Estaríamos perto de alcançar a desnuclearização da Coreia do Norte?

Olá Sapientes! Como vão os estudos sobre Atualidades?

O tema desta semana é a discussão entre Coreia do Norte e EUA sobre a possível  desnuclearização da península da Coreia.

Onde tudo começou: a explicação de geração para geração do processo de capacitação nuclear na Coreia do Norte

No final da Segunda Guerra Mundial, sob o governo de King II Sung, começou-se a desenvolver uma arma nuclear que fosse funcional para o país. Porém, somente em 2006, já sob o comando de seu filho King Jong II, é que o primeiro teste de arma nuclear foi realizado. Com relação especificamente a criação de um programa nuclear, a Coreia do Norte possui um programa desde a década de 70, contudo, este programa assumiu novas proporções e ficou mais robusto desde que o atual líder King Jong-un, neto de King II Sung, ascendeu ao poder em 2011. Este programa está intimamente ligado com a palavra “segurança nacional”, já que seria a única garantia de manter a soberania do país, o controle do regime comunista e o poder de Kim Jong-un.

Tudo começou com a experiência vivenciada pelo avô do atual líder nortecoreano, King II Sung, durante a Guerra da Coreia. Ao ter tido a informação de que o General norteamericano Douglas McArthur tinha interesse no uso de armas nucleares contra a Coreia do Norte e a China, mas que havia sido impedido de fazê-lo, o então líder nortecoreano interpretou esta situação como um chamado de que para sobreviver a futuras guerras e evitar um ataque desta magnitude seria preciso desenvolver a capacidade nuclear de seu país.

Grande parte da tecnologia nuclear inicial da Coreia do Norte teve origem com um dos fundadores do programa nuclear do Paquistão. Até o momento foram realizados no total cinco testes de armas nucleares, todos em lugares subterrâneos, ficando mais potentes a cada década. Estima-se pelo Ministério de Defesa da Coreia do Sul que o último teste realizado em 2016 resultou em 10 quilotons (unidade de energia de uma bomba nuclear libertada em explosões). Para quem não sabe o impacto que teria 10 quilotons, é só comparar o estrago que teve a bomba “Little boy” que atacou e destruiu a cidade de Hiroshima, no Japão. A bomba tinha 15 quilotons. Especula-se que os próximos testes nucleares possam chegar de 20 a 30 quilotons, uma verdadeira ameaça à humanidade e aos EUA, seu foco principal.

Qual seria o verdadeiro propósito do desenvolvimento nuclear e de mísseis?

Além do desenvolvimento nuclear, há também o desenvolvimento de mísseis balísticos. Com qual objetivo? Criar um míssil balístico intercontinental (ICBM – intercontinental ballistic míssile) que consiga atingir o solo americano por meio de uma ogiva (ogiva, para quem não sabe, seria a forma de encapsulamento de míssil, tornando-o menor e mais versátil; é a parte cilíndrica de um projétil). Apesar de boa parte dos lançamentos de mísseis terem sido feitos para testar o arsenal da Coreia do Norte, existe um forte propósito político por trás disso, já que os testes muitas vezes coincidem em momentos estratégicos e importantes para a região, como a visita de primeiros-ministros e/ou presidentes dos países vizinhos em território americano.

Coreia do Norte: desafio diplomático para os EUA e vizinhos asiáticos

A República Popular Democrática da Coreia, mais conhecida como Coreia do Norte, representa um desafio diplomático aos EUA, já que Pyongyang, sua capital, havia acelerado seu programa nuclear com o intuito de obter um míssil com armas nucleares capaz de alcançar os Estados Unidos e não obstante, ao fazer estes testes durante momentos de visitas diplomáticas importantes, estaria fazendo uma demonstração de força no meio do cunho político.

Durante o mês de abril, têm ocorrido diversas negociações entre agentes dos dois países antes do encontro entre o Presidente Donald Trump e o ditador Kim Jong-um, que deverá acontecer até o final de maio. O convite foi feito pelo próprio líder norte-coreano por meio de uma carta escrita cujo tema seria o fim de seu programa nuclear, ou seja, o fim do seu programa ilegal de armas nucleares e testes de mísseis balísticos. A carta foi entregue em mãos na Casa Branca por meio do Conselheiro de Segurança Nacional da Coreia do Sul, Chung Eui-Yong.

Se a reunião de fato acontecer, haverá mais um capítulo do tema de desnuclearização do regime entre Kim e os dois principais interessados no processo da questão atômica, os EUA, por meio de Washington, e Coreia do Sul, através de Seul.


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Crise diplomática envolvendo Reino Unido e Rússia seria a nova “Guerra Fria”?

Olá Sapientes!

