Novo ataque do Ocidente contra a Síria: 3ª Guerra Mundial?

Olá Sapientes!

Parece que a situação no território sírio voltou a complicar mesmo com a expulsão do Estado Islâmico, não é mesmo? Entenda o que acontece em meio às disputas globais.

O contexto histórico da guerra na Síria teve origem em 2011, por meio de protestos da população durante a Primavera Árabe contra os altos níveis de desemprego, corrupção e ausência de liberdade política, culminando em uma verdadeira guerra civil. Na Síria, vemos os EUA que lutam pela derrubada do governo do ditador Bashar Al-Assad, enquanto que a Rússia, juntamente com o Iraque, luta pela sua permanência no poder. Além disso, o Estado Islâmico ou Daesh, denominação menos popular, perdeu território e força na Síria, boa parte devido a diversas ações de Al-Assad e seus aliados, envolvendo grandes massacres, com o objetivo de retirar as forças rebeldes religiosas que dominavam a região de Ghouta Oriental desde 2012. Foi objetivo dos EUA, já durante o governo de Donald Trump, ajudar a derrubar este grupo religioso extremista. Porém, a posição dos EUA definitivamente não é mais esta durante a guerra que perdura anos.

Atualmente, há um conflito latente entre os EUA, com os países aliados, e a Rússia no Oriente Médio. A resolução das controvérsias por meio da ONU entre essas duas potências mundiais não é uma tarefa fácil, já que ambos possuem poder de veto no Conselho de Segurança. Se antes os EUA eram favoráveis à causa Síria pelo fim do Estado Islâmico, hoje, eles acusam o país pelo uso de armas químicas contra a própria população, sendo a causa das novas ofensivas aéreas das potências ocidentais coordenadas pelos EUA, Reino Unido e França na última semana, uma verdadeira sexta-feira, 13, com o lançamento de 105 mísseis em três pontos específicos: Centro de pesquisa e desenvolvimento em Barzeh, um bunker em Him Shinshar e um armazém também localizado em Him Shinshar. Além disso, os agentes da Opaq (Organização para a proibição das armas químicas), autorizados pela ONU, foram até a cidade atingida para fazer a inspeção, mas não conseguiram chegar até o local devido a não garantia de segurança por parte do governo de Bashar Al-Assad e da Rússia, o que impediu uma investigação internacional mais contundente.

De acordo com as potências ocidentais, há uma desconfiança de que no início do mês de abril deste ano, o governo do ditador sírio atacou com armas químicas uma cidade periférica à capital controlada por rebeldes denominada Douma. Uma das substâncias foi identificada como gás de cloro, uma substância tóxica altamente nociva em lugares fechados, tendo como principais sintomas formação de espuma na boca, irritação da córnea e pupilas dilatadas. Além desta substância, outras podem ter sido utilizadas simultaneamente, como o gás sarin.  O Secretário das Nações Unidas, António Gutierrez, disse que “o uso de armas químicas é abominável e uma clara violação ao Direito Internacional”.

Há uma guerra de versões: enquanto que Bashar Al-Assad afirma tudo isso ser uma acusação fabricada pelos aliados e a Rússia dizer que este ataque faz parte de mais uma encenação ocidental frente à campanha russófoba por meio da participação dos serviços especiais americanos, França e Inglaterra atacam veementemente o regime, declarando a autoria do governo sírio e afirmando que todos os esforços serão feitos para remover a capacidade química altamente destrutiva do país. O que se sabe é que uma solução pacífica entre o ocidente e Síria e Rússia infelizmente parece longe de acontecer.


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Estaríamos perto de alcançar a desnuclearização da Coreia do Norte?

Olá Sapientes! Como vão os estudos sobre Atualidades?

O tema desta semana é a discussão entre Coreia do Norte e EUA sobre a possível  desnuclearização da península da Coreia.

Onde tudo começou: a explicação de geração para geração do processo de capacitação nuclear na Coreia do Norte

No final da Segunda Guerra Mundial, sob o governo de King II Sung, começou-se a desenvolver uma arma nuclear que fosse funcional para o país. Porém, somente em 2006, já sob o comando de seu filho King Jong II, é que o primeiro teste de arma nuclear foi realizado. Com relação especificamente a criação de um programa nuclear, a Coreia do Norte possui um programa desde a década de 70, contudo, este programa assumiu novas proporções e ficou mais robusto desde que o atual líder King Jong-un, neto de King II Sung, ascendeu ao poder em 2011. Este programa está intimamente ligado com a palavra “segurança nacional”, já que seria a única garantia de manter a soberania do país, o controle do regime comunista e o poder de Kim Jong-un.

Tudo começou com a experiência vivenciada pelo avô do atual líder nortecoreano, King II Sung, durante a Guerra da Coreia. Ao ter tido a informação de que o General norteamericano Douglas McArthur tinha interesse no uso de armas nucleares contra a Coreia do Norte e a China, mas que havia sido impedido de fazê-lo, o então líder nortecoreano interpretou esta situação como um chamado de que para sobreviver a futuras guerras e evitar um ataque desta magnitude seria preciso desenvolver a capacidade nuclear de seu país.

