões autônomas, sendo que especificamente 08 delas, incluindo a região da Catalunha, possuem a condição de “nacionalidades históricas” reconhecidas pela Constituição, bem como um “Estatuto de Soberania”, o que lhes confere um maior poder de decisão e soberania do que em relação às outras comunidades espanholas.

O referendo de outubro de 2017 e as consequências da declaração simbólica da independência catalã

Dito isto, em 1º de outubro de 2017, os líderes separatistas da região catalã decidiram fazer um referendo e a votar secretamente no Parlamento para a emissão de uma resolução de independência, obviamente sendo uma declaração simbólica, sem qualquer valor legal e efetivo, já que proclamar a independência é considerado crime de rebelião na Espanha e que se condenado pode chegar a 35 anos de prisão. O resultado do referendo dentre um total de 135 votos possíveis, foi de 70 pessoas favoráveis à resolução que demandava do Governo Regional um novo processo constituinte, com 55 ausentes e 10 parlamentares contrários. Na ocasião, apenas uma declaração simbólica de independência já foi o suficiente para começar uma enxurrada de manifestações nas ruas em prol do movimento e de uma série de perseguições políticas por parte do Governo Central espanhol.

Acionamento do artigo 155 da Constituição espanhola: autonomia suspensa pela primeira vez desde 1975

Com isso, a região da Catalunha, que até então era autônoma, teve sua autonomia suspensa pela primeira vez desde 1975 pelo Governo Central, fazendo com que o governo catalão fosse completamente destituído e Madri assumisse todas as funções da região até que surgissem novas eleições. Foi acionado o artigo 155 pelo Governo Central, mecanismo incluído na Constituição espanhola em 1975 como forma de proteger de forma emergencial o país, caso alguma das 17 regiões que o formam desobedecessem algumas das obrigações constitucionais e outras leis, agindo contra os interesses gerais da Espanha.

Prisão do maior líder separatista catalão: Carles Puigdemont

A Catalunha possui Parlamento próprio, uma bandeira, polícia própria (Mossos d’Escuadra) e um líder chamado Carles Puigdemont, ex-presidente regional catalão. No que diz respeito à liderança do movimento, neste último domingo, dia 25 de março, o ex-Presidente catalão, Carles Puigdemont foi detido e preso na Alemanha, após uma ordem internacional de prisão expedido pela Suprema Corte da Espanha, quando passava de carro na fronteira da Dinamarca depois de uma viagem à Finlândia. Essa ordem foi direcionada não só para ele, como também para outros 25 envolvidos no processo de independência da Catalunha, e o que tudo indica é que serão julgados por crime de rebelião e desobediência ao Estado espanhol. Com a prisão do maior líder catalão pró-independência, o movimento perde força, que até então ainda estudava medidas de como eleger um presidente fugitivo, quando este ainda se exilava em Bruxelas após a revogação pelo Primeiro-Ministro espanhol, Mariano Rajoy, do seu governo regional.

A questão aqui não está em ser contra ou a favor do movimento, a preocupação paira com a crise política prolongada na região, gerando instabilidade, desconfiança dos governos e fuga de empresas para outras regiões, o que afeta diretamente e negativamente a economia catalã. Com relação à Puigdemont ainda detido em território alemão, este aguarda uma decisão se será extraditado ou não para o território espanhol.


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O que significa a 4ª reeleição presidencial de Vladimir Putin para a Rússia?

No último domingo, dia 18/03, Vladimir Putin foi reeleito presidente da Rússia com mais de 70% dos votos e governará o país até 2024, sendo o seu 4ª mandato presidencial. Putin é o político russo que mais permaneceu no poder depois de Josef Stalin, conhecido por ter ficado por 31 anos no cargo de Secretário-Geral do Partido Comunista da então União Soviética. O ex-espião da KGB foi de primeiro ministro em 1999, para presidente de 2000-2008, voltou a ser primeiro ministro de 2008 a 2012 e de novo presidente em 2012, cargo no qual ele continua até hoje devido a uma emenda constitucional, criada por ele próprio, que ampliou o período da Presidência de 4 para 6 anos.

O resultado das eleições não causou maiores surpresas para o Ocidente, já que o presidente é visto como um autocrata, que rejeita valores democráticos e direitos humanos. Não obstante, há grupos oposicionistas que denunciaram diversas irregularidades com os resultados obtidos nas eleições em várias cidades, como boca de urna, oferta de comidas grátis e descontos em lojas próximas aos locais de votação.