Vocês ficaram por dentro do caso do ex-espião russo envenenado que foi o estopim para a crise entre a Rússia e o Reino Unido? Não? Então o Blog Sapi explica em primeira mão para vocês…

Caso Skripal, o agente-duplo radicado em Salisbury, no Reino Unido

Tudo começou no início do mês de março desse ano, quando Serguei Skripal, ex-coronel do serviço de inteligência militar russo que delatou agentes russos ao Reino Unido, e sua filha Yulia Skripal foram envenenados na porta de casa onde o russo mora, na cidade de Salisbury, na Inglaterra, após terem sido expostos a uma substância neurotóxica conhecida como Novichok. A filha, que mora em Moscou, visitava o pai na ocasião. Acredita-se que seja um agente nervoso desenvolvido e utilizado pelos russos na época da União Soviética, que bloqueia o sistema nervoso e interrompe as funções vitais do organismo.

A história do ex-espião russo é interessante: ele nasceu ainda sob o regime soviético, na cidade de Kaliningrado, em 1951. Formou-se na Academia Militar Diplomática de Moscou e tendo se destacado para o Departamento de Inteligência Militar Russa, tornou-se Oficial de Inteligência. A sua primeira missão foi de obter informações privilegiadas da Europa sob o disfarce de diplomata. Foi neste interim que ele teria também colaborado com a inteligência britânica, tornando-se um agente duplo. Skripal revelava, em troca de dinheiro, a identidade de espiões russos que atuavam na Europa.

Em 2006, Skripal foi condenado a 13 anos de prisão pela Rússia por alta traição na forma de espionagem, tendo que trabalhar forçado no campo de Mordovia, local considerado extremamente insalubre. Em 2010, o inesperado aconteceu: com um acordo de trocas de espiões entre a Rússia e Reino Unido, com a atuação dos EUA, o ex-agente russo foi liberado e decidiu se mudar para Salisbury, na Inglaterra, mesmo lugar onde foi encontrado envenenado pela polícia britânica.

Esse acontecimento gerou uma crise diplomática, inicialmente entre a Rússia e o Reino Unido, já que o governo britânico acusa a Rússia de ser a culpada na tentativa de homicídio de pai e filha, além da contaminação de diversos pontos da cidade, como restaurantes e lugares públicos, e como represália decretou a expulsão de 23 diplomatas russos. O Secretário de Relações Exteriores, Boris Johnson, informou que o país responderá de forma contundente, caso seja confirmado sua participação no atentado. Em contrapartida, Moscou revidou a expulsão com o mesmo número de diplomatas britânicos, além de fechar o consulado britânico em São Petersburgo e o British Council, agência de difusão da língua e cultura inglesas.

E onde fica os EUA diante disso?

Os EUA teve participação no caso Skripal quando o FBI, a polícia federal americana, intermediou a negociação do acordo de troca de espiões entre Londres e Moscou em 2010. Com o governo Trump, os EUA respondem em solidariedade ao Reino Unido com a expulsão de diversos diplomatas russo em seu território e ordena o fechamento do consulado russo na cidade de Seattle.

E por que o caso Skripal está ficando conhecido como “A nova guerra fria” ou a “campanha anti-Rússia”?

Porque ainda não ficou comprovado que de fato a Rússia é a autora do ataque ao agente-duplo russo. Além do Reino Unido, mais de 20 países do Ocidente compraram essa “briga” e já expulsaram diplomatas russos de Consulados e Embaixadas, incluindo o presidente americano Donald Trump, com a expulsão de 60 diplomatas russos, alguns países da Europa e até mesmo 01 da Oceania, com 2 expulsões na Austrália.

Segundo os EUA, é preciso reduzir a capacidade da Rússia de conduzir operações que ameacem a segurança nacional. Além disso, países da União Europeia cobram explicações e fazem retaliações em solidariedade ao Reino Unido por lembrar que a Rússia é signatária da Convenção de Armas Químicas, tratado que possui uma série de proibições como produção e uso, e que se ficar comprovado a autoria da Rússia pelo uso de agentes nervosos isso se configuraria numa violação a esta Convenção. Já as autoridades russas alegam que tudo isto é uma flagrante provocação das autoridades britânicas em disseminar a política hostil em relação à Rússia no mundo.


O movimento de independência catalão e a prisão de Puigdemont, o maior líder separatista da região da Catalunha

Olá, Sapientes!

Como é constituído o Estado espanhol?

Desde a grave crise econômica que assolou a Europa em 2008, começaram a pipocar discursos de cunho supremacistas entre os partidos nacionalistas na região catalã, levando a crer que o aumento do desemprego e a política de austeridade com cortes públicos fosse em peso de responsabilidade do restante do Estado espanhol, que acabava por prejudicar o crescimento da região. Foi com esta vertente que os movimentos separatistas ganharam força na região. Contudo, para melhor entender o movimento separatista da região da Catalunha é preciso entender como se deu o processo de formação do Estado espanhol. O país é composto por 17 regiões autônomas, sendo que especificamente 08 delas, incluindo a região da Catalunha, possuem a condição de “nacionalidades históricas” reconhecidas pela Constituição, bem como um “Estatuto de Soberania”, o que lhes confere um maior poder de decisão e soberania do que em relação às outras comunidades espanholas.