Grande parte da tecnologia nuclear inicial da Coreia do Norte teve origem com um dos fundadores do programa nuclear do Paquistão. Até o momento foram realizados no total cinco testes de armas nucleares, todos em lugares subterrâneos, ficando mais potentes a cada década. Estima-se pelo Ministério de Defesa da Coreia do Sul que o último teste realizado em 2016 resultou em 10 quilotons (unidade de energia de uma bomba nuclear libertada em explosões). Para quem não sabe o impacto que teria 10 quilotons, é só comparar o estrago que teve a bomba “Little boy” que atacou e destruiu a cidade de Hiroshima, no Japão. A bomba tinha 15 quilotons. Especula-se que os próximos testes nucleares possam chegar de 20 a 30 quilotons, uma verdadeira ameaça à humanidade e aos EUA, seu foco principal.

Qual seria o verdadeiro propósito do desenvolvimento nuclear e de mísseis?

Além do desenvolvimento nuclear, há também o desenvolvimento de mísseis balísticos. Com qual objetivo? Criar um míssil balístico intercontinental (ICBM – intercontinental ballistic míssile) que consiga atingir o solo americano por meio de uma ogiva (ogiva, para quem não sabe, seria a forma de encapsulamento de míssil, tornando-o menor e mais versátil; é a parte cilíndrica de um projétil). Apesar de boa parte dos lançamentos de mísseis terem sido feitos para testar o arsenal da Coreia do Norte, existe um forte propósito político por trás disso, já que os testes muitas vezes coincidem em momentos estratégicos e importantes para a região, como a visita de primeiros-ministros e/ou presidentes dos países vizinhos em território americano.

Coreia do Norte: desafio diplomático para os EUA e vizinhos asiáticos

A República Popular Democrática da Coreia, mais conhecida como Coreia do Norte, representa um desafio diplomático aos EUA, já que Pyongyang, sua capital, havia acelerado seu programa nuclear com o intuito de obter um míssil com armas nucleares capaz de alcançar os Estados Unidos e não obstante, ao fazer estes testes durante momentos de visitas diplomáticas importantes, estaria fazendo uma demonstração de força no meio do cunho político.

Durante o mês de abril, têm ocorrido diversas negociações entre agentes dos dois países antes do encontro entre o Presidente Donald Trump e o ditador Kim Jong-um, que deverá acontecer até o final de maio. O convite foi feito pelo próprio líder norte-coreano por meio de uma carta escrita cujo tema seria o fim de seu programa nuclear, ou seja, o fim do seu programa ilegal de armas nucleares e testes de mísseis balísticos. A carta foi entregue em mãos na Casa Branca por meio do Conselheiro de Segurança Nacional da Coreia do Sul, Chung Eui-Yong.

Se a reunião de fato acontecer, haverá mais um capítulo do tema de desnuclearização do regime entre Kim e os dois principais interessados no processo da questão atômica, os EUA, por meio de Washington, e Coreia do Sul, através de Seul.


Crise diplomática envolvendo Reino Unido e Rússia seria a nova “Guerra Fria”?

Olá Sapientes!

Vocês ficaram por dentro do caso do ex-espião russo envenenado que foi o estopim para a crise entre a Rússia e o Reino Unido? Não? Então o Blog Sapi explica em primeira mão para vocês…

Caso Skripal, o agente-duplo radicado em Salisbury, no Reino Unido

Tudo começou no início do mês de março desse ano, quando Serguei Skripal, ex-coronel do serviço de inteligência militar russo que delatou agentes russos ao Reino Unido, e sua filha Yulia Skripal foram envenenados na porta de casa onde o russo mora, na cidade de Salisbury, na Inglaterra, após terem sido expostos a uma substância neurotóxica conhecida como Novichok. A filha, que mora em Moscou, visitava o pai na ocasião. Acredita-se que seja um agente nervoso desenvolvido e utilizado pelos russos na época da União Soviética, que bloqueia o sistema nervoso e interrompe as funções vitais do organismo.

A história do ex-espião russo é interessante: ele nasceu ainda sob o regime soviético, na cidade de Kaliningrado, em 1951. Formou-se na Academia Militar Diplomática de Moscou e tendo se destacado para o Departamento de Inteligência Militar Russa, tornou-se Oficial de Inteligência. A sua primeira missão foi de obter informações privilegiadas da Europa sob o disfarce de diplomata. Foi neste interim que ele teria também colaborado com a inteligência britânica, tornando-se um agente duplo. Skripal revelava, em troca de dinheiro, a identidade de espiões russos que atuavam na Europa.