Acontece que sua popularidade na Rússia se deve não só pela influência da sua atual política externa, como também por ter conseguido construir uma identidade nacional em uma sociedade étnica e culturalmente bem diversa. Putin conseguiu aumentar sua popularidade desde o conflito entre Rússia e Ucrânia, no qual resultou na anexação da Crimeia, que teve a sua primeira participação na votação deste ano desde a sua anexação, além dos constantes atritos com os países europeus e a sua intervenção na Guerra da Síria, já que a Rússia é a principal aliada do Presidente Bashar al-Assad. Para a população, esse grande envolvimento com temas geopolíticos abarcando União Europeia, EUA, China, entre outros gigantes do cenário mundial, remete-se aos tempos de glória e destaque na época da União Soviética.

No que diz respeito à economia, desde 2000, quando a Era Putin teve início, a economia voltou a crescer, alcançando o valor recorde do PIB em 2013, e a proporção de russos que viviam na pobreza após a queda da União Soviética também diminuiu drasticamente.

Na Rússia de hoje, o poder e a liderança estão centralizados na imagem de Putin. Sua experiência como espião se mostrou útil no novo regime pós-Soviético. Seu período de formação ocorreu com a queda do muro de Berlim na época em que ainda vivia na Alemanha Oriental, trabalhando na Central de Operações da KGB, em Dresden, e nos últimos momentos da Guerra Fria, o que culminou em duas fortes características do seu governo: seu receio por levantes populares e pelo vácuo de poder que surgiu com o colapso da União Soviética.

A exemplo de sua primeira característica marcante, entre 2011 e 2013, houve uma série de protestos na Rússia, que seguiu o contexto dos países vizinhos e o contexto da Primavera Árabe, pedindo eleições mais limpas e transparentes através de reformas democráticas, tendo sido um dos maiores protestos ocorridos no país desde 1990. Com isso, Putin observou a opinião pública se inclinando a favor de mudanças, com a derrocada de líderes autocráticos em outros países, trazendo à tona as lembranças de 1989. Para ele, esses movimentos populares serviriam como porta de entrada dos governos do Ocidente na Rússia. Para conter tal “invasão”, decidiu adotar uma política aparentemente um pouco mais liberal, ao defender a descentralização de poder nas regiões russas e utilizava a palavra “reforma” em quaisquer dos seus discursos políticos.

O resultado foi fugaz: rapidamente obteve novamente o controle da situação e resolveu por abandonar esta estratégia, que descaracterizava completamente sua ideologia, inflada com nacionalismo e poderio militar. Esperemos para ver quais serão os novos (ou nem tão novos assim) desdobramentos políticos para os próximos 06 anos de governo Putin.

O Acordo do Pacífico e a sua relação com a política protecionista de Trump

No dia 08 de março deste ano, foi assinado em Santiago, no Chile, o Acordo do Pacífico, mais conhecido como TPP11 (Tratado Integral e Progressivo da Parceria Transpacífico. Ele recebeu a denominação de TPP11 por ter sido assinado por ministros de 11 países, sendo considerado um dos maiores acordos comerciais do mundo, dentre os quais fazem parte: 2 países da América do Norte (México e Canadá), 2 países da América do Sul (Chile e Peru), 7 países da Ásia (Brunei, Japão, Malásia, Cingapura e Vietnã) e 2 países da Oceania (Austrália e Nova Zelândia). Muitos haviam desacreditado na assinatura deste acordo quando os Estados Unidos resolveram abandonar as negociações dos seus termos, que eram um dos projetos do governo de Barack Obama, indo de encontro ao isolacionismo comercial. Isto se deve pela força que a maior potência mundial tem no avanço de um acordo deste porte. Acontece que a assinatura deste acordo é uma resposta política de abertura comercial, de apoio às regras mais bem explicadas para o comércio internacional e de oposição às medidas protecionistas e de preferência pelos acordos bilaterais, atual eixo adotado por Trump. É uma mensagem de que os mercados abertos, a integração econômica e a cooperação internacional criam oportunidades econômicas e prosperidades para todos os beneficiários.