O referendo de outubro de 2017 e as consequências da declaração simbólica da independência catalã

Dito isto, em 1º de outubro de 2017, os líderes separatistas da região catalã decidiram fazer um referendo e a votar secretamente no Parlamento para a emissão de uma resolução de independência, obviamente sendo uma declaração simbólica, sem qualquer valor legal e efetivo, já que proclamar a independência é considerado crime de rebelião na Espanha e que se condenado pode chegar a 35 anos de prisão. O resultado do referendo dentre um total de 135 votos possíveis, foi de 70 pessoas favoráveis à resolução que demandava do Governo Regional um novo processo constituinte, com 55 ausentes e 10 parlamentares contrários. Na ocasião, apenas uma declaração simbólica de independência já foi o suficiente para começar uma enxurrada de manifestações nas ruas em prol do movimento e de uma série de perseguições políticas por parte do Governo Central espanhol.

Acionamento do artigo 155 da Constituição espanhola: autonomia suspensa pela primeira vez desde 1975

Com isso, a região da Catalunha, que até então era autônoma, teve sua autonomia suspensa pela primeira vez desde 1975 pelo Governo Central, fazendo com que o governo catalão fosse completamente destituído e Madri assumisse todas as funções da região até que surgissem novas eleições. Foi acionado o artigo 155 pelo Governo Central, mecanismo incluído na Constituição espanhola em 1975 como forma de proteger de forma emergencial o país, caso alguma das 17 regiões que o formam desobedecessem algumas das obrigações constitucionais e outras leis, agindo contra os interesses gerais da Espanha.

Prisão do maior líder separatista catalão: Carles Puigdemont

A Catalunha possui Parlamento próprio, uma bandeira, polícia própria (Mossos d’Escuadra) e um líder chamado Carles Puigdemont, ex-presidente regional catalão. No que diz respeito à liderança do movimento, neste último domingo, dia 25 de março, o ex-Presidente catalão, Carles Puigdemont foi detido e preso na Alemanha, após uma ordem internacional de prisão expedido pela Suprema Corte da Espanha, quando passava de carro na fronteira da Dinamarca depois de uma viagem à Finlândia. Essa ordem foi direcionada não só para ele, como também para outros 25 envolvidos no processo de independência da Catalunha, e o que tudo indica é que serão julgados por crime de rebelião e desobediência ao Estado espanhol. Com a prisão do maior líder catalão pró-independência, o movimento perde força, que até então ainda estudava medidas de como eleger um presidente fugitivo, quando este ainda se exilava em Bruxelas após a revogação pelo Primeiro-Ministro espanhol, Mariano Rajoy, do seu governo regional.

A questão aqui não está em ser contra ou a favor do movimento, a preocupação paira com a crise política prolongada na região, gerando instabilidade, desconfiança dos governos e fuga de empresas para outras regiões, o que afeta diretamente e negativamente a economia catalã. Com relação à Puigdemont ainda detido em território alemão, este aguarda uma decisão se será extraditado ou não para o território espanhol.


O que significa a 4ª reeleição presidencial de Vladimir Putin para a Rússia?

No último domingo, dia 18/03, Vladimir Putin foi reeleito presidente da Rússia com mais de 70% dos votos e governará o país até 2024, sendo o seu 4ª mandato presidencial. Putin é o político russo que mais permaneceu no poder depois de Josef Stalin, conhecido por ter ficado por 31 anos no cargo de Secretário-Geral do Partido Comunista da então União Soviética. O ex-espião da KGB foi de primeiro ministro em 1999, para presidente de 2000-2008, voltou a ser primeiro ministro de 2008 a 2012 e de novo presidente em 2012, cargo no qual ele continua até hoje devido a uma emenda constitucional, criada por ele próprio, que ampliou o período da Presidência de 4 para 6 anos.

O resultado das eleições não causou maiores surpresas para o Ocidente, já que o presidente é visto como um autocrata, que rejeita valores democráticos e direitos humanos. Não obstante, há grupos oposicionistas que denunciaram diversas irregularidades com os resultados obtidos nas eleições em várias cidades, como boca de urna, oferta de comidas grátis e descontos em lojas próximas aos locais de votação.