Em 2006, Skripal foi condenado a 13 anos de prisão pela Rússia por alta traição na forma de espionagem, tendo que trabalhar forçado no campo de Mordovia, local considerado extremamente insalubre. Em 2010, o inesperado aconteceu: com um acordo de trocas de espiões entre a Rússia e Reino Unido, com a atuação dos EUA, o ex-agente russo foi liberado e decidiu se mudar para Salisbury, na Inglaterra, mesmo lugar onde foi encontrado envenenado pela polícia britânica.

Esse acontecimento gerou uma crise diplomática, inicialmente entre a Rússia e o Reino Unido, já que o governo britânico acusa a Rússia de ser a culpada na tentativa de homicídio de pai e filha, além da contaminação de diversos pontos da cidade, como restaurantes e lugares públicos, e como represália decretou a expulsão de 23 diplomatas russos. O Secretário de Relações Exteriores, Boris Johnson, informou que o país responderá de forma contundente, caso seja confirmado sua participação no atentado. Em contrapartida, Moscou revidou a expulsão com o mesmo número de diplomatas britânicos, além de fechar o consulado britânico em São Petersburgo e o British Council, agência de difusão da língua e cultura inglesas.

E onde fica os EUA diante disso?

Os EUA teve participação no caso Skripal quando o FBI, a polícia federal americana, intermediou a negociação do acordo de troca de espiões entre Londres e Moscou em 2010. Com o governo Trump, os EUA respondem em solidariedade ao Reino Unido com a expulsão de diversos diplomatas russo em seu território e ordena o fechamento do consulado russo na cidade de Seattle.

E por que o caso Skripal está ficando conhecido como “A nova guerra fria” ou a “campanha anti-Rússia”?

Porque ainda não ficou comprovado que de fato a Rússia é a autora do ataque ao agente-duplo russo. Além do Reino Unido, mais de 20 países do Ocidente compraram essa “briga” e já expulsaram diplomatas russos de Consulados e Embaixadas, incluindo o presidente americano Donald Trump, com a expulsão de 60 diplomatas russos, alguns países da Europa e até mesmo 01 da Oceania, com 2 expulsões na Austrália.

Segundo os EUA, é preciso reduzir a capacidade da Rússia de conduzir operações que ameacem a segurança nacional. Além disso, países da União Europeia cobram explicações e fazem retaliações em solidariedade ao Reino Unido por lembrar que a Rússia é signatária da Convenção de Armas Químicas, tratado que possui uma série de proibições como produção e uso, e que se ficar comprovado a autoria da Rússia pelo uso de agentes nervosos isso se configuraria numa violação a esta Convenção. Já as autoridades russas alegam que tudo isto é uma flagrante provocação das autoridades britânicas em disseminar a política hostil em relação à Rússia no mundo.


O movimento de independência catalão e a prisão de Puigdemont, o maior líder separatista da região da Catalunha

Olá, Sapientes!

Como é constituído o Estado espanhol?

Desde a grave crise econômica que assolou a Europa em 2008, começaram a pipocar discursos de cunho supremacistas entre os partidos nacionalistas na região catalã, levando a crer que o aumento do desemprego e a política de austeridade com cortes públicos fosse em peso de responsabilidade do restante do Estado espanhol, que acabava por prejudicar o crescimento da região. Foi com esta vertente que os movimentos separatistas ganharam força na região. Contudo, para melhor entender o movimento separatista da região da Catalunha é preciso entender como se deu o processo de formação do Estado espanhol. O país é composto por 17 regiões autônomas, sendo que especificamente 08 delas, incluindo a região da Catalunha, possuem a condição de “nacionalidades históricas” reconhecidas pela Constituição, bem como um “Estatuto de Soberania”, o que lhes confere um maior poder de decisão e soberania do que em relação às outras comunidades espanholas.

O referendo de outubro de 2017 e as consequências da declaração simbólica da independência catalã

Dito isto, em 1º de outubro de 2017, os líderes separatistas da região catalã decidiram fazer um referendo e a votar secretamente no Parlamento para a emissão de uma resolução de independência, obviamente sendo uma declaração simbólica, sem qualquer valor legal e efetivo, já que proclamar a independência é considerado crime de rebelião na Espanha e que se condenado pode chegar a 35 anos de prisão. O resultado do referendo dentre um total de 135 votos possíveis, foi de 70 pessoas favoráveis à resolução que demandava do Governo Regional um novo processo constituinte, com 55 ausentes e 10 parlamentares contrários. Na ocasião, apenas uma declaração simbólica de independência já foi o suficiente para começar uma enxurrada de manifestações nas ruas em prol do movimento e de uma série de perseguições políticas por parte do Governo Central espanhol.

Acionamento do artigo 155 da Constituição espanhola: autonomia suspensa pela primeira vez desde 1975

Com isso, a região da Catalunha, que até então era autônoma, teve sua autonomia suspensa pela primeira vez desde 1975 pelo Governo Central, fazendo com que o governo catalão fosse completamente destituído e Madri assumisse todas as funções da região até que surgissem novas eleições. Foi acionado o artigo 155 pelo Governo Central, mecanismo incluído na Constituição espanhola em 1975 como forma de proteger de forma emergencial o país, caso alguma das 17 regiões que o formam desobedecessem algumas das obrigações constitucionais e outras leis, agindo contra os interesses gerais da Espanha.