O acordo estabelece um mercado livre de tarifas, favorecendo milhões de consumidores. As vantagens deste acordo residem no fato de estar presente em 3 continentes diferentes e de possuir termos de regulamentos e facilitação do comércio radicalmente novos, harmonizando normas comerciais, o que atrairá grandes investimentos. Ele entrará em vigor quando 6 dos 11 signatários o tiverem ratificado. Os grandes beneficiários do TPP11 são o México, o Canadá e o Japão. O México, por exemplo, reduzirá sua dependência econômica da maior potência mundial com abertura para a comercialização de manufaturados com a Ásia. Com relação aos países latinoamericanos, Chile e Peru sairão na frente com acesso aos mercados japonês, cujos acordos bilaterais ainda previam muitos produtos sujeitos a tarifas, ao australiano e ao canadense.

Da até então liderança única americana, passou-se à coletiva: o Japão assumiu uma maior cota de responsabilidade, por ser considerado a maior potência do tratado, o México e o Canadá deram um grande passo à frente ao diversificar sua matriz comercial e o Chile assumiu o comando regional da América Latina. Infelizmente para o Brasil, a notícia não é muito otimista: o país se isola cada vez mais da cadeia global de comércio, o que torna seus produtos menos competitivos. Não obstante, mesmo antes da ratificação do acordo, haverá desvios do comércio brasileiro no ramo de manufaturados e do agronegócio, porque empresas vão começar a incorporar os termos do acordo em suas negociações. A política comercial brasileira fica isolada, porque ele concentrou sua estratégia de negociação com países da América do Sul e da África e apostou na melhoria da OMC.

Os princípios como do livre comércio e da globalização estão enfrentando um período crítico principalmente depois da chegada de Trump na presidência dos EUA e da onda dos movimentos populistas de extrema direita que passaram a tomar conta da Europa e que são contra o livre comércio, justamente o principal objetivo do tratado acima mencionado. O acordo visa se opor ao protecionismo e ao confronto entre os países, bem como estreitar os laços em favor do crescimento econômico de todos os envolvidos no projeto. Além disso, foram excluídas algumas normas que tinham sido estabelecidas por insistência dos EUA e que geravam desconforto aos parceiros e foi adotada uma dimensão inclusiva no acordo, contemplando perspectivas de gênero, meio ambiente e direito trabalhistas.

Coincidentemente (ou não), a assinatura ocorreu no mesmo dia e horas antes em que o Presidente Donald Trump apresentasse seu novo decreto tarifário que possui o condão de sobretaxar as importações de aço e alumínio, justamente no período em que há a renegociação do Tratado de Livre Comércio da América do Norte (NAFTA), com o México e o Canadá. Veremos os próximos capítulos desta jornada que ainda poderá culminar na primeira guerra comercial deste século.

 

A coragem das mulheres contra a obrigação do uso do véu ganha força no Irã

Olá, Sapientes!

Uma boa dica sobre Atualidades dessa semana é o que tem acontecido no Irã e que pode ser tema-objeto de questão para o concurso do CACD.

Quem diria que as mulheres, consideradas cidadãs de segunda categoria em diversos aspectos sociais após a Revolução de 1979, fossem revoltar-se no Irã pelo uso forçado dos véus. Neste protesto, elas tiram-no e decidem pendurá-los em paus, como se fossem “varas de pescar” ficando em praça pública de cabeça destampada e hijab no ar, em sinal de protesto pacífico contra um dos maiores símbolos de opressão do sexo feminino no país. Este movimento começou pela capital do Irã e já se alastrou para outras cidades.

Este movimento teve como fonte de inspiração uma jornalista iraniana chamada Masih Alinejad que desde 2014 tem incentivado ações de protesto como esta através da sua página My Stealthy Fredom (Minha liberdade furtiva), no qual questiona frequentemente as leis de seu país. Alinejad fez um vídeo de si mesma caminhando sem véu no Irã e incentivou outras mulheres a fazerem o mesmo. O vídeo e as fotografias deste ato rebelde viralizaram na internet por meio de redes sociais e hoje se tornaram um marco contra a opressão feminina. Alinejad vive atualmente nos Estados Unidos e teme em ser presa caso volte ao seu país, mas continua encorajando outras mulheres iranianas sendo peça chave neste movimento revolucionário feminino. O que está em pauta não é o uso voluntário do hijab, mas, sim, sua obrigatoriedade.

Masih Alinejad (Masoumeh Alinejad-Ghomi), an Iranian journalist and writer based in London, UK.

Masih Alinejad

Muitos homens também se solidarizam à causa pendurando um véu em um pedaço de madeira, balançando-o em um gesto simbólico, assim como mulheres que usam o hijab por vontade e convicção próprias. Para os que acham que se trata de uma simples peça de roupa, não se enganem: discute-se a dignidade da mulher, sua liberdade de escolha e seu poder absoluto sobre seu corpo e demais aspectos da vida, até então inexistentes. A conquista da liberdade de escolha no vestuário representa simbolicamente o condão da liberdade para todo o resto.