Acontece que sua popularidade na Rússia se deve não só pela influência da sua atual política externa, como também por ter conseguido construir uma identidade nacional em uma sociedade étnica e culturalmente bem diversa. Putin conseguiu aumentar sua popularidade desde o conflito entre Rússia e Ucrânia, no qual resultou na anexação da Crimeia, que teve a sua primeira participação na votação deste ano desde a sua anexação, além dos constantes atritos com os países europeus e a sua intervenção na Guerra da Síria, já que a Rússia é a principal aliada do Presidente Bashar al-Assad. Para a população, esse grande envolvimento com temas geopolíticos abarcando União Europeia, EUA, China, entre outros gigantes do cenário mundial, remete-se aos tempos de glória e destaque na época da União Soviética.

No que diz respeito à economia, desde 2000, quando a Era Putin teve início, a economia voltou a crescer, alcançando o valor recorde do PIB em 2013, e a proporção de russos que viviam na pobreza após a queda da União Soviética também diminuiu drasticamente.

Na Rússia de hoje, o poder e a liderança estão centralizados na imagem de Putin. Sua experiência como espião se mostrou útil no novo regime pós-Soviético. Seu período de formação ocorreu com a queda do muro de Berlim na época em que ainda vivia na Alemanha Oriental, trabalhando na Central de Operações da KGB, em Dresden, e nos últimos momentos da Guerra Fria, o que culminou em duas fortes características do seu governo: seu receio por levantes populares e pelo vácuo de poder que surgiu com o colapso da União Soviética.

A exemplo de sua primeira característica marcante, entre 2011 e 2013, houve uma série de protestos na Rússia, que seguiu o contexto dos países vizinhos e o contexto da Primavera Árabe, pedindo eleições mais limpas e transparentes através de reformas democráticas, tendo sido um dos maiores protestos ocorridos no país desde 1990. Com isso, Putin observou a opinião pública se inclinando a favor de mudanças, com a derrocada de líderes autocráticos em outros países, trazendo à tona as lembranças de 1989. Para ele, esses movimentos populares serviriam como porta de entrada dos governos do Ocidente na Rússia. Para conter tal “invasão”, decidiu adotar uma política aparentemente um pouco mais liberal, ao defender a descentralização de poder nas regiões russas e utilizava a palavra “reforma” em quaisquer dos seus discursos políticos.

O resultado foi fugaz: rapidamente obteve novamente o controle da situação e resolveu por abandonar esta estratégia, que descaracterizava completamente sua ideologia, inflada com nacionalismo e poderio militar. Esperemos para ver quais serão os novos (ou nem tão novos assim) desdobramentos políticos para os próximos 06 anos de governo Putin.

O Acordo do Pacífico e a sua relação com a política protecionista de Trump

No dia 08 de março deste ano, foi assinado em Santiago, no Chile, o Acordo do Pacífico, mais conhecido como TPP11 (Tratado Integral e Progressivo da Parceria Transpacífico. Ele recebeu a denominação de TPP11 por ter sido assinado por ministros de 11 países, sendo considerado um dos maiores acordos comerciais do mundo, dentre os quais fazem parte: 2 países da América do Norte (México e Canadá), 2 países da América do Sul (Chile e Peru), 7 países da Ásia (Brunei, Japão, Malásia, Cingapura e Vietnã) e 2 países da Oceania (Austrália e Nova Zelândia). Muitos haviam desacreditado na assinatura deste acordo quando os Estados Unidos resolveram abandonar as negociações dos seus termos, que eram um dos projetos do governo de Barack Obama, indo de encontro ao isolacionismo comercial. Isto se deve pela força que a maior potência mundial tem no avanço de um acordo deste porte. Acontece que a assinatura deste acordo é uma resposta política de abertura comercial, de apoio às regras mais bem explicadas para o comércio internacional e de oposição às medidas protecionistas e de preferência pelos acordos bilaterais, atual eixo adotado por Trump. É uma mensagem de que os mercados abertos, a integração econômica e a cooperação internacional criam oportunidades econômicas e prosperidades para todos os beneficiários.

O acordo estabelece um mercado livre de tarifas, favorecendo milhões de consumidores. As vantagens deste acordo residem no fato de estar presente em 3 continentes diferentes e de possuir termos de regulamentos e facilitação do comércio radicalmente novos, harmonizando normas comerciais, o que atrairá grandes investimentos. Ele entrará em vigor quando 6 dos 11 signatários o tiverem ratificado. Os grandes beneficiários do TPP11 são o México, o Canadá e o Japão. O México, por exemplo, reduzirá sua dependência econômica da maior potência mundial com abertura para a comercialização de manufaturados com a Ásia. Com relação aos países latinoamericanos, Chile e Peru sairão na frente com acesso aos mercados japonês, cujos acordos bilaterais ainda previam muitos produtos sujeitos a tarifas, ao australiano e ao canadense.