Prisão do maior líder separatista catalão: Carles Puigdemont

A Catalunha possui Parlamento próprio, uma bandeira, polícia própria (Mossos d’Escuadra) e um líder chamado Carles Puigdemont, ex-presidente regional catalão. No que diz respeito à liderança do movimento, neste último domingo, dia 25 de março, o ex-Presidente catalão, Carles Puigdemont foi detido e preso na Alemanha, após uma ordem internacional de prisão expedido pela Suprema Corte da Espanha, quando passava de carro na fronteira da Dinamarca depois de uma viagem à Finlândia. Essa ordem foi direcionada não só para ele, como também para outros 25 envolvidos no processo de independência da Catalunha, e o que tudo indica é que serão julgados por crime de rebelião e desobediência ao Estado espanhol. Com a prisão do maior líder catalão pró-independência, o movimento perde força, que até então ainda estudava medidas de como eleger um presidente fugitivo, quando este ainda se exilava em Bruxelas após a revogação pelo Primeiro-Ministro espanhol, Mariano Rajoy, do seu governo regional.

A questão aqui não está em ser contra ou a favor do movimento, a preocupação paira com a crise política prolongada na região, gerando instabilidade, desconfiança dos governos e fuga de empresas para outras regiões, o que afeta diretamente e negativamente a economia catalã. Com relação à Puigdemont ainda detido em território alemão, este aguarda uma decisão se será extraditado ou não para o território espanhol.


O que significa a 4ª reeleição presidencial de Vladimir Putin para a Rússia?

No último domingo, dia 18/03, Vladimir Putin foi reeleito presidente da Rússia com mais de 70% dos votos e governará o país até 2024, sendo o seu 4ª mandato presidencial. Putin é o político russo que mais permaneceu no poder depois de Josef Stalin, conhecido por ter ficado por 31 anos no cargo de Secretário-Geral do Partido Comunista da então União Soviética. O ex-espião da KGB foi de primeiro ministro em 1999, para presidente de 2000-2008, voltou a ser primeiro ministro de 2008 a 2012 e de novo presidente em 2012, cargo no qual ele continua até hoje devido a uma emenda constitucional, criada por ele próprio, que ampliou o período da Presidência de 4 para 6 anos.

O resultado das eleições não causou maiores surpresas para o Ocidente, já que o presidente é visto como um autocrata, que rejeita valores democráticos e direitos humanos. Não obstante, há grupos oposicionistas que denunciaram diversas irregularidades com os resultados obtidos nas eleições em várias cidades, como boca de urna, oferta de comidas grátis e descontos em lojas próximas aos locais de votação.

Acontece que sua popularidade na Rússia se deve não só pela influência da sua atual política externa, como também por ter conseguido construir uma identidade nacional em uma sociedade étnica e culturalmente bem diversa. Putin conseguiu aumentar sua popularidade desde o conflito entre Rússia e Ucrânia, no qual resultou na anexação da Crimeia, que teve a sua primeira participação na votação deste ano desde a sua anexação, além dos constantes atritos com os países europeus e a sua intervenção na Guerra da Síria, já que a Rússia é a principal aliada do Presidente Bashar al-Assad. Para a população, esse grande envolvimento com temas geopolíticos abarcando União Europeia, EUA, China, entre outros gigantes do cenário mundial, remete-se aos tempos de glória e destaque na época da União Soviética.

No que diz respeito à economia, desde 2000, quando a Era Putin teve início, a economia voltou a crescer, alcançando o valor recorde do PIB em 2013, e a proporção de russos que viviam na pobreza após a queda da União Soviética também diminuiu drasticamente.

Na Rússia de hoje, o poder e a liderança estão centralizados na imagem de Putin. Sua experiência como espião se mostrou útil no novo regime pós-Soviético. Seu período de formação ocorreu com a queda do muro de Berlim na época em que ainda vivia na Alemanha Oriental, trabalhando na Central de Operações da KGB, em Dresden, e nos últimos momentos da Guerra Fria, o que culminou em duas fortes características do seu governo: seu receio por levantes populares e pelo vácuo de poder que surgiu com o colapso da União Soviética.

A exemplo de sua primeira característica marcante, entre 2011 e 2013, houve uma série de protestos na Rússia, que seguiu o contexto dos países vizinhos e o contexto da Primavera Árabe, pedindo eleições mais limpas e transparentes através de reformas democráticas, tendo sido um dos maiores protestos ocorridos no país desde 1990. Com isso, Putin observou a opinião pública se inclinando a favor de mudanças, com a derrocada de líderes autocráticos em outros países, trazendo à tona as lembranças de 1989. Para ele, esses movimentos populares serviriam como porta de entrada dos governos do Ocidente na Rússia. Para conter tal “invasão”, decidiu adotar uma política aparentemente um pouco mais liberal, ao defender a descentralização de poder nas regiões russas e utilizava a palavra “reforma” em quaisquer dos seus discursos políticos.