No fim de 2017, outra iraniana ficou conhecida por protagonizar a mensagem de protesto, Vida Movahed, em plena rua da capital Teerã. Vida ficou por mais de 40 minutos em cima de uma caixa de eletricidade, sem o véu branco que lhe cobria a cabeça, com ele amarrado por um pedaço de pau. Posteriormente, foi conduzida coercitivamente à Polícia. Coincidentemente, Alinejad havia pedido através de sua página que as mulheres usassem véu branco às quartas-feiras em sinal de protesto. O protesto de Vida foi exatamente em uma quarta-feira e com um véu branco espetado em um pedaço de pau.

Em resposta, as autoridades tentaram ridicularizar o protesto por meio da desvalorização e infantilização dos atos femininos, o que não repercutiu da forma esperada, ao contrário de outras ocasiões anteriormente abafadas. Se durante 40 anos as tentativas de indignação foram silenciadas por meio da força, as gerações mais novas mostram que o medo dessa força já não é suficiente para calá-las, a coragem toma lugar para o desafio da desobediência civil.

Fases avançadas do CACD: Significado e Importância

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As duas fases avançadas do CACD se diferenciam da primeira em três aspectos principais, e compreendê-los é importante se você quer se tornar um candidato competitivo no certame.

O modelo discursivo das fases avançadas (nesse artigo, nossa análise exclui a prova de francês e espanhol, que poderá ser analisada em post futuro) apresenta três desafios em relação ao modelo objetivo da primeira. Esses desafios são, também, janelas de oportunidade para que o candidato os transforme em vantagem comparativa. Vejamos:

1. Postura diante da banca: viés ativo x viés passivo

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O recém-aprovado no TPS acaba de sair de uma maratona de treino para uma prova objetiva quando tem que virar completamente a chave do pensamento para o modelo discursivo.

Se, no TPS, você se portava passivamente diante da banca, tendo de escolher entre apenas três reações (responder C, E ou branco) para algo que te era apresentado já pronto e acabado, agora é a banca quem está passiva pra você: ela te propõe um enunciado, te oferece duas ou três páginas inteirinhas em branco, e depois reage àquilo que você propõe, pronto e acabado, a ela.

Nas 45, 60 ou 90 linhas das questões discursivas cabem centenas de caminhos. Agora você pode (e deve) infinitamente mais que apenas C, E ou Branco: quem conduz o raciocínio e se apresenta pra banca é você. Isso, que talvez seja a grande beleza das fases avançadas, fica claro com uma observação cuidadosa de qualquer guia de estudos: todos os aprovados sobem a mesma montanha, mas cada um o faz por um caminho diferente e com um método específico – e, no fim do dia, todos fincam a bandeira no mesmo cume.

Aquele candidato, portanto, que vira mais rapidamente a chave do raciocínio entre as fases e faz uso pragmático das oportunidades abertas se dá bem. Como no CACD, contudo, nada é tão simples, há que se tomar alguns cuidados.

O primeiro é não achar que a diversidade de possibilidades de resposta significa poder responder qualquer coisa. A fidelidade ao enunciado ainda é elemento diferencial entre aprovados e reprovados – você pode responder ao enunciado X usando raciocínios diversos, referências múltiplas e argumentos variados, mas você não pode usar tudo isso pra responder Y ao invés de X.

O “excesso de liberdade” trazido pelas fases avançadas deve ser usado por você de forma pragmática de modo a criar vantagens, não ser mais um obstáculo à sua aprovação.

O segundo perigo do viés ativo está no famigerado “enganar a banca”. Muitos candidatos confundem a passividade da banca com uma certa ingenuidade (pra não usar termos mais fortes) dos corretores. A margem de manobra das fases avançadas te permite desenvolver raciocínios complexos, dialogar com outros conteúdos e demonstrar profundidade de conhecimento acerca do assunto pedido. Não te permite, contudo, usar toda essa fonte de recursos para disfarçar uma resposta vazia em conteúdo.

Lembre-se: a forma deve ser usada em favor do conteúdo, não em substituição a ele.