Da até então liderança única americana, passou-se à coletiva: o Japão assumiu uma maior cota de responsabilidade, por ser considerado a maior potência do tratado, o México e o Canadá deram um grande passo à frente ao diversificar sua matriz comercial e o Chile assumiu o comando regional da América Latina. Infelizmente para o Brasil, a notícia não é muito otimista: o país se isola cada vez mais da cadeia global de comércio, o que torna seus produtos menos competitivos. Não obstante, mesmo antes da ratificação do acordo, haverá desvios do comércio brasileiro no ramo de manufaturados e do agronegócio, porque empresas vão começar a incorporar os termos do acordo em suas negociações. A política comercial brasileira fica isolada, porque ele concentrou sua estratégia de negociação com países da América do Sul e da África e apostou na melhoria da OMC.

Os princípios como do livre comércio e da globalização estão enfrentando um período crítico principalmente depois da chegada de Trump na presidência dos EUA e da onda dos movimentos populistas de extrema direita que passaram a tomar conta da Europa e que são contra o livre comércio, justamente o principal objetivo do tratado acima mencionado. O acordo visa se opor ao protecionismo e ao confronto entre os países, bem como estreitar os laços em favor do crescimento econômico de todos os envolvidos no projeto. Além disso, foram excluídas algumas normas que tinham sido estabelecidas por insistência dos EUA e que geravam desconforto aos parceiros e foi adotada uma dimensão inclusiva no acordo, contemplando perspectivas de gênero, meio ambiente e direito trabalhistas.

Coincidentemente (ou não), a assinatura ocorreu no mesmo dia e horas antes em que o Presidente Donald Trump apresentasse seu novo decreto tarifário que possui o condão de sobretaxar as importações de aço e alumínio, justamente no período em que há a renegociação do Tratado de Livre Comércio da América do Norte (NAFTA), com o México e o Canadá. Veremos os próximos capítulos desta jornada que ainda poderá culminar na primeira guerra comercial deste século.

 

Os refugiados rohingyas e a crise humanitária em Myanmar

Os rohingyas são uma etnia minoritária de muçulmanos, com linguagem própria não reconhecida pelo Estado, que vivem há séculos na região oeste da ex-Birmânia, atual República da União de Myanmar, no estado denominado Rakhine. Nesta região, mais de um terço da população é representada por esta etnia e ainda assim há graves conflitos com outros grupos predominantemente budistas. A origem dos rohingyas é difícil de analisar: enquanto o Estado argumenta que eles descendem de grupos de agricultores naturais de Bangladesh, os rohingyas afirmam ser descendentes de mercadores mulçumanos que chegaram no séc. XIX quando Myanmar ainda era um território ultramarino britânico, dentro da região administrativa da Índia, sendo levados na época para a ex-Birmânia por serem mão-de-obra barata. No fundo, são um misto de etnias.

O conflito surgiu pela recusa do governo em reconhecer os rohingyas como cidadãos de fato e de direito em Myanmar, alegando serem naturais de Bangladesh, na Índia. Há ainda um outro gravame: de um lado temos um governo recusando-se em reconhecer uma etnia extremamente presente no país e do outro, temos paramilitares do Exército Arakan Rohingya (ARSA), uma milícia insurgente extremista estabelecida no estado de Rakhine desde 2012, que não representa a população refugiada rohingya, exigindo um Estado mulçumano democrático no lugar onde já existe a República da União de Myanmar ou simplesmente, Myanmar.

Myanmar tornou-se independente do Reino Unido em 1948, época em que os rohingyas foram autorizados para se candidatarem ao cartão de cidadão, o que lhes garantia direitos. Acontece que em 1962 houve um golpe de estado militar no país, o que fez com que eles perdessem este status e fossem considerados estrangeiros. Com o golpe de Estado, o general Ne Win passou a ser o chefe de Estado, levando a cabo uma série de reformas marcadas pelo extremo nacionalismo, marxismo e budismo, apesar dele próprio já ter rejeitado seu interesse por ideologias e religião. Além disso, em 1982 foi aprovada a Nova Lei da Cidadania, no qual um dos artigos dizia que os rohingyas só poderiam preencher o formulário para obter o cartão de cidadão caso soubessem falar uma das línguas oficiais do país e comprovar que seus antecessores viviam no país antes da independência, requisitos extremamente difíceis de conseguir, fazendo com que muitos passassem a ser considerados apátridas.

O início da crise dos refugiados rohingyas se deu em 2015 e perdura até hoje, tendo a situação se tornado drástica nos últimos meses. Os rohingyas continuam sendo uma etnia não reconhecida no país, o que os impedem de ter acesso aos mesmos recursos e serviços que os cidadãos budistas têm, ao contrário do que acontece com as outras 135 etnias existentes no país. Atualmente, há milhões de rohingyas deslocados e não documentados. Os países da região, inclusive de religião mulçumana, como o caso do governo da Indonésia, muitas vezes não ajudam estes refugiados, onde chegou até a ter protestos das pessoas contra o governo em apoio a esses refugiados.