O resultado foi fugaz: rapidamente obteve novamente o controle da situação e resolveu por abandonar esta estratégia, que descaracterizava completamente sua ideologia, inflada com nacionalismo e poderio militar. Esperemos para ver quais serão os novos (ou nem tão novos assim) desdobramentos políticos para os próximos 06 anos de governo Putin.

O Acordo do Pacífico e a sua relação com a política protecionista de Trump

No dia 08 de março deste ano, foi assinado em Santiago, no Chile, o Acordo do Pacífico, mais conhecido como TPP11 (Tratado Integral e Progressivo da Parceria Transpacífico. Ele recebeu a denominação de TPP11 por ter sido assinado por ministros de 11 países, sendo considerado um dos maiores acordos comerciais do mundo, dentre os quais fazem parte: 2 países da América do Norte (México e Canadá), 2 países da América do Sul (Chile e Peru), 7 países da Ásia (Brunei, Japão, Malásia, Cingapura e Vietnã) e 2 países da Oceania (Austrália e Nova Zelândia). Muitos haviam desacreditado na assinatura deste acordo quando os Estados Unidos resolveram abandonar as negociações dos seus termos, que eram um dos projetos do governo de Barack Obama, indo de encontro ao isolacionismo comercial. Isto se deve pela força que a maior potência mundial tem no avanço de um acordo deste porte. Acontece que a assinatura deste acordo é uma resposta política de abertura comercial, de apoio às regras mais bem explicadas para o comércio internacional e de oposição às medidas protecionistas e de preferência pelos acordos bilaterais, atual eixo adotado por Trump. É uma mensagem de que os mercados abertos, a integração econômica e a cooperação internacional criam oportunidades econômicas e prosperidades para todos os beneficiários.

O acordo estabelece um mercado livre de tarifas, favorecendo milhões de consumidores. As vantagens deste acordo residem no fato de estar presente em 3 continentes diferentes e de possuir termos de regulamentos e facilitação do comércio radicalmente novos, harmonizando normas comerciais, o que atrairá grandes investimentos. Ele entrará em vigor quando 6 dos 11 signatários o tiverem ratificado. Os grandes beneficiários do TPP11 são o México, o Canadá e o Japão. O México, por exemplo, reduzirá sua dependência econômica da maior potência mundial com abertura para a comercialização de manufaturados com a Ásia. Com relação aos países latinoamericanos, Chile e Peru sairão na frente com acesso aos mercados japonês, cujos acordos bilaterais ainda previam muitos produtos sujeitos a tarifas, ao australiano e ao canadense.

Da até então liderança única americana, passou-se à coletiva: o Japão assumiu uma maior cota de responsabilidade, por ser considerado a maior potência do tratado, o México e o Canadá deram um grande passo à frente ao diversificar sua matriz comercial e o Chile assumiu o comando regional da América Latina. Infelizmente para o Brasil, a notícia não é muito otimista: o país se isola cada vez mais da cadeia global de comércio, o que torna seus produtos menos competitivos. Não obstante, mesmo antes da ratificação do acordo, haverá desvios do comércio brasileiro no ramo de manufaturados e do agronegócio, porque empresas vão começar a incorporar os termos do acordo em suas negociações. A política comercial brasileira fica isolada, porque ele concentrou sua estratégia de negociação com países da América do Sul e da África e apostou na melhoria da OMC.

Os princípios como do livre comércio e da globalização estão enfrentando um período crítico principalmente depois da chegada de Trump na presidência dos EUA e da onda dos movimentos populistas de extrema direita que passaram a tomar conta da Europa e que são contra o livre comércio, justamente o principal objetivo do tratado acima mencionado. O acordo visa se opor ao protecionismo e ao confronto entre os países, bem como estreitar os laços em favor do crescimento econômico de todos os envolvidos no projeto. Além disso, foram excluídas algumas normas que tinham sido estabelecidas por insistência dos EUA e que geravam desconforto aos parceiros e foi adotada uma dimensão inclusiva no acordo, contemplando perspectivas de gênero, meio ambiente e direito trabalhistas.

Coincidentemente (ou não), a assinatura ocorreu no mesmo dia e horas antes em que o Presidente Donald Trump apresentasse seu novo decreto tarifário que possui o condão de sobretaxar as importações de aço e alumínio, justamente no período em que há a renegociação do Tratado de Livre Comércio da América do Norte (NAFTA), com o México e o Canadá. Veremos os próximos capítulos desta jornada que ainda poderá culminar na primeira guerra comercial deste século.