2. Oportunidade de diferenciação

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No TPS, candidatos são separados entre aqueles que acertaram e aqueles que erraram determinada questão. Não há diferença nenhuma entre você que gabaritou determinado item e todas as outras centenas de candidatos que também o fizeram. Trezentas e poucas pessoas separam o aprovado em primeiro do aprovado em último no TPS – e apenas elas. A diferença efetiva, em termos de classificação final, entre esses dois candidatos é nenhuma.

Nas fases discursivas, as correções são influenciadas pelo aspecto relativo. Se, no TPS, você e seu colega ganhavam 0,25 por acertar uma questão, agora vocês dois podem acertar a mesma resposta e um obter 15/30 e o outro 30/30. A ideia não mais é responder certo, mas é responder mais certo que o seu concorrente.

Por isso, cada milímetro das linhas de resposta vale muito, cada minuto a mais na sala de prova é diferencial: use a folha de respostas para demonstrar todo o seu conhecimento, toda a sua capacidade argumentativa e toda a complexidade do seu pensamento.

Use e abuse da interdisciplinariedade, insira com maestria aquele detalhezinho de canto de página que seu concorrente não se lembra e você sim, mostre como sua escrita é elegante e como você possui boas ideias.

Os candidatos à diplomacia geralmente são pessoas com vasto conhecimento geral e alta capacidade intelectual. Novamente, uma rápida olhada em qualquer guia de estudos comprova que todos os aprovados fizeram uso da oportunidade de diferenciação relativa para obter vantagens. O lado ruim desse aspecto é a elevação geral dos níveis de resposta.

Muitos candidatos bem-preparados com respostas excelentes apresentam padrões elevadíssimos para as bancas que, ano após ano, intensificam seu nível de exigência. Isso é o que faz aquele candidato calouro ler um guia de estudos e ficar totalmente desolado, tendo certeza absoluta de que jamais conseguirá fazer algo parecido com o que está ali. A boa notícia, no entanto, é que é possível, sim: diria, sem medo de errar, que 30 dos meus 30 colegas de turma no Rio Branco tiveram essa sensação na primeira vez que leram um guia – e, voilà, hoje são os nomes deles que estampam o Texugo Melívoro.

3. Peso equivalente das matérias

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Você pode passar na primeira fase do CACD zerando economia, desde que vá super bem em português, por exemplo. Nas fases avançadas, não dá pra se dar a esse luxo: à exceção de PI e GEO, que valem 50 pontos cada, todas as disciplinas valem 100 pontos – Português, Inglês, História do Brasil, Direito e Economia.

Além de tornar mais isonômico o concurso, atenuando o risco de  beneficiar aqueles que têm mais facilidade em uma matéria do que em outra, esse aspecto é vantajoso para o candidato que percebe uma coisa muito simples: os 100 pontos de economia são os mesmos 100 pontos de português – que, por sua vez, são os mesmos 100 de HB, os mesmos de inglês…

Algumas bancas são tradicionalmente mais “mãezonas” que outras. Os famosos gráficos do DataLascala que circulam nos grupos dedicados ao concurso nos momentos de pós-prova mostram, por exemplo, que a diferença de notas entre aprovados e reprovados em Direito ou Economia não é tão grande quanto em Inglês ou em HB, por exemplo. Alguns candidatos, portanto, sobretudo aqueles que já passaram pelas fases avançadas antes, se voltam para os estudos das matérias que diferenciam mais, já que “todo mundo vai bem em DIP mesmo”.

Não há problema nenhum em priorizar disciplinas conforme a sua estratégia, mas não se deve, em absoluto, negligenciar aquelas cujas médias costumam ser mais elevadas. O concurso chegou a um nível de competitividade tão elevado que é preciso ser muito bom em todas as matérias, e, para sê-lo, é crucial estudar intensamente todos os conteúdos.

É verdade que se dedicar muito àquela matéria em que as notas se diferenciam bastante pode te garantir 40 pontos a mais que seu concorrente e que se dedicar muito àquela em que as notas são mais uniformes pode te dar, no máximo, uns 15 pontos de vantagem.

Só quero te lembrar, contudo, que esses podem ser os mesmos 15 pontos que separam o primeiro colocado do primeiro excedente na classificação final.

Marianna Bruck Goulart é diplomata e ex-aluna do Curso Sapientia.

Por dentro do MRE: Semana 2 / Julho 2015

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Olá, Sapientes! Como estão?

O destaque desta semana é, definitivamente, a Cúpula de Chefes de Estado do Mercosul, bem como as reuniões paralelas, que aconteceram em Brasília, entre os dias 14 e 17 de julho de 2015.