O maior problema é o governo de Myanmar não reconhecer uma etnia que vive há mais de 100 anos no país, bem como não os considerar cidadãos e ainda dificultá-los de saírem do país nas fronteiras. As fronteiras de Myanmar estão repletas de minas desde a década de 90 e os acidentes com minas por refugiados só tem aumentado. O governo de Bangladesh recentemente acusou o exército de Myanmar de até mesmo ter enterrado mais minas, atitude que os militarem negam.

Organizações internacionais como a ONU e a Amnistia Internacional já comentaram sobre o caso ser uma possível limpeza étnica, tendo como base a violência. Os refugiados rohingyas já são centenas de milhares e muitas vezes vão para Bangladesh ou Malásia, onde acabam trabalhando ilegalmente ou sendo escravizados.

Local de Prova ABIN 2018: Como Descobrir o Meu?

Olá, meus caros e sapientes colegas!

Você que vai fazer a prova da Agência Brasileira de Inteligência (ABIN) deve estar atento ao seu local de prova.

Conforme frisa a própria banca realizadora do concurso – CESPE/CEBRASPE -, caberá ao candidato a conferência de seu local de prova.

Como descobrir meu local de prova ABIN 2018?

O candidato deverá, obrigatoriamente, acessar o endereço eletrônico http://www.cespe.unb.br/concursos/abin_17 para verificar o seu local de realização das provas.

O candidato somente poderá realizar as provas no local de prova designado na consulta individual disponível no endereço eletrônico citado acima.

A partir de quando?

Os endereços dos locais de realização das provas estarão disponíveis a partir do dia 5 de março de 2018. A consulta será feita individualmente, devendo o candidato, para tanto, informar os dados solicitados.

Atenção, Sapientes! Alguns avisos importantes sobre a prova da ABIN 2018:

As provas objetivas para os cargos de Oficial de Inteligência e de Oficial Técnico de Inteligência da ABIN terão a duração de 4 horas e serão aplicadas no dia 11 de março de 2018, às 8 horas (horário oficial de Brasília/DF). Pausa para o almoço e retorno às 14 horas (horário oficial de Brasília/DF) para a realização da prova discursiva que terá a duração de 5 horas.

O candidato deverá comparecer ao local de prova designado para a realização das provas com antecedência mínima de uma hora do horário fixado para o início dessas (já basta a maratona dos atrasados do ENEM), munido de caneta esferográfica de tinta PRETA, fabricada em material transparente, do comprovante de inscrição e do documento de identidade original (não me venha com CPF, pelo amor de naná!).

O que será considerado documento de identidade no dia da prova da ABIN?

Serão considerados documentos de identidade: carteiras expedidas pelos Comandos Militares, pelas Secretarias de Segurança Pública, pelos Institutos de Identificação e pelos Corpos de Bombeiros Militares; carteiras expedidas pelos órgãos fiscalizadores de exercício profissional (ordens, conselhos etc.); passaporte brasileiro; certificado de reservista; carteiras funcionais expedidas por órgão público que, por lei federal, valham como identidade: carteira de trabalho; carteira de identidade do trabalhador; carteira nacional de habilitação (somente o modelo com foto).

Não serão aceitos como documentos de identidade:

Certidões de nascimento, CPF, títulos eleitorais, carteiras de motorista (modelo sem foto) ou digital, carteiras de estudante, carteiras funcionais sem valor de identidade ou documentos ilegíveis, não identificáveis e(ou) danificados.

 

Você sabe como fazer uma boa revisão para a prova de Oficial de Inteligência da ABIN, da forma mais eficiente possível, garantindo que você vá para a prova tendo revisado os principais pontos do Edital 2018? Saiba mais clicando aqui: http://bit.ly/2CZyqKW.

Tenham todos uma ótima prova!

 

Fases avançadas do CACD: Significado e Importância

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As duas fases avançadas do CACD se diferenciam da primeira em três aspectos principais, e compreendê-los é importante se você quer se tornar um candidato competitivo no certame.

O modelo discursivo das fases avançadas (nesse artigo, nossa análise exclui a prova de francês e espanhol, que poderá ser analisada em post futuro) apresenta três desafios em relação ao modelo objetivo da primeira. Esses desafios são, também, janelas de oportunidade para que o candidato os transforme em vantagem comparativa. Vejamos:

1. Postura diante da banca: viés ativo x viés passivo

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O recém-aprovado no TPS acaba de sair de uma maratona de treino para uma prova objetiva quando tem que virar completamente a chave do pensamento para o modelo discursivo.

Se, no TPS, você se portava passivamente diante da banca, tendo de escolher entre apenas três reações (responder C, E ou branco) para algo que te era apresentado já pronto e acabado, agora é a banca quem está passiva pra você: ela te propõe um enunciado, te oferece duas ou três páginas inteirinhas em branco, e depois reage àquilo que você propõe, pronto e acabado, a ela.