 

Os refugiados rohingyas e a crise humanitária em Myanmar

Os rohingyas são uma etnia minoritária de muçulmanos, com linguagem própria não reconhecida pelo Estado, que vivem há séculos na região oeste da ex-Birmânia, atual República da União de Myanmar, no estado denominado Rakhine. Nesta região, mais de um terço da população é representada por esta etnia e ainda assim há graves conflitos com outros grupos predominantemente budistas. A origem dos rohingyas é difícil de analisar: enquanto o Estado argumenta que eles descendem de grupos de agricultores naturais de Bangladesh, os rohingyas afirmam ser descendentes de mercadores mulçumanos que chegaram no séc. XIX quando Myanmar ainda era um território ultramarino britânico, dentro da região administrativa da Índia, sendo levados na época para a ex-Birmânia por serem mão-de-obra barata. No fundo, são um misto de etnias.

O conflito surgiu pela recusa do governo em reconhecer os rohingyas como cidadãos de fato e de direito em Myanmar, alegando serem naturais de Bangladesh, na Índia. Há ainda um outro gravame: de um lado temos um governo recusando-se em reconhecer uma etnia extremamente presente no país e do outro, temos paramilitares do Exército Arakan Rohingya (ARSA), uma milícia insurgente extremista estabelecida no estado de Rakhine desde 2012, que não representa a população refugiada rohingya, exigindo um Estado mulçumano democrático no lugar onde já existe a República da União de Myanmar ou simplesmente, Myanmar.

Myanmar tornou-se independente do Reino Unido em 1948, época em que os rohingyas foram autorizados para se candidatarem ao cartão de cidadão, o que lhes garantia direitos. Acontece que em 1962 houve um golpe de estado militar no país, o que fez com que eles perdessem este status e fossem considerados estrangeiros. Com o golpe de Estado, o general Ne Win passou a ser o chefe de Estado, levando a cabo uma série de reformas marcadas pelo extremo nacionalismo, marxismo e budismo, apesar dele próprio já ter rejeitado seu interesse por ideologias e religião. Além disso, em 1982 foi aprovada a Nova Lei da Cidadania, no qual um dos artigos dizia que os rohingyas só poderiam preencher o formulário para obter o cartão de cidadão caso soubessem falar uma das línguas oficiais do país e comprovar que seus antecessores viviam no país antes da independência, requisitos extremamente difíceis de conseguir, fazendo com que muitos passassem a ser considerados apátridas.

O início da crise dos refugiados rohingyas se deu em 2015 e perdura até hoje, tendo a situação se tornado drástica nos últimos meses. Os rohingyas continuam sendo uma etnia não reconhecida no país, o que os impedem de ter acesso aos mesmos recursos e serviços que os cidadãos budistas têm, ao contrário do que acontece com as outras 135 etnias existentes no país. Atualmente, há milhões de rohingyas deslocados e não documentados. Os países da região, inclusive de religião mulçumana, como o caso do governo da Indonésia, muitas vezes não ajudam estes refugiados, onde chegou até a ter protestos das pessoas contra o governo em apoio a esses refugiados.

O maior problema é o governo de Myanmar não reconhecer uma etnia que vive há mais de 100 anos no país, bem como não os considerar cidadãos e ainda dificultá-los de saírem do país nas fronteiras. As fronteiras de Myanmar estão repletas de minas desde a década de 90 e os acidentes com minas por refugiados só tem aumentado. O governo de Bangladesh recentemente acusou o exército de Myanmar de até mesmo ter enterrado mais minas, atitude que os militarem negam.

Organizações internacionais como a ONU e a Amnistia Internacional já comentaram sobre o caso ser uma possível limpeza étnica, tendo como base a violência. Os refugiados rohingyas já são centenas de milhares e muitas vezes vão para Bangladesh ou Malásia, onde acabam trabalhando ilegalmente ou sendo escravizados.

Quais carreiras o profissional de Relações Internacionais (RI) pode seguir?

Olá, futuro diplomata!

Hoje vamos falar sobre o profissional de Relações Internacionais (RI).

Existem muitas carreiras que o internacionalista pode seguir; a diplomacia é uma delas.

Um dos requisitos para prestar o Concurso de Admissão à Carreira de Diplomata (CACD) é ter uma graduação em qualquer área. E não são poucos os aprovados que são formados em RI!

Em 2016, seis dos 31 novos diplomatas eram egressos da área. Em 2015, foram nove, em um universo de 30 aprovados. As informações são dos Guias do Texugo Melívoro e do Orlando Lagartixa, escritos pelas turmas de aprovados de 2016 e 2015, respectivamente.

Relações Internacionais, junto com Direito, costuma ser um dos cursos mais incidentes dentre aqueles que ingressam no Instituto Rio Branco.

Apesar de não ser necessário uma graduação específica para prestar o concurso, muitos aspirantes ao Itamaraty optam pelo curso de RI pela convergência de temas. Assim como um diplomata, o profissional de Relações Internacionais precisa analisar a conjuntura mundial, investigando o contexto econômico, político e social dos países, em busca oportunidades de inserção.

A diferença é que, enquanto o diplomata trabalha necessariamente para um governo, o profissional de RI também pode ser empregado por empresas privadas, ONGs, ou até mesmo organismos multilaterais.