Precisamos encontrar novos caminhos para a inserção competitiva de nossas economias nas cadeias de valor, ampliando a presença do Mercosul no mundo – Dilma Rousseff, 48o Cúpula do Mercosul

Bons estudos!

Julho / 2015

Terça

Quarta Quinta

Sexta

14 15 16

17

18ª edição da Cúpula Social do MERCOSUL. Realizada semestralmente desde 2006, a Cúpula Social do MERCOSUL é um espaço de diálogo e representação para a sociedade civil dos países do bloco. XLVIII Cúpula dos Chefes de Estado do MERCOSUL e Estados Associados e XLVIII Reunião do Conselho do Mercado Comum.

Saiba mais no sítio do Itamaraty.

 

Artigo: Presidência do Brasil foi “extremamente positiva” para o Mercosul, avalia embaixador da Argentina

 

Artigo [Blog Diplomacia Pública]: A Presidência Pro Tempore Brasileira do Mercosul no Primeiro Semestre de 2015

Realizada semestralmente desde 2006, a Cúpula Social do MERCOSUL é um espaço de diálogo e representação para a sociedade civil dos países do bloco.

 

Temas:

1. desafios à integração do MERCOSUL e a institucionalização do processo de integração, com o aprofundamento do eixo social a partir dos objetivos do Estatuto da Cidadania do MERCOSUL

 

2. mecanismos de execução desses objetivos, a partir dos princípios da Declaração Laboral do MERCOSUL, das diretrizes de Educação e Cultura em Direitos Humanos e da participação e representação política das mulheres

 

3. ampliação da participação das populações no MERCOSUL, com debates a respeito da atuação dos órgãos responsáveis pela expansão da participação política no processo decisório regional, o Parlamento do MERCOSUL e a Unidade de Apoio à Participação Social, assim como o incentivo a participação de movimentos sociais.

 

V Fórum Empresarial do MERCOSUL.

Criado por iniciativa brasileira em 2012, o Fórum Empresarial do MERCOSUL tem o objetivo de fomentar a ampliação de negócios e investimentos na região e promover a integração das cadeias produtivas entre os países.

Reunião do Conselho do Mercado Comum (CMC), que reúne os Chanceleres e os Ministros de Economia e de Indústria dos Estados Partes do MERCOSUL.

 

Ao final da Cúpula, a Presidência Pro Tempore do bloco será transferida para o Paraguai.

 

 

Atos assinados:

1. Acordo-Quadro de Associação entre o MERCOSUL e a República Cooperativista da Guiana

 

2. Acordo-Quadro de Associação entre o MERCOSUL e a República do Suriname

 

3. Protocolo de Adesão do Estado Plurinacional da Bolívia ao MERCOSUL

 

Saiba mais no sítio do Itamaraty

 

 

Reunião de trabalho entre Brasil e   Argentina.

 

Vale destacar: O Brasil é o principal destino das exportações argentinas e o principal fornecedor de produtos para o país vizinho. Em 2014, o intercâmbio bilateral alcançou a marca de US$ 28,4 bilhões, tendo a Argentina sido o terceiro maior parceiro comercial do Brasil.

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Veja qual é o curso ideal do Sapientia para você aqui.

Por dentro do MRE: Semana 3 / Junho de 2015

Olá, Sapientes! Como estão?

Já virou tradição! Toda sexta-feira, publicamos a compilação dos principais acontecimentos realizados pelo Ministério das Relações Exteriores.

Clique nos links e saiba mais detalhes sobre os acontecimentos.

Bons estudos!

Imagem: Ministério das Relações Exteriores

Imagem: Ministério das Relações Exteriores

Junho/2015

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Discurso do Secretário-Geral Sérgio Danese por ocasião do XLV Período Ordinário de Sessões da Assembleia Geral da OEA – Washington, 15 e 16 de junho.

Destaque (discurso): “Vivemos uma nova configuração da ordem internacional na qual, após décadas de uma bipolaridade paralisante, o mundo caminha para uma crescente multipolaridade, que constitui uma oportunidade para que os países em desenvolvimento possam ter voz mais ativa.”

Destaque (via Twitter): “Brasil e Espanha são importantes parceiros econômicos. O Brasil possui o 2º maior estoque de investimentos diretos espanhóis no mundo”

Discurso na íntegra: Itamaraty

A Organização dos Estados Americanos, em sua XLV Assembleia-Geral, em 16 de junho, aprovou e abriu para assinatura a Convenção Interamericana sobre os Direitos das Pessoas Idosas. O Brasil foi um dos primeiros signatários da Convenção.