Nas 45, 60 ou 90 linhas das questões discursivas cabem centenas de caminhos. Agora você pode (e deve) infinitamente mais que apenas C, E ou Branco: quem conduz o raciocínio e se apresenta pra banca é você. Isso, que talvez seja a grande beleza das fases avançadas, fica claro com uma observação cuidadosa de qualquer guia de estudos: todos os aprovados sobem a mesma montanha, mas cada um o faz por um caminho diferente e com um método específico – e, no fim do dia, todos fincam a bandeira no mesmo cume.

Aquele candidato, portanto, que vira mais rapidamente a chave do raciocínio entre as fases e faz uso pragmático das oportunidades abertas se dá bem. Como no CACD, contudo, nada é tão simples, há que se tomar alguns cuidados.

O primeiro é não achar que a diversidade de possibilidades de resposta significa poder responder qualquer coisa. A fidelidade ao enunciado ainda é elemento diferencial entre aprovados e reprovados – você pode responder ao enunciado X usando raciocínios diversos, referências múltiplas e argumentos variados, mas você não pode usar tudo isso pra responder Y ao invés de X.

O “excesso de liberdade” trazido pelas fases avançadas deve ser usado por você de forma pragmática de modo a criar vantagens, não ser mais um obstáculo à sua aprovação.

O segundo perigo do viés ativo está no famigerado “enganar a banca”. Muitos candidatos confundem a passividade da banca com uma certa ingenuidade (pra não usar termos mais fortes) dos corretores. A margem de manobra das fases avançadas te permite desenvolver raciocínios complexos, dialogar com outros conteúdos e demonstrar profundidade de conhecimento acerca do assunto pedido. Não te permite, contudo, usar toda essa fonte de recursos para disfarçar uma resposta vazia em conteúdo.

Lembre-se: a forma deve ser usada em favor do conteúdo, não em substituição a ele.

2. Oportunidade de diferenciação

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No TPS, candidatos são separados entre aqueles que acertaram e aqueles que erraram determinada questão. Não há diferença nenhuma entre você que gabaritou determinado item e todas as outras centenas de candidatos que também o fizeram. Trezentas e poucas pessoas separam o aprovado em primeiro do aprovado em último no TPS – e apenas elas. A diferença efetiva, em termos de classificação final, entre esses dois candidatos é nenhuma.

Nas fases discursivas, as correções são influenciadas pelo aspecto relativo. Se, no TPS, você e seu colega ganhavam 0,25 por acertar uma questão, agora vocês dois podem acertar a mesma resposta e um obter 15/30 e o outro 30/30. A ideia não mais é responder certo, mas é responder mais certo que o seu concorrente.

Por isso, cada milímetro das linhas de resposta vale muito, cada minuto a mais na sala de prova é diferencial: use a folha de respostas para demonstrar todo o seu conhecimento, toda a sua capacidade argumentativa e toda a complexidade do seu pensamento.

Use e abuse da interdisciplinariedade, insira com maestria aquele detalhezinho de canto de página que seu concorrente não se lembra e você sim, mostre como sua escrita é elegante e como você possui boas ideias.

Os candidatos à diplomacia geralmente são pessoas com vasto conhecimento geral e alta capacidade intelectual. Novamente, uma rápida olhada em qualquer guia de estudos comprova que todos os aprovados fizeram uso da oportunidade de diferenciação relativa para obter vantagens. O lado ruim desse aspecto é a elevação geral dos níveis de resposta.

Muitos candidatos bem-preparados com respostas excelentes apresentam padrões elevadíssimos para as bancas que, ano após ano, intensificam seu nível de exigência. Isso é o que faz aquele candidato calouro ler um guia de estudos e ficar totalmente desolado, tendo certeza absoluta de que jamais conseguirá fazer algo parecido com o que está ali. A boa notícia, no entanto, é que é possível, sim: diria, sem medo de errar, que 30 dos meus 30 colegas de turma no Rio Branco tiveram essa sensação na primeira vez que leram um guia – e, voilà, hoje são os nomes deles que estampam o Texugo Melívoro.

3. Peso equivalente das matérias

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Você pode passar na primeira fase do CACD zerando economia, desde que vá super bem em português, por exemplo. Nas fases avançadas, não dá pra se dar a esse luxo: à exceção de PI e GEO, que valem 50 pontos cada, todas as disciplinas valem 100 pontos – Português, Inglês, História do Brasil, Direito e Economia.