Mas nem só de diplomacia vive o internacionalista! Vamos ver que outras carreiras ele pode seguir?

Assessoria econômica

O profissional de Relações Internacionais pode utilizar sua expertise para assessorar empresas em seus mercados. Ele trabalha para facilitar a inserção da empresa em um país estrangeiro, identificando oportunidades de negócio e auxiliando na identificação dos trâmites legais.

Nesse sentido, muitas multinacionais buscam os graduados em RI para formar seus quadros. Empresas com foco em comércio exterior também são destinos comuns.

Pesquisa e consultoria

Empresas de pesquisa empregam o profissional de Relações Internacionais para a produção de relatórios sobre um país, ou sobre a relação entre dois ou mais países. Os temas são os mais variados: com sua capacidade de análise, pode-se solicitar que o internacionalista forneça informações sobre o contexto político, social, econômico, cultural, jurídico…

Em um mundo cada vez mais globalizado, o entendimento sobre a conjuntura global é um diferencial muito significativo. É nesse campo que o profissional de RI se sobressai!

Setor público

Nesse setor destaca-se, é claro, a atividade diplomática. No entanto, outros órgãos públicos, nas esferas federal, estadual e municipal, também buscam o profissional de Relações Internacionais para formar seus quadros. Cada ministério do governo federal, por exemplo, tem seu departamento de Relações Internacionais, responsável pelo relacionamento do órgão com o exterior.

Como ocorre em empresas, a Administração também precisa levar em conta o cenário internacional ao formular sua estratégia de atuação, o que torna o trabalho do internacionalista essencial para os serviços públicos.

Ensino Superior

Como em qualquer área, a produção de conhecimento também é um ramo relevante para o profissional de Relações Internacionais. Várias universidades e faculdades ofertam o curso, bem como pós-graduações, tornando a profissão de professor outra importante opção de carreira. Além disso, é possível conciliar a docência com a atuação em empresas, o que é uma forma de diversificar as atividades do internacionalista.

Organizações internacionais (OIs)

Um sonho comum de quem ingressa no curso de Relações Internacionais é trabalhar na ONU um dia. Isso de fato é possível! Organismos multilaterais são, por excelência, o ambiente de atuação dos internacionalistas. Aqui, o profissional pode atuar no funcionamento das instituições, desempenhando funções administrativas. Além disso, também pode trabalhar assessorando o encaminhamento das negociações, fornecendo dados necessários às partes envolvidas.

Muitos citam como vantagem de trabalhar em OIs a interação entre pessoas de diferentes culturas. É realmente uma experiência única, e uma ótima chance de praticar o networking! É preciso, contudo, estar bem atento: cada organização tem seu método de recrutamento, o que demanda bastante pesquisa para descobrir quando e como se submeter a uma vaga.

 

Interessado em cursar Relações Internacionais? O Guia do Estudante tem uma lista dos cursos espalhados pelo Brasil. Você pode consultar aqui.

Fique atento ao Blog Sapi para saber mais sobre a carreira de diplomata!

A coragem das mulheres contra a obrigação do uso do véu ganha força no Irã

Olá, Sapientes!

Uma boa dica sobre Atualidades dessa semana é o que tem acontecido no Irã e que pode ser tema-objeto de questão para o concurso do CACD.

Quem diria que as mulheres, consideradas cidadãs de segunda categoria em diversos aspectos sociais após a Revolução de 1979, fossem revoltar-se no Irã pelo uso forçado dos véus. Neste protesto, elas tiram-no e decidem pendurá-los em paus, como se fossem “varas de pescar” ficando em praça pública de cabeça destampada e hijab no ar, em sinal de protesto pacífico contra um dos maiores símbolos de opressão do sexo feminino no país. Este movimento começou pela capital do Irã e já se alastrou para outras cidades.

Este movimento teve como fonte de inspiração uma jornalista iraniana chamada Masih Alinejad que desde 2014 tem incentivado ações de protesto como esta através da sua página My Stealthy Fredom (Minha liberdade furtiva), no qual questiona frequentemente as leis de seu país. Alinejad fez um vídeo de si mesma caminhando sem véu no Irã e incentivou outras mulheres a fazerem o mesmo. O vídeo e as fotografias deste ato rebelde viralizaram na internet por meio de redes sociais e hoje se tornaram um marco contra a opressão feminina. Alinejad vive atualmente nos Estados Unidos e teme em ser presa caso volte ao seu país, mas continua encorajando outras mulheres iranianas sendo peça chave neste movimento revolucionário feminino. O que está em pauta não é o uso voluntário do hijab, mas, sim, sua obrigatoriedade.

Masih Alinejad (Masoumeh Alinejad-Ghomi), an Iranian journalist and writer based in London, UK.