O Brasil foi moderador do evento “Iguais em Direitos”, na sede das Nações Unidas em Genebra. O objetivo da iniciativa foi analisar o combate à discriminação com base em orientação sexual e identidade de gênero, promovendo a discussão do novo relatório do Alto Comissário das ONU sobre o tema.

Relatório: MRE/Facebook

Visita do Ministro de Assuntos Exteriores e Cooperação da Espanha, José Manuel García-Margallo – Brasília, São Paulo e Salvador, 17 a 19 de junho.

Destaque: O Ministro espanhol encontrou o Embaixador Mauro Vieira, no âmbito da II Reunião da Comissão Ministerial de Diálogo Político Brasil-Espanha. Os Ministros trataram de temas da agenda bilateral, como comércio, investimentos e cooperação educacional e científica e tecnológica, bem como de temas regionais e multilaterais de mútuo interesse, como cooperação humanitária e a atuação dos dois países nas operações de paz das Nações Unidas no Haiti e no Líbano.

Saiba mais: Itamaraty

[Blog Diplomacia Pública]: Itamaraty busca promover o comércio e o turismo, atrair investimentos e contribuir para a internacionalização de empresas brasileiras. Publicação em 17 de junho.

Leia o texto na íntegra: Blog MRE

O Ministro Mauro Vieira acompanhou, em 18 de junho, a Pres. Dilma em reunião com membros do IX Fórum Brasil-Estados Unidos de Dirigentes de Empresas.

Nota do Itamaraty, de 19 de junho, sobre a visita da Comissão Externa do Senado à Venezuela

 


Você quer ser diplomata? Comece seus estudos para o CACD agora mesmo!

Veja qual é o curso preparatório ideal do Sapientia para você aqui.

Todd’s challenge: in, on, at

Imagem: Aprenda Inglês Fácil

Imagem: Aprenda Inglês Fácil

Hello, Hello!!

Todd Marshall* is here to challenge you again! 🙂

As we have been studying prepositions in depth, here is another challenge for you – IN / ON / AT!! These are the prepositions that most trip up English language students.

Let’s see if you can get them right! Good luck!

P.S.: The answer key will be available on Monday (June 15th, 2015)!


CHALLENGE: Prepositions IN / ON / AT

IN / ON / AT: In the boxes provided, give either a definition or an example to fit the category:

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Now fill in the blanks with the correct preposition IN / ON / AT:

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MODES OF TRANSPORT: Are you in or on these?

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The Answer Key to this challenge (with explanation!) is available in here.

Do you need help with English?

Matricule-se já!


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Todd Marshall é professor de Inglês do Curso Sapientia. Mais informações sobre Todd e sobre a prova de inglês do CACD, veja este vídeo.

Inscrições abertas: Edital de abertura do processo seletivo para monitor bolsista

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Olá, CACDista! Tudo bem?

Você está com dificuldades em financiar seus estudos para o CACD?
Já pensou em participar de atividades que aumentarão o seu desempenho na preparação para o concurso?
Então, este post é para você!

Estão abertas as inscrições para o processo seletivo de monitor bolsista no Curso Sapientia! Você tem entre os dias 09 e 17 de maio de 2015 para realizar a sua inscrição.

Clique aqui para ler o edital completo.

Veja abaixo alguns detalhes sobre o processo seletivo e sobre a monitoria!

O que é a monitoria do Sapientia?

O monitor será selecionado pela Direção do Curso Sapientia para ganhar uma bolsa de estudos em algum dos cursos do Sapientia, em troca de participação ativa em algumas tarefas, tais como, elaboração cadernos de aula, exercícios, busca de bibliografia, formatação de materiais, dentre outros, sendo que todos os trabalhos serão orientados pela Coordenação Pedagógica. Todas essas atividades contribuem para a preparação do monitor.

Como é o processo de seleção da Bolsa Monitoria?

O processo de seleção divide-se em 3 etapas:

– Etapa I: envio de Currículo

A Etapa I terá início às 10:00 horas do dia 18/05/2015 e poderá ser cumprida até às 12:00 horas do dia 23/05/2015.

A Etapa I consistirá de envio de Currículo em formato PDF.  O currículo deverá conter a qualificação completa do candidato, indicando sua experiência profissional e sua experiência acadêmica.

– Etapa II: Prova Objetiva

A Etapa II terá início com o cumprimento da Etapa I e se estenderá até às 12:00 horas do dia 23/05/2015.