Além de tornar mais isonômico o concurso, atenuando o risco de  beneficiar aqueles que têm mais facilidade em uma matéria do que em outra, esse aspecto é vantajoso para o candidato que percebe uma coisa muito simples: os 100 pontos de economia são os mesmos 100 pontos de português – que, por sua vez, são os mesmos 100 de HB, os mesmos de inglês…

Algumas bancas são tradicionalmente mais “mãezonas” que outras. Os famosos gráficos do DataLascala que circulam nos grupos dedicados ao concurso nos momentos de pós-prova mostram, por exemplo, que a diferença de notas entre aprovados e reprovados em Direito ou Economia não é tão grande quanto em Inglês ou em HB, por exemplo. Alguns candidatos, portanto, sobretudo aqueles que já passaram pelas fases avançadas antes, se voltam para os estudos das matérias que diferenciam mais, já que “todo mundo vai bem em DIP mesmo”.

Não há problema nenhum em priorizar disciplinas conforme a sua estratégia, mas não se deve, em absoluto, negligenciar aquelas cujas médias costumam ser mais elevadas. O concurso chegou a um nível de competitividade tão elevado que é preciso ser muito bom em todas as matérias, e, para sê-lo, é crucial estudar intensamente todos os conteúdos.

É verdade que se dedicar muito àquela matéria em que as notas se diferenciam bastante pode te garantir 40 pontos a mais que seu concorrente e que se dedicar muito àquela em que as notas são mais uniformes pode te dar, no máximo, uns 15 pontos de vantagem.

Só quero te lembrar, contudo, que esses podem ser os mesmos 15 pontos que separam o primeiro colocado do primeiro excedente na classificação final.

Marianna Bruck Goulart é diplomata e ex-aluna do Curso Sapientia.

Por dentro do MRE: Semana 2 / Julho 2015

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Olá, Sapientes! Como estão?

O destaque desta semana é, definitivamente, a Cúpula de Chefes de Estado do Mercosul, bem como as reuniões paralelas, que aconteceram em Brasília, entre os dias 14 e 17 de julho de 2015.

Precisamos encontrar novos caminhos para a inserção competitiva de nossas economias nas cadeias de valor, ampliando a presença do Mercosul no mundo – Dilma Rousseff, 48o Cúpula do Mercosul

Bons estudos!

Julho / 2015

Terça

Quarta Quinta

Sexta

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18ª edição da Cúpula Social do MERCOSUL. Realizada semestralmente desde 2006, a Cúpula Social do MERCOSUL é um espaço de diálogo e representação para a sociedade civil dos países do bloco. XLVIII Cúpula dos Chefes de Estado do MERCOSUL e Estados Associados e XLVIII Reunião do Conselho do Mercado Comum.

Saiba mais no sítio do Itamaraty.

 

Artigo: Presidência do Brasil foi “extremamente positiva” para o Mercosul, avalia embaixador da Argentina

 

Artigo [Blog Diplomacia Pública]: A Presidência Pro Tempore Brasileira do Mercosul no Primeiro Semestre de 2015

Realizada semestralmente desde 2006, a Cúpula Social do MERCOSUL é um espaço de diálogo e representação para a sociedade civil dos países do bloco.

 

Temas:

1. desafios à integração do MERCOSUL e a institucionalização do processo de integração, com o aprofundamento do eixo social a partir dos objetivos do Estatuto da Cidadania do MERCOSUL

 

2. mecanismos de execução desses objetivos, a partir dos princípios da Declaração Laboral do MERCOSUL, das diretrizes de Educação e Cultura em Direitos Humanos e da participação e representação política das mulheres

 

3. ampliação da participação das populações no MERCOSUL, com debates a respeito da atuação dos órgãos responsáveis pela expansão da participação política no processo decisório regional, o Parlamento do MERCOSUL e a Unidade de Apoio à Participação Social, assim como o incentivo a participação de movimentos sociais.

 

V Fórum Empresarial do MERCOSUL.

Criado por iniciativa brasileira em 2012, o Fórum Empresarial do MERCOSUL tem o objetivo de fomentar a ampliação de negócios e investimentos na região e promover a integração das cadeias produtivas entre os países.

Reunião do Conselho do Mercado Comum (CMC), que reúne os Chanceleres e os Ministros de Economia e de Indústria dos Estados Partes do MERCOSUL.

 

Ao final da Cúpula, a Presidência Pro Tempore do bloco será transferida para o Paraguai.

 

 

Atos assinados:

1. Acordo-Quadro de Associação entre o MERCOSUL e a República Cooperativista da Guiana

 

2. Acordo-Quadro de Associação entre o MERCOSUL e a República do Suriname

 

3. Protocolo de Adesão do Estado Plurinacional da Bolívia ao MERCOSUL

 

Saiba mais no sítio do Itamaraty

 

 

Reunião de trabalho entre Brasil e   Argentina.

 

Vale destacar: O Brasil é o principal destino das exportações argentinas e o principal fornecedor de produtos para o país vizinho. Em 2014, o intercâmbio bilateral alcançou a marca de US$ 28,4 bilhões, tendo a Argentina sido o terceiro maior parceiro comercial do Brasil.

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