Masih Alinejad

Muitos homens também se solidarizam à causa pendurando um véu em um pedaço de madeira, balançando-o em um gesto simbólico, assim como mulheres que usam o hijab por vontade e convicção próprias. Para os que acham que se trata de uma simples peça de roupa, não se enganem: discute-se a dignidade da mulher, sua liberdade de escolha e seu poder absoluto sobre seu corpo e demais aspectos da vida, até então inexistentes. A conquista da liberdade de escolha no vestuário representa simbolicamente o condão da liberdade para todo o resto.

No fim de 2017, outra iraniana ficou conhecida por protagonizar a mensagem de protesto, Vida Movahed, em plena rua da capital Teerã. Vida ficou por mais de 40 minutos em cima de uma caixa de eletricidade, sem o véu branco que lhe cobria a cabeça, com ele amarrado por um pedaço de pau. Posteriormente, foi conduzida coercitivamente à Polícia. Coincidentemente, Alinejad havia pedido através de sua página que as mulheres usassem véu branco às quartas-feiras em sinal de protesto. O protesto de Vida foi exatamente em uma quarta-feira e com um véu branco espetado em um pedaço de pau.

Em resposta, as autoridades tentaram ridicularizar o protesto por meio da desvalorização e infantilização dos atos femininos, o que não repercutiu da forma esperada, ao contrário de outras ocasiões anteriormente abafadas. Se durante 40 anos as tentativas de indignação foram silenciadas por meio da força, as gerações mais novas mostram que o medo dessa força já não é suficiente para calá-las, a coragem toma lugar para o desafio da desobediência civil.

O que faz um diplomata na prática? Conheça as atribuições de quem ingressa no Itamaraty

Olá, futuro diplomata!

Curioso para saber como é o dia a dia do serviço diplomático?

Hoje vamos falar um pouco sobre as atribuições dessa que é uma das carreiras mais tradicionais do serviço público brasileiro.

Afinal, o que faz um diplomata?

Segundo o site do Itaramaty, a principal função do diplomata é promover os interesses brasileiros no exterior. Isso abre um enorme leque de áreas de atuação: assuntos econômicos, turismo, promoção da cultura brasileira, segurança, cooperação educacional, desenvolvimento… o diplomata precisa estar preparado para representar o Brasil nessas e em muitas outras áreas, sempre alinhado com os objetivos do País.

Tá, isso é muito geral. Como é essa atuação na prática?

O diplomata pode representar o Brasil em três espaços diferentes:

  • Junto a outros países, em embaixadas e consulados.
  • Em organismos multilaterais, como a ONU.
  • No próprio Brasil (um diplomata não precisa estar sempre no exterior!)

O foco da atuação diplomática muda em cada um desses campos. Em outros países, o diplomata irá priorizar as relações bilaterais, buscando oportunidades de inserção política, econômica e cultural; se estiver lotado em um consulado, deverá prestar assistência aos brasileiros naquele país. Em organismos multilaterais, será necessário buscar a articulação com outros países, de maneira a promover os interesses regionais e globais brasileiros. No próprio Brasil, o diplomata atuará em questões administrativas do Itamaraty, além de auxiliar na formação da política externa.

E que atividades são essas que o diplomatas faz? O Itamaraty menciona algumas:

  • representar o Brasil perante outros países e organizações internacionais;
  • reunir informações para contribuir à formulação da política externa brasileira,
  • participar de reuniões internacionais e, nelas, negociar em nome do Brasil;
  • promover o comércio exterior brasileiro e atrair turismo e investimentos;
  • promover a cultura e os valores do povo brasileiro;
  • prestar assistência consular aos compatriotas no exterior (emissão de documentos, ajuda em caso de desastres, etc.)

Para executar essas funções, é esperado que o diplomata esteja a par das questões internacionais contemporâneas e da posição do Brasil nesse panorama. Ter um bom perfil negociador também é uma importante ferramenta.

Muita gente imagina que o cotidiano de um diplomata é cheio de debates acalorados e negociações decisivas para o futuro da humanidade. É verdade, esses momentos existem; mas, como em todo serviço público, o trabalho burocrático também é uma parte relevante da carreira. É preciso estar preparado para preencher muitos relatórios!

Uma das atribuições do diplomata: o DipLig

Quando uma comitiva estrangeira vem ao Brasil, cabe ao Itamaraty fornecer um acompanhamento a essa visita oficial. É aí que entra o diplomata de ligação, ou, simplesmente, o DipLig: sua função é garantir que a visita corra sem complicações, auxiliando em questões protocolares. Também é uma maneira de promover o Brasil para o visitante estrangeiro.

Em 2016, o Rio de Janeiro sediou as Olimpíadas de Verão. Com isso, vários países enviaram representantes oficiais de seus governos para acompanhar o evento. Para suprir essa demanda, os diplomatas aprovados no CACD 2015 foram dispensados das aulas no Instituto Rio Branco, primeiro passo da carreira diplomática, para atuarem como DipLigs junto às delegações estrangeiras na Cidade Olímpica. Legal, não é mesmo?

E aí, ficou interessado em se tornar um diplomata? Conte com o Sapientia!

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