A Etapa II consistirá na realização de uma prova objetiva, com 6 (seis) questões de Língua Portuguesa e 6 (seis) questões de Língua Inglesa. As questões serão do tipo múltipla escolha e do tipo CERTO ou ERRADO.

– Etapa III: Prova Dissertativa

A Etapa III terá início com o cumprimento da Etapa II e se estenderá até às 12:00 horas do dia 23/05/2015.

A Etapa III consistirá na realização de uma prova dissertativa sobre a disciplina que se inscreveu para contratação de Monitoria, cuja resposta deverá ser de no máximo 5.000 (cinco mil) caracteres, contados os espaços.

Quais são as modalidades de Bolsa?

Horas Semanais
Local
Benefícios da Bolsa
10 horas
Home Office
Bolsa integral apenas no módulo da disciplina que o monitor presta monitoria.
Presencial
Bolsa integral no módulo da disciplina que o monitor presta monitoria + 2 módulos à sua escolha no mesmo curso em que o monitor presta a monitoria.
20 horas
Home Office
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Bolsa integral em todos os cursos disponíveis no Curso Sapientia.

Quantas são as vagas e quais são os cursos disponíveis para monitoria?

CURSOS

MÓDULOS

VAGAS

Curso Regular Extensivo
Direito Interno
01
Curso Regular Extensivo
Direito Internacional Público
01
Curso Regular Extensivo
Economia
01
Curso Regular Extensivo
Geografia
01
Curso Regular Extensivo
História do Brasil
01
Curso Regular Extensivo
História Mundial
01
Curso Regular Extensivo
Política Internacional
01
Curso Regular Extensivo
Língua Portuguesa
01
Curso de Resolução de Questões
Direito Interno
01
Curso de Resolução de Questões
Direito Internacional Público
01
Curso de Resolução de Questões
Economia
01
Curso de Resolução de Questões
Geografia
01
Curso de Resolução de Questões
História do Brasil
01
Curso de Resolução de Questões
História Mundial
01
Curso de Resolução de Questões
Política Internacional
01
Curso de Resolução de Questões
Língua Portuguesa
01
Curso Regular de Língua Estrangeira
Inglês, Francês e Espanhol
01

Quando será o resultado final?

A comunicação do resultado final do processo seletivo ocorrerá à partir do dia 25/05/2015, por meio de contato telefônico e/ou envio de e-mail.

Clique aqui e inscreva-se!

Convite do Sapientia: Hangout com a Claudia Simionato, dia 09.05, às 10h30

Cursos2

Olá, CACDistas! O Curso Sapientia está aqui para fazer um convite a vocês:

No sábado, dia 09.05.2015, às 10h30, nós vamos realizar um hangout* EXCLUSIVO com a professora Claudia Simionato. No encontro, que será ao vivo, online e gratuito, a Claudia irá tirar dúvidas sobre as provas de português do CACD (1a e 2a fases) e também contará algumas dicas especiais!

Está interessado? Inscreva-se no link abaixo e participe! http://goo.gl/forms/OM720ZfC4b

Para quem não conhece a prova de português do CACD…

A prova de português costuma apresentar, na 1a fase, 14 questões objetivas. Ir bem nesta matéria, portanto, é essencial para ser aprovado para a 2a fase. Na 2a fase, será testado o conhecimento de português de maneira dissertativa, por meio de resolução de exercícios e de redação, em que o aluno precisa demonstrar português fluente, coerente e com o mínimo de deslizes gramaticais.

Para quem não conhece a professora Claudia Simionato…

Simionato

A professora Claudia prepara candidatos desde 2003. Ela ministra aulas completas e aprofundadas, nos cursos CRE, CRQ e Maratona – Primeira Etapa, sem que a gramática da língua portuguesa pareça um conhecimento inalcançável. Especialista, também, na preparação de candidatos para a segunda fase do concurso, as aulas de redação da professora, nos cursos CRR e Maratona – Segunda Etapa, conduzem os candidatos a um estilo de redação claro, objetivo e, melhor de tudo, perfeito para a prova do CACD. Ela é bacharel em Letras (Português/Espanhol) pela Universidade de São Paulo (USP).

Não deixe para depois, comece a estudar já!

Bônus exclusivos para quem se matricular até dia 10.05! 🙂

Matricule-se já!

* O que é hangout? É uma plataforma de mensagens instantâneas e chat de vídeo desenvolvido pelo Google.